localização atual: Novela Mágica Moderno Romance A Traição da Prima Invejosa Capítulo 10

《A Traição da Prima Invejosa》Capítulo 10

PUBLICIDADE

Amélia se virou para ir embora, mas seu pulso foi agarrado com força.

A mão de Leonardo apertava com intensidade, mas sua voz saiu cautelosa:

— Mel, não vai. Eu preciso falar com você.

Amélia tentou se soltar, mas não conseguiu. Ela o encarou friamente:

— Sr. Tavares, respeite-se.

Leonardo começou a se explicar, confuso e atropelando as palavras:

— Mel, eu já me afastei da Bia, ela perdeu o bebê, eu sei que antes eu te entendi errado, eu agora...

— Entendeu errado? — Amélia o interrompeu. — Leonardo Tavares, você sabe por que eu quis me matar naquela prisão?

Amélia não usou mais a nova identidade para despistá-lo.

Ela sabia que ele não acreditaria.

Além disso, tudo o que aconteceu três anos atrás realmente precisava chegar a um fim.

Ele queria ouvir?

Então ela diria tudo com clareza.

Leonardo ficou paralisado.

Amélia deu um passo à frente e o encarou diretamente nos olhos:

— Porque, na televisão da prisão, eu vi a notícia de que você faria um casamento de conto de fadas para ela.

— E mais: um guarda me contou que foi você quem pressionou para aumentar minha pena até prisão perpétua.

Leonardo abriu a boca, mas não conseguiu emitir som.

Só depois de um longo instante ele disse, com os olhos vermelhos:

— Naquela época... eu só queria te dar uma lição.

Uma lição.

Prisão perpétua.

Ela foi transformada em criminosa, perdeu tudo, teve a vida inteira destruída.

E, na boca dele, aquilo não passava de uma simples lição.

Amélia sentiu aquilo ao mesmo tempo absurdo e ridículo.

E realmente soltou uma risada baixa.

Leonardo segurou seus ombros, e de repente sua voz ficou apressada e cortante:

— E você? Ficar com o Gabriel agora... é para se vingar de mim?

— Você sabe muito bem que eu sempre detestei aquele filho bastardo!

Amélia ergueu a mão e afastou-o, limpando as lágrimas que haviam escapado enquanto ria.

— Leonardo Tavares, você se acha importante demais.

Ela abaixou os olhos para as rosas na mão dele.

— São para mim?

Leonardo assentiu, atordoado.

Ela estendeu a mão, arrancou o buquê da mão dele e, com um golpe seco, jogou-o dentro da lixeira ao lado.

As pétalas se espalharam por toda parte.

Amélia tocou o peito dele com a ponta do dedo indicador e disse friamente:

— Eu já sofri o bastante por sua causa, e você ainda acha que eu vou ouvir esse arrependimento tardio?

— Eu não quero isso. Agora desapareça da minha frente!

Depois de dizer isso, Amélia não olhou para ele outra vez.

Virou-se e foi embora em passos largos.

Leonardo ficou imóvel, vendo aquela silhueta desaparecer na curva do corredor.

— Bang!

Ele socou a parede com violência, e os nós dos dedos começaram a sangrar imediatamente.

Nesse momento, o assistente correu até ele, ofegante.

— Sr. Tavares, há alguns contratos urgentes de projetos médicos da empresa que precisam da sua assinatura.

PUBLICIDADE

Leonardo, tomado pela fúria, nem se virou:

— Some! Resolva isso você mesmo!

O assistente hesitou por um momento e disse em voz baixa:

— Mas... um deles é justamente a parceria com o Hospital Anhe. Parece ser do setor em que a Dra. An trabalha...

Leonardo virou-se bruscamente.

O assistente engoliu em seco e continuou:

— Na próxima semana haverá um seminário em um resort médico nos arredores da cidade. Se nada mudar, a Dra. An também vai participar.

A agressividade nos olhos de Leonardo se dissipou no mesmo instante.

— Traga os documentos. Esse projeto... eu mesmo vou cuidar.

...

Amélia voltou para o consultório e levou muito tempo até conseguir se acalmar.

Ela procurou o Dr. Yang e explicou, com o rosto pálido:

— Dr. Yang, me desculpe. Quanto à paciente do leito 302... eu não consigo fazer a ronda dela.

Ela omitiu parte daqueles ressentimentos antigos e apenas explicou, de forma simples, que se tratava de sua mãe biológica, uma mulher que a havia abandonado no passado.

Depois de ouvir tudo, o Dr. Yang ficou com expressão de compaixão e deu um tapinha em seu ombro:

— Tudo bem, eu entendo. Ninguém conseguiria lidar bem com isso. Daqui para frente, eu cuido totalmente do tratamento dela. Você só precisa evitá-la.

Amélia pensou que, desde que não se encontrassem, seu coração não se abalaria mais.

Mas, perto do fim do expediente daquela tarde, uma sucessão de passos apressados e vozes agitadas ecoou de repente pelo corredor.

Vários médicos e enfermeiros empurravam uma maca de emergência em direção ao quarto 302.

— Rápido! A paciente teve uma hemorragia cerebral!

— O que aconteceu? Ela não tinha só câncer?

— Foi emocional! Ouvi dizer que alguém da família entrou lá e causou uma confusão, deixou a senhora tão irritada que ela teve um AVC na hora. Ela já estava em estágio terminal, agora ficou ainda pior!

A mão de Amélia, que escrevia um prontuário, tremeu.

A ponta da caneta rasgou o papel.

Mesmo odiando aquela mulher profundamente, seus pés ainda assim a levaram naquela direção.

Assim que chegou perto da escada, viu uma figura familiar correndo às pressas na direção oposta, vindo do quarto.

Era Bianca.

Ela apertava contra o peito uma bolsa de marca, e por estar correndo demais, tropeçou.

Com um estalo seco—

a bolsa caiu.

As coisas se espalharam pelo chão.

Entre elas, um cartão bancário dourado deslizou até os pés de Amélia.

Amélia abaixou os olhos.

Suas pupilas se contraíram de repente.

Ela conhecia aquele cartão.

Quando era criança, enquanto seu pai ainda estava em casa, aquele era o cartão que ele havia dado à mãe para as despesas da família.

Depois que ele foi preso, aquele cartão se tornou o bem mais precioso de Helena.

Mesmo quando Amélia ficava doente, Helena relutava em usá-lo.

E agora—

aquele cartão estava nas mãos de Bianca.

Amélia se abaixou e o pegou.

PUBLICIDADE

Bianca, que estava recolhendo as coisas às pressas, ergueu a cabeça e, ao ver o cartão na mão dela, entrou em pânico.

— Isso é meu! Me devolve!

Ela avançou para arrancá-lo, mas no instante em que seu olhar encontrou o rosto de Amélia, seu corpo inteiro congelou.

Bianca soltou um grito e deu um passo para trás.

— Um... um fantasma! Não chega perto!

Amélia a encarou friamente.

— Bianca, por que esse cartão está com você?

Ao ouvir aquela voz tão familiar, Bianca ficou atônita por um instante.

Quando percebeu que não era um fantasma, o medo em seus olhos se transformou imediatamente em hostilidade.

— Amélia?! Você não morreu?!

Ela não tinha tempo para pensar no motivo de Amélia ainda estar viva.

Só queria recuperar o cartão.

— Me devolve isso! Foi a tia quem me deu!

Amélia apertou o cartão na mão, sem soltar.

— Esse é o dinheiro que pode salvar a vida dela! Se você levar isso, o que vai acontecer com ela?

— Ela já vai morrer mesmo! Guardar esse dinheiro é desperdício! — Bianca respondeu sem a menor vergonha, tentando arrancar o cartão à força. — A tia sempre gostou mais de mim. Ela me deu porque quis!

Amélia agarrou seu pulso e tentou puxá-la de volta para o quarto.

— Você vem comigo! Vamos confrontá-la agora! Se ela disser na minha frente que deu o cartão para você, eu devolvo!

— Me solta!

As duas começaram a se empurrar no topo da escada.

Ao perceber que não conseguiria se desvencilhar, Bianca deixou um brilho sombrio passar por seus olhos.

No instante seguinte, usou toda a força para empurrar Amélia em direção aos degraus atrás dela.

— Morre de uma vez!

O pé de Amélia escorregou no vazio.

Seu corpo perdeu completamente o equilíbrio.

E ela caiu escada abaixo.

— Bang—

Uma dor dilacerante a atingiu.

E a escuridão engoliu tudo.

Bianca olhou rapidamente para Amélia caída no pé da escada, pegou a bolsa e o cartão no chão e fugiu dali às pressas.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia