localização atual: Novela Mágica Moderno Adeus ao Ritmo da Traição Capítulo 17

《Adeus ao Ritmo da Traição》Capítulo 17

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Capítulo 17

Cecília ficou paralisada por um momento. Aquela sensação de irrealidade a envolvia como as águas do mar vindas de todas as direções, tanto que sua expressão chegou a ficar rígida.

Mas aquelas garotas nem perceberam; elas apenas pegaram bonecos de pelúcia personalizados e "photocards" da Cecília.

— Veja, eu trouxe a "Ceci" para tirar fotos no Liberty Bell!

— Snif... Eu sou tão sortuda. Ver que você continua vivendo bem me deixa tão feliz, de verdade.

— Você não tem ideia do quanto ficamos preocupadas depois daquele post de aposentadoria. Ficamos com medo de você fazer alguma bobagem, mas a administradora do fã-clube disse que você jamais faria isso, que você sempre foi uma garota muito corajosa...

As garotas falavam sem parar, como pequenos pássaros chilreando ao redor de Cecília. Em cada um daqueles olhos, brilhava o reflexo de lágrimas contidas. Mesmo assim, elas sorriam, expressando com entusiasmo todo o carinho e preocupação dos últimos dias.

Nesse instante, o coração de Cecília foi preenchido por uma força tranquilizadora. Ela curvou os lábios em um sorriso e tomou a iniciativa:

— Vocês têm uma caneta? Querem tirar uma foto?

As garotas hesitaram, com expressões de euforia, mas logo balançaram as mãos negativamente. Uma delas explicou:

— Melhor não. Tenho medo de não resistirmos e acabarmos postando na internet. Encontrar você já nos deixou muito felizes; não queremos expor o seu paradeiro nem deixar que outros venham te incomodar.

Outra garota completou imediatamente:

— É verdade. Sabemos que, antes de tomar qualquer decisão, você pensou e repensou muito. Onde você está ou o que pretende fazer... preferimos que seja você a dizer quando se sentir pronta. Até lá, guardaremos este segredo por você.

Por fim, a garota que parecia mais tímida e reservada tirou um pôster. Cecília reconheceu de imediato: era um pôster de edição limitada de seu debut, há oito anos. Tinha apenas o tamanho de uma palma e era um brinde aleatório da época.

A garota falou em tom solene:

— Cecília, todos esses anos eu carreguei este pôster comigo. No início, era para me motivar a ser uma adulta corajosa como você. Mas agora, quero dá-lo de presente para você. Quero te dizer que, não importa o que aconteça, não se esqueça de que nós te apoiamos, te amamos e estaremos sempre atrás de você. E o mais importante: você ainda tem a si mesma.

— Sim, sim! — as outras duas concordaram. — Não sinta que você não é boa o suficiente, nem que fez algo errado. Nós acreditamos em você e pedimos que, por favor, acredite em si mesma também. Vamos esperar por você. Sempre que você quiser voltar, estaremos aqui.

Ao terminarem, as garotas já estavam com os olhos marejados. Cecília finalmente não conseguiu conter as emoções que borbulhavam em seu peito e disse, com a voz embargada:

— Posso dar um abraço em vocês?

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— Com certeza! — elas aceitaram sem hesitar.

Cecília deu um passo à frente e abraçou cada uma das três garotas com carinho e solenidade. Ela ainda insistiu em tirar uma foto com elas.

Ela piscou os olhos, emocionada: — Eu sei que vocês não vão postar. Vamos guardar como lembrança. No futuro, quando nos encontrarmos de novo e virmos essa foto, com certeza reconhecerei vocês três e as abraçarei mais uma vez.

Desta vez, as garotas não recusaram. Após pagar um jantar para elas no restaurante Crown e chamar um carro para levá-las de volta ao hotel, Cecília caminhou lentamente em direção à sua casa.

De repente, ela sentiu que tinha coragem para enfrentar Gustavo Gouveia. As garotas tinham razão: quem errou não foi ela, então por que deveria fugir?

Uma hora depois, na cobertura do Ritz-Carlton. Antes mesmo de Cecília tocar no leitor de digitais, a porta se abriu por dentro. Gustavo estava parado ali, apoiado em suas muletas. Ele abriu a boca para falar, mas as palavras pareceram fugir.

Cecília, carregando as sacolas de compras, manteve-se calma e centrada:

— Com licença, deixe-me passar. Você está se sentindo melhor?

Ao ouvir aquilo, Gustavo sentiu-se injustiçado, mas não ousou explodir. Ele apenas a seguiu de perto, passo a passo, como uma sombra:

— Você ficou com pena de mim? Está disposta a me perdoar?

Cecília colocou as compras na pia da cozinha e virou-se para encará-lo:

— Dizer que não sinto nada seria mentira. Afinal, foram oito anos, não oito dias. Mesmo se fosse um cachorro que me mordesse, eu não perderia o sentimento tão rápido.

Ela fez uma pausa, com a voz serena:

— Mas não existe essa história de "perdão" entre nós. Nosso relacionamento sempre foi uma via de mão única da minha parte. Então, é normal que você tenha tratado como um jogo ou me visto apenas como uma amante.

— No entanto, — ela concluiu — eu não vou mais amar você, Gustavo Gouveia.

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