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《Adeus ao Ritmo da Traição》Capítulo 19

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Capítulo 19

Embora estivesse relutante, Gustavo acabou aceitando a situação a contragosto.

— Está bem, eu entendi. Mas você tem mais alguma exigência... digo, alguma regra que eu precise seguir?

Cecília pensou por um momento e pegou o celular.

— Vamos nos adicionar novamente. De agora em diante, você só aparecerá na minha frente quando eu te chamar.

Ao ouvir isso, Gustavo sentiu um misto de alegria e tristeza. Ele fez uma expressão de injustiça:

— Durante o dia, quando não estivermos na cama, você não poderia me tratar como um pretendente comum que gosta de você?

Cecília viu a solicitação de amizade, clicou em aceitar e continuou a selar o bife na frigideira.

— Eu geralmente não volto com ex-namorados. Se não fosse pelo fato de você ter um bom desempenho na cama, acha que eu ainda te daria uma chance?

Ao ouvir o golpe, Gustavo caminhou com dificuldade até a sala e sentou-se pesadamente no sofá. Por que ele nunca tinha percebido antes que as palavras de Cecília podiam ser tão afiadas e dolorosas?

Ele queria ficar emburrado por um tempo, mas seus olhos eram atraídos por ela involuntariamente.

Na sua visão, estavam as costas de Cecília ocupada na cozinha, e em seu nariz, o aroma do bife com salsa. Naquele momento de silêncio e paz, ele subitamente compreendeu o significado da palavra "felicidade".

Se Beatriz não tivesse aparecido, esse cenário acolhedor teria continuado para sempre? Gustavo sentiu um remorso profundo.

Nesse momento, o celular começou a vibrar. O visor mostrava:

"Beatriz Cavalcante"

.

Por algum motivo, Gustavo franziu a testa por puro instinto. Sua intuição, seu subconsciente e seus reflexos corporais diziam que ele não queria atender aquela ligação. No entanto, Júlia Martins, sua empresária, já o havia alertado pelo WhatsApp:

"O estado mental da Beatriz está péssimo. Não sei o que aconteceu, mas ela abriu duas lives. Foram curtas, de poucos minutos, mas ela falou mal da Cecília e mencionou o relacionamento de vocês..."

Gustavo lançou um olhar para Cecília, que ainda cozinhava, levantou-se e arrastou-se até a varanda. Quando Beatriz ligou pela quarta vez consecutiva, ele finalmente atendeu.

Parecia que ela não esperava que ele atendesse; houve um longo silêncio, preenchido apenas pelo ruído da linha e uma respiração caótica.

— Beatriz, o que você quer agora? — Gustavo perguntou com impaciência.

Do outro lado, a voz de Beatriz estava rouca:

— Gustavo, você encontrou minha irmã, não foi? Você foi para os Estados Unidos atrás da Cecília, certo? Vocês voltaram? Estão morando juntos? E eu? O que eu faço?

Ela soltou uma risada histérica e logo depois começou a soluçar baixo.

— Gustavo, você realmente não tem um pingo de sentimento por mim? Você me fez sair da indústria, mandou me boicotarem... eu aceitei tudo isso. Mas por que mandou as pessoas se vingarem dos meus pais?

— Você sabe que eles estão indo todos os dias ao restaurante da minha mãe? Protestam, deixam avaliações horríveis, espantam os clientes... Eles enlouqueceram! Minha mãe chora todo dia. Gustavo, eu te imploro, me deixe em paz, está bem?

Gustavo estava confuso, sentindo que Beatriz realmente tinha perdido o juízo. Ele respondeu friamente:

— Eu não fiz nada disso. Beatriz, você já parou para pensar que, se sua mãe está sendo tratada assim, é porque você errou, e ela também errou?

Ele olhou para o horizonte, sentindo um aperto leve no peito.

— Sua irmã está nos Estados Unidos há sete dias. Sua mãe se preocupou com ela? Aquelas pessoas no restaurante podem ser internautas indignados, ou talvez fãs meus ou da Cecília. Eles só querem justiça por ela.

Beatriz silenciou. Gustavo continuou:

— Vou mandar alguém resolver isso, mas não por você, e sim pela Cecília. Ela sempre deu muita importância à família, do contrário não teria se aposentado por conta própria. O relacionamento entre ela e a mãe não deveria sofrer interferência de estranhos como nós.

— Mas eu te aviso: não abra mais lives para difamar a Cecília, ou eu realmente não terei piedade.

Dito isso, ele desligou o telefone bruscamente.

Ao se virar, deu de cara com Cecília, de braços cruzados e encostada na parede.

Ele não sabia há quanto tempo ela estava ali ouvindo.

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