《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 23

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Após mais meia hora de compras, Heitor finalmente levou Aurora para o caixa.

— Sr. Heitor, Srta. Aurora.

O secretário, que esperava no caixa, cumprimentou Aurora enquanto segurava uma sacola.

— Sr. Heitor, deixe que eu levo. — O secretário prontamente se ofereceu para carregar as sacolas de compras, pois Heitor não deveria carregar peso devido ao ferimento nas costas.

— Algumas pessoas virão entregar as compras na pousada, espere por elas.

Enquanto falava, Heitor pegou uma das sacolas das mãos do secretário.

— Aurora, vamos primeiro.

Ele tirou algo da sacola, inseriu o canudo e entregou a Aurora. Cuidar de Aurora era algo que ele sempre fazia com naturalidade, afinal, ela fora criada e mimada por ele desde pequena.

Após perdê-la, ele se arrependeu amargamente inúmeras vezes por não tê-la ouvido mais e por não ter reconhecido seus sentimentos mais cedo. Felizmente, ainda havia uma chance de reparação. Graças aos céus.

Aurora olhou atentamente, deu um gole no leite e percebeu que era de morango. O sabor que ela sempre amou.

Ao retornarem para a pousada, Aurora e Heitor foram cada um para seu quarto. Sem internet, Aurora deitou-se na cama e dormiu por um tempo. Enquanto dormia, a temperatura em Berlim caiu subitamente.

O outono berlinense começou a ganhar ares de inverno. Aurora enrolou-se no cobertor, observando o quarto escuro e, por um momento, sentiu-se confusa, achando que já era o dia seguinte.

Ao olhar o horário no celular, viu que eram apenas cinco e vinte da tarde. Havia algumas mensagens de Heitor perguntando o que ela gostaria de jantar.

Após responder, Aurora abriu metade da cortina e olhou para fora; estava chovendo. A chuva era forte, levantando uma névoa branca ao atingir o solo. Dava a impressão de que toda Berlim estava envolta em neblina.

— Que cheiro doce... — Aurora farejou, sentindo um aroma adocicado e agradável.

Ela vestiu um casaco de lã e desceu para o primeiro andar da pousada. Quanto mais descia, mais intenso ficava o cheiro.

O aroma doce de frutas e vinho no ar suavizava muito aquela sensação de frio desolador. No primeiro andar, havia uma panela de vinho quente sobre a mesa. Alguns hóspedes estavam sentados juntos, conversando alegremente.

— Aurora.

Lucas chamou-a suavemente; ele afastou com o pé o pequeno Mimi, que insistia em morder seu sapato, e entrou na cozinha.

Aurora seguiu-o e viu que também havia uma panela de vinho quente na cozinha.

Algumas especiarias flutuavam na panela — cravo, canela e folhas de louro. Lucas mexeu com uma concha, trazendo à superfície as frutas que estavam no fundo. Maçãs, peras, laranjas e ameixas secas.

Lucas serviu um copo pequeno para Aurora: — O teor alcoólico deste vinho é muito baixo e eu o cozinhei por muito tempo, então o álcool praticamente evaporou.

Você pode beber um pouco. — Ele pensou por um momento e acrescentou: — Coloquei açúcar cristal, o doce está na medida certa.

— Obrigada.

Aurora pegou o copo e provou um gole. Praticamente não se sentia o gosto do álcool, apenas o sabor doce e agradável das frutas.

— Está uma delícia.

Um dos hóspedes aproximou-se e bateu à porta, sugerindo: — Querem participar de um jogo conosco? Somos todos chineses morando na Alemanha, é uma boa oportunidade para nos conhecermos. Já que não temos internet, não faz sentido ficarmos isolados.

Lucas olhou para Aurora e, desviando o olhar, perguntou: — Que jogo?

— Verdade ou Desafio, é bem simples. E claro, se alguém não quiser cumprir o desafio... — ela apontou para o vinho quente ao lado — ...pode beber.

Aurora assentiu e juntou-se ao jogo com Lucas. Heitor, que acabara de descer, também participou.

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