《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 7

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A expressão de Heitor mudou ligeiramente, e ele parecia querer dizer algo mais.

Aurora, no entanto, apertou a pá com força e antecipou-se perguntando:

— O senhor sabe de quais flores a Srta. Stefany gosta?

— Rosas Louis XIV.

Heitor respondeu sem pensar e, logo em seguida, um brilho de cautela passou por seus olhos:

— Por que você está perguntando isso?

Aurora olhou para aquele mar de girassóis e disse com uma voz tão suave que parecia se dissipar com o vento:

— Quero dar um presente de casamento ao senhor e à futura tia.

Heitor sentiu um vazio repentino no peito e franziu a testa com impaciência: — Não precisa, ela não tem falta de nada.

Aurora baixou a cabeça com um sorriso amargo.

Sim, ela havia esquecido novamente. Esqueceu que, quando era criança, bastava ela pedir as estrelas ou a lua para que Heitor desse um jeito de satisfazê-la; havia até um pequeno observatório lunar artificial no centro da cidade agora.

Também esqueceu que já tinha testemunhado o quanto Heitor era focado e dedicado quando amava alguém; com ele por perto, certamente Stefany não teria falta de nada.

Ela apenas queria oferecer um pequeno gesto de gratidão para retribuir a Heitor por todos os anos em que ele cuidou dela...

Eles permaneceram em silêncio um diante do outro por um longo tempo.

Quando a brisa fria da noite soprou, Aurora estremeceu involuntariamente; desde que fora diagnosticada com câncer cerebral, sua imunidade tornara-se muito baixa, deixando-a vulnerável a resfriados e febres.

— Tio, estou cansada, vou descansar agora.

Aurora terminou de falar, virou-se e caminhou em direção ao quarto.

Heitor observou suas costas enquanto ela se afastava com naturalidade, sentindo um aperto no coração; pela primeira vez, teve a sensação de que algo em Aurora havia mudado.

Ele olhou para os girassóis destruídos no chão, sentindo uma ansiedade inexplicável.

Afinal, antes, Aurora valorizava aquelas flores mais do que qualquer coisa; nem mesmo para sua melhor amiga ela permitia dar uma sequer...

No dia seguinte.

Quando Aurora acordou, sua mente estava em branco. Ela havia esquecido completamente até mesmo os acontecimentos da véspera.

Foi apenas quando viu o lembrete no celular sobre a contagem regressiva de dois dias para deixar Pequim e a lista de tarefas para o dia que ela soube o que precisava fazer.

Primeiro tomou o remédio, depois estourou as bolhas nas mãos e foi ao jardim remover o restante dos girassóis.

Nem mesmo o balanço que Heitor construíra pessoalmente para ela foi poupado; ela desmontou tudo e mandou levar embora.

Em seguida, seguindo as instruções em seu celular, foi ao mercado de flores e plantas no sul da cidade para selecionar um grande lote de rosas "Louis XIV" já maduras e as transplantou para o jardim da mansão.

Provavelmente, quando o tio e Stefany se casassem, as flores já estariam desabrochando.

Ao ver o jardim onde crescera totalmente transformado, o peso no peito de Aurora dissipou-se um pouco.

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Após tantos anos sob os cuidados do tio, limpar a mansão de tudo o que remetia a ela era seu primeiro presente de casamento para ele.

À tarde, para não ser afetada pela doença, Aurora tomou seu remédio antecipadamente e foi procurar Felipe na empresa dele, pedindo que ele revisasse um contrato.

Quando o documento foi entregue a Felipe, suas pupilas dilataram e seus olhos mostraram não apenas descrença, mas também intensidade.

— Você vai transferir suas ações do Grupo Lin para o Sr. Heitor? Mas essa é a herança que seus pais deixaram para você!

Aurora, no entanto, encarava a situação com naturalidade:

— Meus pais me deixaram dinheiro e uma propriedade na Europa, e eu não pretendo voltar mais para o país.

Isto é apenas... uma forma de compensação por todos os anos em que o tio cuidou de mim. Afinal, quando eu era imatura, causei muitos problemas a ele.

Ela lembrou-se, num momento inoportuno, de como os sentimentos humanos são fascinantes.

Um ano atrás, ela ainda sofria uma dor excruciante pelo fato de Heitor não a amar.

Heitor chegou a dizer uma frase para que ela parasse de insistir:

"Aurora, pare de se agarrar a mim como se não tivesse espinha dorsal, tenha um pouco de amor-próprio, por favor".

Aquela frase causara uma dor inesquecível em Aurora na época.

Mas agora, ela quase conseguia esquecê-la. Ao lembrar-se novamente, seu coração estava como águas paradas, sem qualquer ondulação.

Talvez a doença a estivesse fazendo esquecer não apenas o passado, mas também seu apego, amor, tristeza e dor pelo tio.

Aurora pediu a Felipe:

— Daqui a dois dias o tio vai se casar, ele provavelmente não vai querer me ver no local do casamento, então... você poderia fazer o favor de entregar isto a ele?

Aquele acordo de transferência de ações do Grupo Lin era o seu segundo presente de casamento para o tio. Felipe concordou.

Aurora agradeceu e voltou para a mansão. Ao chegar em casa, o mordomo informou que havia chegado uma encomenda internacional para ela.

Aurora abriu e descobriu que era um cartão SIM internacional enviado pelo Dr. Marcus.

Ela ficou radiante e respondeu ao Dr. Marcus: — Obrigada.

Nos dois dias seguintes, ela permaneceu na mansão esperando, querendo despedir-se formalmente do tio, seu único parente, antes de sua partida e do casamento dele.

No entanto, talvez o casamento estivesse muito agitado com tantos preparativos, e Heitor só voltou para casa na última noite antes da partida dela e da véspera do casamento, com o semblante exausto.

Aurora já estava com uma forte dor de cabeça, mas ao ouvir o barulho dele entrando, apressou-se a tomar alguns comprimidos do seu remédio e correu para encontrá-lo.

Ela já tinha corrido em direção ao tio muitas vezes antes.

Mas apenas desta vez não era para seguir seus passos ou amá-lo intensamente.

Era para fazer sua despedida final dele, seu único parente...

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