localização atual: Novela Mágica Moderno Adeus ao Ritmo da Traição Capítulo 4

《Adeus ao Ritmo da Traição》Capítulo 4

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Capítulo 4

Os olhos se encontraram.

Ricardo franziu o cenho, observando Cecília com um olhar estranho, quase vago.

— Você é...

Beatriz fingiu uma surpresa exagerada.

— Papai, esta é a minha irmã! O senhor não a reconhece mais?

Ricardo soltou um riso sem jeito, visivelmente constrangido.

— Ah, sim... você é a Ce... Cecília, não é? Por que está aí parada na porta? Por que não entra?

Ao notar o tom culpado de seu pai, Cecília sorriu com amargura. Depois de dezoito anos separados, seu próprio pai biológico não apenas esquecera seu rosto, como mal conseguia se lembrar de seu nome.

Ela o encarou com frieza.

— Eu ouvi tudo o que disseram. Mas a Beatriz não vai embora com você. Não importa o quanto implore, será inútil.

Ricardo estacou, os lábios tremendo levemente.

— Cecília, eu estava apenas desesperado agora pouco... não leve a sério o que eu disse.

Beatriz, por sua vez, assumiu uma postura de vítima indefesa.

— Irmã, você desfrutou do amor da mamãe por todos esses anos. Agora que ela finalmente me encontrou, você vai ser tão egoísta a ponto de não querer dividir nem um pouco desse carinho comigo?

Ao ouvir isso, Ricardo fechou a cara. Incapaz de ver sua filha caçula sofrer, ele imediatamente mudou o alvo de seus ataques.

— Cecília, você viveu com sua mãe por tempo suficiente. Além disso, agora que vocês duas estão na mesma indústria, é seu dever cuidar da sua irmã. Você deveria abrir o caminho para ela, para que ela alcance o sucesso o mais rápido possível.

Primeiro fora Dona Helena, depois Gustavo, e agora seu suposto pai. Todos exigiam que ela servisse de degrau para Beatriz.

Pois bem. Se era isso que queriam, ela mesma levaria Beatriz ao topo absoluto do entretenimento. Só esperava que, quando aquela irmã superficial e sem talento despencasse de lá, não chorasse de forma tão patética...

Cecília assentiu devagar.

— Está bem. Já que somos irmãs, eu vou ajudá-la.

O rosto de Ricardo finalmente relaxou.

— Se você pensa assim, eu fico mais tranquilo.

Cecília não tinha a menor intenção de continuar sustentando aquela farsa de amor paternal e saiu rapidamente dali.

...

Uma da manhã, na Vila Olímpia.

Com o encerramento triunfante do show no estádio, Gustavo deu uma festa de comemoração na cobertura do bar Vibes. Cecília sentou-se no canto mais isolado, observando os colegas de banda cercarem Beatriz, brindando entusiasticamente com Gustavo.

— Se a Bia tivesse estreado alguns anos antes, com certeza o casal mais famoso do país não seria o Gustavo com a Cecília.

— Com certeza! Eu achava que os dois combinavam, mas agora que a Bia chegou, percebi que eu estava redondamente enganado.

Provavelmente por causa do álcool, os três colegas nem se deram ao trabalho de baixar o tom de voz. Cecília pegou sua taça e tomou um gole de vinho tinto Barolo, mantendo a expressão imperturbável. Só então Gustavo, exalando o aroma de bebida, notou a presença dela.

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— Eles beberam demais, não fique brava.

Cecília virou o rosto e o encarou em silêncio.

— Eles estão dizendo a verdade. Você e a Beatriz realmente formam um par melhor. Por que não sugere à empresa que ela seja seu novo "shipp" oficial?

Com a sugestão de Cecília, os colegas concordaram imediatamente.

— Isso mesmo! Gustavo, aproveita e assume logo que você e a Bia são o verdadeiro casal!

— Afinal, você e a Cecília nunca estiveram juntos de verdade mesmo.

— Pois é!

Como o romance de Cecília e Gustavo sempre foi clandestino, ninguém ali sabia que os dois mantinham uma relação íntima há anos. Gustavo franziu a testa.

— Eu tenho fãs demais. A Cecília está comigo há oito anos e ainda é atacada por elas. Se eu trocar pela Bia agora, minhas fãs vão massacrá-la até ela ser expulsa da indústria.

Ao ouvir aquilo, o rosto de Cecília ficou mortalmente pálido. O favoritismo dele era tão óbvio, e ele ainda tinha a audácia de dizer que não ficaria com Beatriz apenas para "protegê-la".

Cecília levantou-se abruptamente.

— Não estou me sentindo bem. Vou para casa.

Gustavo abriu passagem, lançando-lhe um olhar complexo.

— Vá. Cuidado no caminho.

Cecília saiu do bar. Seu guarda-costas, Samuel, que a esperava do lado de fora, aproximou-se imediatamente.

— Senhorita, você está pálida. Aconteceu alguma coisa?

Cecília balançou a cabeça.

— Vamos para casa.

Ao entrar no Bentley, ela ouviu algumas garotas na calçada reclamando com os celulares na mão.

— Por que tiraram a Cecília?

— O casal "Gus-Ceci" era mentira? Não aceito! Eu torci por eles por anos, por que terminar assim?

— O que o Gustavo viu nessa Beatriz? Acabou de chegar e já quer roubar o posto de vocalista e o homem dos outros? Que cara de pau!

Imediatamente, outras garotas rebateram:

— O Gustavo já disse hoje, a Cecília está com as cordas vocais ferradas e não consegue mais cantar. A Bia só salvou o show, ok?

— Concordo. A Cecília viveu às custas do sucesso do Gustavo por oito anos. Acho ótimo que mudou. A voz da Bia não perde em nada para a da Cecília antiga e ela é bem mais jovem. Essa sim é a cunhada que a gente aceita.

Ao ouvir aquilo, Cecília fechou a janela do carro em silêncio. Ela observou a paisagem urbana passando rapidamente, com um sorriso irônico nos lábios.

Oito anos ao lado de Gustavo e nunca fora aceita pelas fãs dele. Beatriz subiu ao palco apenas uma vez, e as fãs já a chamavam de "cunhada"!

Ela só queria ver o que elas diriam quando finalmente ouvissem a verdadeira voz de Beatriz.

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