《O Bilhão que me Deixou: A Vingança da Ex-Esposa Humilde》Capítulo 19

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As notícias do dia seguinte explodiram.

"Conflito na Família Zhou Escala! Ex-esposa Sofre Tentativa de Sequestro, Suspeita-se de Ligação com Disputa de Herança".

Desta vez, não eram boatos de redes sociais, mas sim veículos de imprensa sérios.

Os três veículos contatados pelo Sr. Fang publicaram as matérias simultaneamente, acompanhadas pelo registro policial, capturas de tela das câmeras de segurança e fotos dos ferimentos no meu rosto e nos meus joelhos.

A opinião pública virou completamente da noite para o dia.

Aqueles que antes me xingavam começaram a apagar os comentários. Novas opiniões surgiram:

"Onde estão aqueles que a chamavam de interesseira? A cara não está ardendo?"

"Isso sim é lutar pelos direitos dos mais fracos! Uma enfermeira do interior usada como peça por irmãos bilionários, quase perdeu a vida!"

"Que tipo de família é essa do Grupo Zhou? É praticamente uma máfia!"

"Força, Jade! Estamos com você!"

Aquele post antigo da Cristina no círculo de amigos também foi resgatado, ultrapassando cem mil compartilhamentos.

"Vejam o que os colegas dizem: funcionária modelo por três anos consecutivos, a que mais faz horas extras, nunca reclama e é a melhor enfermeira para os pacientes. Isso é ser interesseira?"

"Estou chorando. Quando a mãe dela faleceu, ela tirou apenas três dias de licença e voltou ao trabalho porque a emergência estava sem pessoal."

"Bernardo, você é humano? Enganou uma moça tão boa por dois anos!"

Sentada em casa, eu olhava esses comentários sem sentir qualquer prazer pela vitória. Só sentia cansaço. Muito cansaço.

Às dez da manhã, Samuel chegou. Ele veio no primeiro trem de alta velocidade e pegou um táxi direto da estação para a minha casa. Quando ele empurrou o portão do quintal, eu estava regando as flores. Ao ver o curativo no meu joelho, a expressão dele escureceu instantaneamente.

— Deixe-me ver. — Não precisa, é só um arranhão.

Ele se agachou e, sem aceitar recusa, levantou a barra da minha calça. Por baixo do curativo, a ferida já tinha uma crosta fina, cercada por um hematoma. Os dedos dele pararam por um segundo na borda do machucado.

— De agora em diante, está proibida de sair sozinha. — Você não manda em mim.

Ele levantou o olhar para mim. Eu também olhei para ele, de cima. Ele agachado e eu de pé, a diferença de altura me permitia ver cada detalhe em seus olhos. Aquela cicatriz que ia do canto do olho esquerdo até a têmpora já estava bem clara, mas ainda visível sob a luz.

— Samuel. — Sim. — Por que você veio? — Você se feriu. — Isso não é mais sua obrigação. Sua missão terminou três meses atrás.

Ele se levantou e limpou a poeira dos joelhos.

— Algumas coisas não são missões. — Então o que são?

Ele não respondeu. Entrou na casa, mexeu nas coisas da cozinha e começou a cortar vegetais.

Uma legenda flutuou: 【Samuel ainda não sabe como expressar seus sentimentos. Ele passou doze anos no exército, esteve em três campos de batalha e recebeu honrarias de segunda classe. Mas ele não é bom com as palavras. Tudo o que ele sabe fazer é: cozinhar se você tiver fome, cuidar se você se ferir e se colocar à frente se você estiver em perigo.】

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Encostei no batente da porta da cozinha, observando o jeito desajeitado dele ao cortar batatas. Os pedaços ficavam de todos os tamanhos, totalmente desiguais.

— Você não leva jeito com a faca. — Dá para comer.

Dei uma risada leve. Aproximei-me, tirei a faca da mão dele.

— Eu corto, você acende o fogo.

Ele cedeu o lugar e foi para o fogão.

Os dois se ocupavam naquela pequena cozinha, os braços se esbarrando ocasionalmente. Ninguém dizia nada.

Mas aquele silêncio era diferente do de antes. O silêncio anterior era vazio. Este silêncio era pleno.

Durante a refeição, o Sr. Fang ligou.

— Gustavo foi detido preventivamente.

— Tão rápido?

— As imagens das câmeras são claras demais, a van está no nome da empresa dele. Os dois homens capturados também confessaram, apontando diretamente para Gustavo. Além disso, a polícia encontrou cordas, fita adesiva e um frasco de éter no veículo. Isso não é apenas assédio, é sequestro premeditado.

— E o Bernardo? Qual foi a reação dele?

— A equipe jurídica dele emitiu uma nota se distanciando do Gustavo, dizendo que foi uma ação individual dele e que não tem relação com o Grupo Zhou.

— Era de se esperar.

— Há mais uma coisa — o tom do Sr. Fang mudou.

— A equipe de Bernardo enviou uma nova proposta de acordo.

— Quanto dinheiro?

— Não é dinheiro.

— O quê então?

— Ele concordou em se desculpar.

Minha mão com os hashis parou no ar.

— Em que formato?

— Declaração por escrito. Publicada pela conta oficial do Grupo Zhou. Admitindo que ele ocultou a identidade durante o casamento, causando danos a você, e pedindo desculpas formalmente.

— Não pessoalmente?

— Por escrito.

Os advogados dele dizem que esse é o limite.

Olhei para o arroz na tigela e pensei por um instante. Samuel, sentado à minha frente, baixou os hashis e esperou pela minha resposta.

— Sr. Fang, eu aceito. — Sério? — Mas com uma condição adicional. A declaração deve incluir uma frase: "Jade é uma pessoa bondosa e íntegra, e não cometeu qualquer erro nesta união. Todos os comentários caluniosos feitos contra ela na internet não condizem com a realidade."

O Sr. Fang bateu duas vezes na mesa do outro lado da linha.

— Vou negociar.

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