《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 22

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Após a refeição, eles voltaram de carro para a pousada.

Heitor não retornou imediatamente, mas levou Aurora a um supermercado chinês próximo para comprar lanches.

— Lembro que você gostava muito destas batatas chips quando era pequena, e destas também... — dizia Heitor enquanto empurrava o carrinho de compras e colocava os itens dentro.

Aurora olhou para Heitor ao seu lado; parecia que fazia muito tempo que o tio não a acompanhava ao supermercado daquela forma.

Com a expansão contínua do Grupo Huo, Heitor tornara-se cada vez mais ocupado.

Em sua memória, parecia que, após os dezoito anos, cenas calorosas como aquela não haviam mais ocorrido.

— Sss...

Heitor parou subitamente, com o corpo paralisado e as sobrancelhas franzidas de dor.

— O que foi, tio?

— Nada. — Heitor balançou a cabeça e recuperou a compostura, como se nada tivesse acontecido.

O olhar de Aurora pousou nas costas de Heitor: — Tio, tem certeza de que não há problema em ter recebido alta tão rápido com esse ferimento? Ela lembrava que ele havia perdido muito sangue e que havia um corte profundo em suas costas.

— Está tudo bem, só preciso trocar o curativo pontualmente. — Heitor pegou mais algumas caixas de chocolate da prateleira.

Aurora assentiu e perguntou: — Tio, quando você volta para o país?

Heitor parou o que estava fazendo e olhou para Aurora: — Aurora, eu não vou voltar. Vou ficar aqui com você para a cirurgia.

Aurora olhou para ele, confusa: — Mas o vovô Huo não disse que você deveria voltar logo para se casar? As ordens do Velho Sr. Huo sempre foram inquestionáveis para a família Huo, mesmo para Heitor, que já era adulto.

Aurora pensou um pouco e disse: — Tio, na verdade, você não precisa me acompanhar...

Heitor olhou fixamente para Aurora por um momento, estendeu a mão para ajeitar uma mecha de cabelo atrás da orelha dela e disse solenemente: — Aurora, eu não vou me casar. Ele engoliu em seco e acrescentou: — Eu não vou me casar com a Stefany.

O olhar de Heitor fixou-se em Aurora por um longo tempo.

Aurora não conseguia decifrar as emoções naqueles olhos, mas sentia que eram como uma corrente oceânica vindo em sua direção sem que ela percebesse.

— Tio? — chamou Aurora.

Heitor respirou fundo e perguntou pausadamente: — Aurora, o que você sente pelo seu tio agora...

"Vrr-vrr".

O som da vibração do celular interrompeu a fala de Heitor. Aurora viu acidentalmente no visor uma sequência de números sem nome de contato; provavelmente era o Velho Sr. Huo.

— Tio, vou buscar leite de morango ali adiante.

Percebendo que sua presença ali era inconveniente, Aurora avisou Heitor e seguiu para a seção de refrigerados. A área de laticínios do supermercado era um pouco distante e exigia passar por várias prateleiras. No meio do caminho, a visão de Aurora subitamente ficou branca por um breve instante.

Ela parou, olhando para as prateleiras repletas de mercadorias ao seu redor, mas esqueceu o que viera fazer ali. Aurora lembrava-se de ter vindo ao supermercado com Heitor, então provavelmente deveria comprar algo... Ela olhou para as prateleiras próximas e pegou alguns pacotes de biscoitos, indo então procurar por Heitor.

Felizmente, a altura e a presença de Heitor eram fáceis de identificar no supermercado. Aurora caminhou até ele, que a esperava com o carrinho cheio de lanches.

Heitor olhou para o que Aurora trazia nas mãos: — Aurora, você não ia comprar leite de morango? Por que não trouxe?

Leite de morango... Aurora repetiu mentalmente; então ela tinha ido ali para comprar leite de morango. Ela só pôde contar uma pequena mentira: — Não encontrei, estava esgotado na loja.

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