《O Bilhão que me Deixou: A Vingança da Ex-Esposa Humilde》Capítulo 18

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Tudo aconteceu no dia vinte de agosto.

Naquela noite, fui ao mercadinho na esquina do beco comprar sal e, quando saí, já estava escuro.

Uma van branca estava estacionada na porta do mercado.

Não dei importância e baixei a cabeça, mexendo na bolsa em busca das chaves.

De repente, a porta da van se abriu e duas mãos agarraram meus braços por trás.

Lutei por instinto, mas, assim que abri a boca para gritar, um pano úmido cobriu meu nariz e minha boca.

Era doce.

O cheiro de éter.

No pronto-socorro, atendi mais de uma vítima dopada e conhecia aquele odor muito bem.

Prendi a respiração e desferi uma cotovelada violenta contra as costelas do homem atrás de mim.

Ele soltou um gemido abafado e afrouxou o aperto.

Consegui me soltar, cambaleei dois passos e gritei: "Socorro!".

O beco estava vazio.

Não havia ninguém.

Os dois homens vieram atrás de mim.

Disparei a correr.

No ensino médio, eu corria oitocentos metros em três minutos e doze segundos, mas isso foi há dez anos.

Não corri nem cinquenta metros antes de ser derrubada de lado por um deles. Meus joelhos bateram no chão, a calça rasgou e o sangue começou a escorrer imediatamente.

"Não grite!", uma voz rouca rosnou no meu ouvido. "Fique quieta!".

As legendas brilhavam freneticamente diante dos meus olhos:

【Estes são homens enviados por Gustavo. Eles planejam levar Jade para a capital provincial, mantê-la sob controle e forçá-la a assinar o depoimento. Se ela se recusar, eles irão...】.

Não tive tempo de ler o restante.

Porque alguém apareceu.

Um vulto negro surgiu do fim do beco, em uma velocidade que não parecia humana.

O homem que me imobilizava foi lançado longe com um chute, batendo contra a parede com um estrondo abafado.

O outro reagiu, sacando um canivete. O vulto esquivou-se da lâmina, agarrou o pulso do agressor e o torceu; ouviu-se um estalo e o homem caiu de joelhos soltando um grito de agonia.

Tudo durou menos de dez segundos.

Ambos estavam agora no chão.

Eu continuava caída, com os joelhos e as palmas das mãos sangrando.

O vulto aproximou-se, agachou-se e ajudou-me a levantar.

A luz do poste iluminou seu rosto.

Não era Samuel.

Era um rosto desconhecido, por volta dos trinta anos, cabelo raspado, uma tatuagem no pescoço e um olhar muito aguçado.

Ele segurou meu braço e disse em voz baixa: "O Samuel nos pediu para ficarmos de olho. Está tudo bem agora".

Minhas pernas tremiam e precisei me apoiar na parede para não cair.

"Você... é um dos homens do Samuel?".

"Companheiro de farda", respondeu ele brevemente. Em seguida, pegou o celular e discou um número: "Samuel, houve um problema. Ela está bem. Eram dois, já estão no chão".

Ouvi a voz de Samuel pelo telefone; não entendi o que ele dizia, mas falava muito rápido.

O homem desligou e olhou para os dois sujeitos no chão: "Chamamos a polícia?".

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"Sim", eu disse.

A polícia chegou rápido.

Ao prestar o depoimento, minha mão não parava de tremer; precisei tentar três vezes para conseguir assinar.

Mas meu relato foi claro: hora, local, o que aconteceu, as características dos agressores e a placa do veículo.

Os quatro anos de treinamento no pronto-socorro permitiram que eu organizasse as informações mesmo em meio ao caos.

Terminado o depoimento, cheguei em casa já à uma da manhã.

Sentei-me na sala, com as luzes apagadas. Meus joelhos estavam cobertos por curativos e ainda latejavam levemente.

O celular tocou.

Samuel.

"Você está bem?".

"Estou.".

"Se feriu?".

"Ralei os joelhos, não é nada sério.".

"Chego amanhã.".

"Não precisa...".

"Chego amanhã", repetiu ele, em um tom que não admitia contestação.

Não respondi mais nada.

Fiquei com o celular na mão por um tempo, até perceber que meu rosto estava molhado.

Não sabia quando as lágrimas tinham começado a cair.

Limpei os olhos com a manga da blusa, fui ao banheiro lavar o rosto e preparei um copo de água quente para mim.

Sentei-me novamente no sofá. Uma legenda flutuou:

【O fracasso desta ação de Gustavo causará uma reação em cadeia. A polícia abrirá um inquérito, as câmeras e as testemunhas apontarão para os homens dele. Uma vez que isso venha a público, Gustavo estará arruinado; não será apenas uma derrota na disputa pela herança, ele acabará na prisão】.

Prisão.

Larguei o copo, peguei o telefone e enviei uma mensagem para o Sr. Fang.

"Sr. Fang, fui atacada esta noite. Já chamei a polícia. Amanhã cedo, ajude-me a entrar em contato com a mídia.".

Três minutos depois, o Sr. Fang retornou a ligação.

"Você está bem?!".

"Estou bem. Mas quero tornar isso público.".

"Você tem certeza de que são homens do Gustavo?".

"Tenho certeza.".

"E as provas?".

"Temos imagens de segurança, testemunhas e os homens que foram capturados.".

O Sr. Fang respirou fundo.

"Jade, se você tornar isso público, não será mais apenas uma disputa matrimonial. Isso se tornará um caso criminal.".

"Eu sei.".

"Você está pronta?".

"Estou pronta desde o dia em que ele foi embora.".

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