《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 30

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No último dia antes da cirurgia, Aurora foi internada no quarto do hospital. Para evitar infecções bacterianas, o médico raspou todo o cabelo dela.

Ao se olhar no espelho, Aurora não conseguiu conter as lágrimas que caíam sem parar.

Não sabia se estava assustada com a própria aparência, se sentia a proximidade da morte ou se era apenas a dor da despedida das pessoas ao seu redor.

— Por que está chorando? — Heitor apareceu no quarto e, ao ver Aurora soluçando, aproximou-se dela com passos apressados.

— Tio... — Aurora fez um bico e colocou o gorro rapidamente, não querendo que ele visse sua cabeça raspada.

Com os olhos marejados, Heitor estendeu a mão para enxugar as lágrimas dela e a consolou suavemente: — Você sempre foi uma beldade desde pequena; mesmo careca agora, continua linda.

Aurora deu um leve resmungo, mas seu olhar fixou-se na testa dele.

— Tio, o que aconteceu aqui? — Aurora observava a marca avermelhada e visivelmente inchada. Ela estendeu a mão para tocar, e Heitor abaixou a cabeça para que ela pudesse alcançá-la facilmente. — Dói?

Heitor balançou a cabeça, esboçando um sorriso amargo: — Não dói.

Aurora fungou e limpou as lágrimas: — Eu já vi isso várias vezes.

— Seu tio é alto demais, acabo esbarrando nas coisas com frequência. — Heitor afagou a cabeça de Aurora e tirou do bolso do sobretudo alguns cordões de oração, amarrando-os no pulso dela.

— Como o senhor pode ser tão descuidado? Onde bateu para ficar tão grave? O Lucas também é alto e não vive se machucando assim. — Aurora sabia que as palavras de Heitor eram apenas uma desculpa. Ele cheirava a incenso e, como trazia novos cordões de oração todos os dias, ela deduziu que ele estivera visitando templos para pedir por sua segurança.

Heitor lançou um olhar gélido para Lucas, que descascava uma maçã ao lado de Aurora, mas o brilho de frieza desapareceu num instante. Diante de Aurora, ele apenas prometeu com voz suave: — O tio tomará mais cuidado de agora em diante.

O celular de Heitor tocou. Ele olhou o número. Era Stefany.

— Aurora, vou sair um instante.

— Heitor, por favor, salve a família Shen! Não sei quem está atacando nossas empresas constantemente, se continuar assim, vamos à falência. — A voz feminina do outro lado estava ansiosa, com um tom de súplica. — Heitor, afinal de contas, somos um casal de noivos, você não vai ficar de braços cruzados, vai?

— He. — Heitor soltou uma risada gélida e sarcástica. — Stefany, você ainda não entendeu a situação?

— O que você quer dizer... Heitor? — Um calafrio percorreu o corpo de Stefany e ela perguntou apressadamente: — Heitor, foi você quem fez tudo isso? Por quê? O que a Aurora fez para você atacar a família Shen dessa maneira?

Heitor afastou o telefone por um momento e esperou que o outro lado silenciasse completamente antes de voltar a encostá-lo ao ouvido.

— Você sabe muito bem o que fez.

Do outro lado, Stefany paralisou, lembrando-se subitamente do que ouvira na última vez que vira Heitor: que se ela cometesse um erro, toda a família Shen pagaria o preço.

Ela gritou de forma histérica: — Heitor! Por causa de uma órfã sem pai nem mãe, você faz isso comigo? Você...

— Stefany. — Heitor a interrompeu. — No momento você ainda tem pais, mas se disser algo assim novamente, eu farei você sentir na pele o que é não ter ninguém e ser uma órfã.

Heitor desligou, bloqueou o número de Stefany e caminhou rapidamente de volta para o quarto do hospital.

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