《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 25

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A mente de Aurora subitamente ficou paralisada.

Ele acabara de dizer que a amava. Como ela poderia gostar do próprio tio?

Um zumbido ecoou em sua cabeça e fragmentos de pensamentos começaram a surgir.

Ela havia se declarado aos dezoito anos, seu diário estava repleto de juras de amor e ela até chegara a afastar as pretendentes dele. Tudo indicava que Aurora fora apaixonada por Heitor no passado.

Um amor tão profundo que parecia gravado em seus ossos, onde ela só desejava o bem dele e estava disposta a tudo, até mesmo a deixá-lo partir.

No entanto, agora, Aurora sentia apenas carinho familiar por ele.

Heitor deu um passo à frente, diminuindo a distância, e segurou o rosto de Aurora com as mãos: — Sinto muito, eu errei no passado. Eu não deveria ter ignorado seus sentimentos, nem tentado forçá-la a se casar com outra pessoa. Você pode me perdoar? — Seus dedos tocaram os lábios de Aurora e ele inclinou a cabeça em direção ao rosto dela, perguntando novamente em tom suave: — Aurora, você ainda gosta de mim?

— Tio, você está bêbado. — Aurora esquivou-se do beijo iminente, usando o braço para manter distância entre eles.

— Aurora, eu estou lúcido. — Heitor deu um sorriso amargo: — No dia do casamento, quando procurei por você em todos os cantos e não a encontrei, meu coração entrou em pânico sem motivo. Depois, quando liguei para casa e a governanta disse que você tinha partido com as malas, meu humor atingiu o fundo do poço; eu estava tão frustrado que só queria encontrá-la e trancá-la de volta na mansão.

Ao saber que você estava doente e viera sozinha para a Alemanha para a cirurgia, meu coração foi tomado por culpa e preocupação.

E no dia do acidente, quando vi as barras de aço do caminhão vindo em sua direção, meu único pensamento era que nada poderia acontecer com você. Enquanto eu estava sendo operado na emergência, só conseguia pensar que não podia morrer, pois o que seria de você se eu partisse?

Aurora, meus sentimentos por você não são apenas de tio e sobrinha.

Heitor fez uma pausa e engoliu em seco: — Aurora...

Antes que ele pudesse terminar, Aurora o interrompeu imediatamente: — Tio, eu não gosto mais de você. Agora eu o vejo apenas como meu tio. Você poderia me soltar? Nossa relação não permite esse tipo de atitude, e você está me fazendo sentir ofendida e com medo.

Heitor silenciou por um momento e recuou um pouco.

Apenas meio passo. Ele parecia inexpressivo, como se as palavras de Aurora não o tivessem ferido, mas seu interior estava em ruínas.

A dor era tanta que ele desejava poder destruir seu eu do passado.

Sua voz agora carregava um tom de súplica: — Aurora, eu não agirei mais assim. Por favor, não tenha medo... está bem?

Aurora cerrou os lábios e estendeu a mão para abrir a porta, querendo entrar no quarto.

Mas Heitor segurou a maçaneta.

Aurora chamou por ele, incerta: — Tio?

— Desculpe, seu tio bebeu demais.

— Heitor engoliu em seco e, pressionando a maçaneta, abriu a porta para ela:

— Descanse bem.

Aurora entrou no quarto e esperou junto à porta por um momento.

Somente após ter certeza de que Heitor partira, ela caminhou para o interior do aposento.

Ela serviu-se de um copo de água e abriu o frasco para tomar o remédio daquela noite. Retirou dois comprimidos e os engoliu com a água.

"Preciso anotar que já tomei o remédio". Aurora foi até a gaveta do móvel da entrada procurar um bloco de notas, mas parou subitamente após procurar por um tempo.

Ela sentiu como se ainda não tivesse tomado o remédio do dia.

Pegou o frasco novamente, ingeriu os comprimidos e só então foi descansar.

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