《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 27

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Aurora saiu da sala de exames e, por algum motivo, sentiu que o humor de Heitor e dos outros não parecia nada bom.

— Aurora, como você está? Sente algum desconforto? Sua cabeça dói? — Heitor perguntou com ansiedade. Seus olhos estavam vermelhos e as lágrimas pareciam prestes a transbordar.

Aurora olhou para ele por um momento: — Tio, nós devemos nos dar muito bem, não é?

Heitor engoliu em seco várias vezes, reprimindo suas emoções, e conseguiu dizer com dificuldade:

— Sim, muito bem. — Ele acariciou a cabeça de Aurora, esforçando-se para abrir um sorriso.

— O médico disse que, depois que você fizer a cirurgia daqui a alguns dias, sua doença vai melhorar.

— A cirurgia vai doer muito? — perguntou Aurora. No momento, ela não tinha clareza sobre que tipo de procedimento era aquele. Apenas o nome "cirurgia cerebral" sugeria algo que envolvia a abertura do crânio.

— Haverá anestesia na cirurgia, você não sentirá dor. Será apenas como um sono; quando acordar, estará curada.

O Dr. Marcus pensou por um instante e explicou a situação atual para Aurora: — Aurora, sua perda de memória agora é muito provavelmente porque você está em um período de crise da doença.

Talvez amanhã ou depois você recupere as lembranças, não se preocupe tanto.

Aurora assentiu e voltou para a pousada. Após perder a memória, ela sentia-se um tanto deslocada em relação ao mundo. Depois do almoço, deu uma desculpa dizendo que precisava descansar e pediu que Heitor se retirasse. Ela precisava de tempo para processar tudo.

Heitor voltou para o seu próprio quarto.

— Sr. Heitor, o senhor ainda não trocou o curativo hoje — lembrou o secretário. Uma mancha escarlate de sangue havia se espalhado pelas costas dele; felizmente, Heitor vestia roupas pretas, caso contrário, o sangue teria transparecido para o lado de fora.

O secretário pegou o medicamento e o aplicou nos ferimentos de Heitor. — Sr. Heitor, não seria melhor ir ao hospital para costurar esses ferimentos novamente? Alguns pontos se abriram.

— Irei mais tarde — respondeu Heitor.

O telefone ao lado vibrou e ele atendeu.

— Sr. Heitor, a polícia já levou a Stefany e ela está sob custódia. Quanto às pessoas na internet, os advogados do Grupo Huo e a polícia local já iniciaram o processo de responsabilização contra elas.

Heitor folheava o diário que fora limpo por Aurora, e sua visão começou a ficar embaçada. Ele massageou as têmporas e perguntou: — Como está a situação da família Shen?

A pessoa do outro lado continuou: — Nos últimos dois dias, nossos homens tomaram vários projetos deles, e muitas notícias negativas foram expostas. O preço das ações deles caiu consideravelmente.

A voz de Heitor tornou-se gélida: — Ainda não é o suficiente. Quero que a família Shen declare falência e desapareça de Pequim.

— Entendido, Sr. Heitor.

Outra pessoa assumiu a ligação: — Sr. Heitor, há alguns projetos da família Shen vinculados a empresas do Grupo Huo; provavelmente foram gestos de boa vontade feitos pelo Velho Sr. Huo anteriormente por causa do casamento. Devemos atacar?

Heitor soltou um "sim", com a voz sem qualquer ondulação: — Prossiga normalmente, não pegue leve.

Após desligar, Heitor fechou os olhos e cobriu o rosto com a mão: — Entre em contato com aqueles médicos renomados de antes; peça que venham a Berlim antes da cirurgia cerebral, daqui a quatro dias.

Passado um tempo, a voz rouca de Heitor soou novamente: — Procure também por templos em Berlim.

— Que sejam sagrados, dos que realmente funcionam.

O secretário ficou atônito por um instante, sentindo um mau pressentimento. Ele sabia que Heitor estivera no hospital com Aurora naquela manhã. Heitor, um homem que nunca acreditou em deuses ou budas e confiava apenas em si mesmo, só havia buscado templos e rezado por causa de Aurora.

— É por causa da Srta. Aurora...?

Heitor não respondeu; exausto física e mentalmente, ele apenas apressou o secretário:

— Vá logo resolver isso.

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