localização atual: Novela Mágica Moderno Adeus ao Ritmo da Traição Capítulo 3

《Adeus ao Ritmo da Traição》Capítulo 3

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Capítulo 3

Em um instante, os fãs na plateia não puderam deixar de elogiar.

— A Ceci está em uma fase maravilhosa, parece que voltamos oito anos no tempo!

— Que talento absurdo. Que outra vocalista, após oito anos de carreira, ainda entrega um ao vivo tão impecável quanto um CD?

Nesse momento, o elevador no centro do palco subiu lentamente. Um feixe de luz intenso envolveu Beatriz Cavalcante, que vestia um impecável vestido branco. Quando o telão do palco mudou para um close-up do rosto de Beatriz, o público primeiro mergulhou em um silêncio atordoado, seguido por uma onda de vaias!

— Quem é essa? Por que ela está na posição da minha Cecília?

— Que absurdo! Isso não passa de propaganda enganosa!

Assim que as palavras foram ditas, os fãs, como se tivessem combinado, apagaram seus bastões de luz prateados. No palco, os cinco integrantes viram as luzes se extinguindo uma a uma. O que antes era um vasto e brilhante mar prateado, num piscar de olhos, transformou-se em um "mar negro", silencioso e sem vida.

Beatriz estava visivelmente constrangida.

— Gustavo...

Cecília empurrou a porta da saída de emergência e viu Gustavo pegar o microfone.

— Hoje é a primeira vez que a Wildfire se apresenta neste estádio e quero aproveitar a oportunidade para esclarecer algo. Devido a uma lesão nas cordas vocais da nossa antiga vocalista, Cecília Cavalcante, ela não pode mais entregar a performance perfeita que vocês merecem. Por decisão unânime dos membros, Beatriz se juntou à banda como nossa segunda vocalista principal.

Ao ouvir isso, os fãs começaram a cochichar.

— A Beatriz cantou bem agora há pouco, tem aquele toque da Cecília de antigamente.

— Mas substituí-la assim é muita frieza. Onde fica o casal que eu tanto amava?

Cecília ouvia as palavras dos fãs enquanto observava Gustavo no centro do palco, radiante e majestoso. Ela soltou um riso autodepreciativo. O casal perfeito nunca passou de uma ilusão; no coração de Gustavo, ela era apenas uma amante conveniente que não lhe dava problemas.

Apesar do choque dos fãs, o show precisava continuar. Cecília seguiu para os bastidores. Ela precisava entender por que a voz de Beatriz soava exatamente como a dela. Ao passar pela sala de controle técnico, ouviu o engenheiro de som reclamando amargamente.

— A banda não exigia sempre som cem por cento ao vivo? Como é que essa Beatriz chega e já quer fazer playback? E ainda me pedem para editar a voz dela para parecer a Cecília de oito anos atrás... Se não pagassem tão bem, eu jamais aceitaria consertar essa falta de afinação...

Era playback!

Cecília ia abrir a porta para confrontá-los, quando uma mão quente segurou seu pulso. O aroma do perfume importado de Gustavo a envolveu.

— Cecília, não entre. É a primeira vez da Bia no palco, ela está nervosa. Eu permiti o playback.

Cecília se virou para encarar Gustavo, que surgira do nada.

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— Você não era o perfeccionista? O cara que mais detestava cantores que fingem cantar? Você...

Antes que terminasse, Gustavo pressionou o polegar contra os lábios dela, silenciando-a.

— Você sabe muito bem o quanto sofreu com o ódio na internet e as injustiças desde que era uma anônima até se tornar uma diva. Você quer mesmo que a Bia passe por tudo isso também?

Ao ouvir aquelas palavras, Cecília cerrou os punhos com força. Por oito anos, os fãs do casal diziam o quanto Gustavo era protetor com ela, que o seu jeito metódico desaparecia quando ela estava por perto, que se qualquer repórter a tratasse mal, ele revidava imediatamente...

Mas só hoje, vendo Gustavo abandonar todos os seus princípios por Beatriz, ela entendeu o que era o verdadeiro favoritismo.

— E eu? Você usa a minha voz de quando eu tinha dezoito anos para ajudá-la a fingir. Você pensou em mim? Pensou no que aconteceria com a nossa banda se isso fosse exposto?

Gustavo soltou o braço dela.

— Não vai ser. Ninguém se atreve a me desafiar agora.

O Gustavo de hoje não era mais o simples baixista de antigamente; ele agora detinha todo o poder e influência da indústria. Cecília não conseguiu dizer mais nada. Ela se virou para sair, mas ao passar pela porta entreaberta do camarim exclusivo de Gustavo, parou bruscamente.

Lá dentro, ela viu seu pai — o homem que não via há dezoito anos — parado diante de Beatriz com os olhos vermelhos. Ele falava entre soluços:

— Bia, você é a minha única filha. Eu te amo tanto... por favor, não me deixe.

Única filha...

Nesse momento, Beatriz falou com sua voz doce:

— Pai, se a minha irmã ouvir o senhor dizer isso, ela vai ficar tão triste.

Ricardo segurou as mãos de Beatriz com fervor.

— Eu não me importo com isso. Bia, eu te amo de verdade. Para mim, nesta vida, você é a única filha que eu reconheço.

BANG!

Cecília escancarou a porta, e o camarim foi mergulhado em um silêncio mortal.

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