《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 15

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Aurora desviou o olhar. Aquela marca de tapa era evidente demais para ser apenas um esbarrão, e a força do golpe não parecia ter sido leve.

Com o status atual de Heitor, ela não conseguia imaginar ninguém capaz de levantar a mão contra ele, exceto o velho Sr. Huo.

Seria então que Heitor havia brigado com o pai por causa do adiamento do casamento?

— Onde você está hospedada? — Heitor levantou-se. — Vou te levar para buscar suas malas.

Aurora entendeu que ele queria que ela se mudasse para o hotel para ficarem juntos. — Tio, eu não pretendo...

— Ela está em uma pousada indicada pelo médico, não vai se mudar. A aparição de um homem chamado Lucas interrompeu a conversa, enquanto ele entregava uma sopa de vegetais para Aurora. — Seu café da manhã.

Ele era o guia local na Alemanha que o Dr. Marcus havia contratado para Aurora, e ela estava hospedada justamente na pousada dele.

— E quem é você? Heitor franziu o cenho, adotando uma postura defensiva enquanto lançava um olhar inquisidor sobre o terceiro elemento que acabara de intervir.

— Guia local. Lucas falava de forma breve e sem demonstrar emoções, o que dava à sua voz um tom ríspido.

Vendo que Heitor ficava cada vez mais tenso, Aurora estava prestes a intervir para acalmar os ânimos, mas Heitor mudou subitamente de assunto : — Coma primeiro. — Está ventando aqui, vamos para o carro. Ele está estacionado na porta do hospital.

— Tudo bem — Aurora assentiu e seguiu naquela direção.

O celular de Heitor vibrou. Ele atendeu : — Fale.

— Sr. Heitor, o Dr. Marcus se recusa a fornecer os dados sobre o estado de saúde da Srta. Aurora. Já mostrei o comprovante de tutor, mas ele não cede.

Heitor diminuiu o passo, distanciando-se de Aurora e Lucas.

— Ele é seu pretendente? — Lucas perguntou de repente.

— Como assim? — Aurora surpreendeu-se, sem entender por que Lucas diria aquilo, e explicou a identidade de Heitor : — Ele é meu tio.

Lucas olhou para trás, para Heitor, mas permaneceu em silêncio.

Heitor massageou as têmporas, visivelmente irritado : — Diga a ele que o Grupo Huo está disposto a financiar o laboratório dele até que a pesquisa do novo medicamento seja um sucesso. Dito isso, ele desligou e aproximou-se deles novamente.

Heitor olhou para Lucas, tentando criar uma certa distância entre eles: — Se tiver compromissos, pode ir. Eu levarei Aurora de volta após o café.

Lucas olhou para Aurora, buscando a confirmação dela. Ao ver o aceno positivo da jovem, ele respondeu : — Me ligue se precisar de algo.

Assim que Lucas partiu, a expressão de Heitor suavizou um pouco e ele entrou no carro.

— Onde você o encontrou?

— Foi o médico quem o indicou, ele é uma boa pessoa — Aurora fechou o pote de sopa e o guardou em uma sacola.

— Substitua-o. Heitor inclinou-se para frente, ajudando Aurora com o cinto de segurança. — Eu estarei aqui durante sua cirurgia, você não precisa dele.

Aurora não respondeu, apenas olhou pela janela. O carro seguiu por um tempo até que Heitor falou novamente : — Aurora, você não quer substituí-lo? Sua voz soou abrupta no silêncio do veículo.

— Bem, se o senhor precisar voltar para o país por algum assunto...

Heitor apertou o volante, sua voz tornando-se mais fria e com um tom possessivo e obstinado: — Aurora, eu já disse. Vou ficar na Alemanha até sua cirurgia terminar e voltaremos juntos...

Subitamente, um caminhão de carga à frente desviou para a esquerda. Heitor percebeu o perigo e pisou no freio bruscamente.

No entanto, o carro de trás não reagiu a tempo, empurrando o veículo de Heitor por uma certa distância.

O pneu traseiro esquerdo do caminhão estourou completamente e a carroceria inclinou-se, tombando para a esquerda e esmagando o carro deles.

— Aurora, fique parada! Não se mexa!

A voz de Heitor era urgente. Assim que ele terminou de falar, Aurora ouviu o estrondo violento da colisão e fechou os olhos instintivamente.

Não sabia se era impressão sua, mas em meio ao barulho ensurdecedor, ela pareceu ouvir o estalido metálico de uma fivela se abrindo. Era como se um cinto de segurança tivesse sido destravado.

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