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《Adeus ao Ritmo da Traição》Capítulo 15

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Capítulo 15

Cecília pressionou os lábios, caminhou rapidamente até a entrada e cortou diretamente a energia do interfone com câmera.

Ela não tinha um coração de pedra; do contrário, não teria sentido aquela dor dilacerante, como se não pudesse respirar, ao ver a notícia do desaparecimento de Gustavo no mar.

No entanto, ela também não era desprovida de amor-próprio. Uma vez decidida a partir, não queria mais nenhum envolvimento com o passado.

Separados por apenas uma porta, parecia que entre eles havia uma distância de milhares de quilômetros.

Encostado na parede do corredor, Gustavo olhava desolado para a porta fechada. Seu braço e sua perna fraturados doíam intensamente, mas ele não queria ir embora daquele jeito.

Ele sabia que Cecília certamente vira as notícias sobre o acidente aéreo, por isso ignorou os avisos de médicos e assistentes para correr até ali; ele só queria explicar tudo pessoalmente.

Mas ela não estava disposta a deixá-lo entrar. Gustavo suspirou e escorregou lentamente pela parede até sentar-se no chão.

No bolso, o celular não parava de vibrar com mensagens de Júlia Martins, do assistente Tiago, de médicos e de seus pais.

Júlia dizia:

"Beatriz já anunciou a aposentadoria. Dona Helena e Seu Ricardo dizem que o estado mental dela não é nada bom; ela tem medo de sair de casa, está paranoica e demonstra tendências de autoflagelação."

Tiago dizia:

"Chefe, já coordenei com a secretaria da filial nos EUA. Comprei o apartamento exatamente em frente ao da Cecília para você. Já mandei limpar tudo e a senha é aquela que você sempre usa no Brasil."

O médico dizia:

"Sr. Gouveia, uma fratura não é brincadeira. Sugiro que retorne ao hospital o quanto antes. Se sentir dores agudas, por favor, não abuse de analgésicos fortes..."

Seu Ricardo dizia:

"Que absurdo! Volte para casa agora mesmo!"

Sua mãe dizia:

"Você se machucou? Onde você está? Está bem? Eu sei que você se importa com a Cecília, mas sua saúde vem primeiro. Você precisa estar bem fisicamente para enfrentar a Cecília e pedir o perdão dela."

— Perdão... — Gustavo saboreou a palavra em silêncio.

Ele admitia que, no minuto em que o avião apresentou pane e o piloto colocou o paraquedas em seus ombros, sua mente estava cheia apenas de Cecília.

Até mesmo naqueles segundos, curtos mas que pareceram uma eternidade, enquanto caía em direção ao oceano.

Em sua visão, surgiu a imagem de Cecília, tal como a vira pela última vez há quatro dias.

Ao cair no mar, a água salgada invadiu seu nariz e boca. Antes de perder a consciência, a guarda costeira e os socorristas apareceram. Naquele momento crucial entre a vida e a morte, o que Gustavo pensava e o nome que ele chamava era o de Cecília.

Ele a amava? Sim, amava. Mas ele não entendia realmente o que significava "amar". O amor é algo invisível, impalpável; quando ele finalmente percebeu, parecia ser tarde demais.

Olhando para a porta fechada, Gustavo sentiu que seus truques habituais haviam acabado. Normalmente, ele chamaria o concierge para forçar a entrada ou faria algum drama para que Cecília cedesse. Mas e depois disso?

Um brilho de profunda confusão passou por seus olhos. Ele não sabia como pedir perdão; só sabia que ainda se sentia um pouco irritado. Por que? Foram apenas quatro dias e Cecília se tornara tão implacável? Mesmo vendo-o coberto de ferimentos, ela friamente o trancou do lado de fora, sem uma única palavra de preocupação.

Pensando nisso, Gustavo sentiu-se injustiçado. Ele moveu a perna com dificuldade e, com a mão que não estava ferida, bateu com força na porta de Cecília.

TOC! TOC!

A palma da mão doeu. Ele não tinha certeza se ela o ouvia, então falou em voz baixa:

— Cecília, eu sei que não deveria ter tratado nosso relacionamento como um jogo. Mas quando eu disse que queria me casar com você, era verdade. Você é a única pessoa na vida que me fez ter vontade de casar.

— Nestes oito anos, fomos o "Casal 2C" diante das câmeras. Você sempre achou que o que eu dizia publicamente era mentira, mas não era. Em cada premiação, quando eu subia ao palco para receber um troféu e dizia aquela frase...

— "Minha vida não faz sentido sem você, você é minha musa"... Aquilo era real. Era tudo verdade.

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