《O Bilhão que me Deixou: A Vingança da Ex-Esposa Humilde》Capítulo 15

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Após a recusa dos setenta milhões, a equipe jurídica de Bernardo mudou de estratégia.

Eles deram início a uma guerra de narrativas na opinião pública. Da noite para o dia, a internet foi inundada por posts de "exposição" sobre mim:

"Jade era uma acompanhante famosa na faculdade e saía com três rapazes ao mesmo tempo".

"A mãe de Jade devia fortunas em empréstimos online antes de morrer, e Jade tem um vício hereditário em jogo".

"Fontes revelam: Jade sabia da identidade de Bernardo desde o início e se atirou para cima dele".

Tudo mentira. Durante os quatro anos de faculdade, eu sequer namorei, ocupada demais trabalhando para pagar as mensalidades.

Minha mãe realmente teve dificuldades financeiras, mas foi para custear seu tratamento médico, não por jogo. Quanto a "me atirar para cima dele", eu nem sabia quem ele era; por que eu faria isso?.

No entanto, mentiras se espalham dez vezes mais rápido do que a verdade na internet. O tom nos comentários começou a mudar:

"Eu não disse? Recusar trinta milhões só podia ser sinal de problema".

"Tentou dar o golpe no ricaço e se deu mal, kkkk".

"Já vi muitas mulheres assim, focadas em armar emboscadas para homens ricos".

"Se Jade fosse realmente inocente, por que não aceitou o acordo? É culpa no cartório".

Fiquei em casa lendo esses comentários enquanto meu macarrão esfriava na tigela, sem sequer tocar nos hashis. Não era tristeza; era nojo.

Meu celular vibrou. Cristina enviou uma mensagem: "Jade, vi aquelas coisas na internet. É tudo mentira! Se alguém ousar falar de você na minha frente, eu acabo com a raça da pessoa!". Logo em seguida, outra: "Quer que eu poste um texto no meu círculo de amigos para desmentir? Posso provar quem você foi todos esses anos no hospital!".

Uma legenda flutuou na tela: 【Cristina realmente postou um texto longo mais tarde, incluindo fotos de Jade trabalhando no hospital, um abaixo-assinado dos colegas e os certificados de funcionária modelo de Jade por três anos consecutivos. O post foi printado e compartilhado no Weibo, alcançando mais de vinte mil compartilhamentos】.

Respondi para Cristina: "Cris, obrigada. Pode postar, apenas diga a verdade".

Larguei o celular e joguei o macarrão frio no lixo. O Sr. Fang ligou, com a voz pesada.

"A ofensiva de opinião pública deles é muito forte, há uma equipe profissional de RP operando nos bastidores. Não temos recursos para lutar essa guerra com eles".

"Não precisamos lutar".

"Hã?".

"Deixe que lutem. Quanto mais pesado baterem, melhor".

"O que você quer dizer?".

"Sr. Fang, o senhor já ouviu falar em 'reversão por empatia'?". Ele ficou em silêncio. "Agora a internet inteira está me xingando, certo? Dizendo que sou aproveitadora e golpista. Quanto mais me atacarem agora, maior será o efeito rebote quando a verdade aparecer".

"Mas quando a verdade vai aparecer?".

"Quando ele vier".

"Quem?".

"Bernardo".

O Sr. Fang silenciou. "Ele virá com certeza", eu disse. "Como você sabe?". "Porque eu o conheço".

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Não era totalmente mentira. As legendas me contaram algo, mas parte disso era minha própria análise.

Bernardo suportava qualquer coisa, exceto perder o controle da situação. Ele usou três camadas de empresas de fachada para abrir uma loja de frango frito apenas para manter tudo sob seu domínio.

Agora que a opinião pública estava um caos e as vias legais não conseguiram me calar, ele não poderia continuar escondido nos bastidores deixando advogados agirem.

Ele viria. Com certeza. A legenda confirmou minha análise: 【Bernardo, após ver os registros da segunda audiência, decidiu aparecer pessoalmente. Não por sentimentos por Jade, mas porque percebeu que ela não era a enfermeira ignorante que ele imaginava. Uma mulher capaz de desenterrar empresas de fachada não pode mais ser ignorada】.

Não era por sentimento. Eu já não esperava mais por isso. Mas se ele viesse, eu já teria metade da vitória.

Os dias de espera não foram fáceis. Os ataques online tornaram-se cada vez mais cruéis. Alguém descobriu meu endereço, jogaram lixo na minha caixa de correio no hospital e houve até quem ligasse para a emergência perguntando se "a golpista aproveitadora trabalhava ali".

O diretor me chamou ao escritório, com expressão de preocupação. "Jade, o seu assunto recente... está afetando o departamento".

"Eu sei. Diretor, posso tirar uma licença primeiro".

"Não é para você tirar licença...".

"Não tem problema, eu entendo".

Tirei meu crachá e o coloquei sobre a mesa. "Voltarei quando tudo isso terminar". O diretor hesitou, mas apenas disse: "Cuide-se...".

Ao sair pelo portão do hospital, o sol estava ofuscante. Parei nos degraus e olhei para o céu por um momento, apertando os olhos.

Uma legenda longa flutuou:

【Jade, na linha do tempo original, teria tido um colapso mental por causa do linchamento virtual, correria para a capital para confrontar Bernardo, seria arrastada pelos seguranças na porta do Grupo Zhou e o vídeo viralizaria, resultando em sua morte social total. Mas agora, ela não foi】.

Eu não fui. Não fui a lugar nenhum. Voltei para minha velha casa na periferia, tranquei o portão do quintal e cozinhei uma canja para mim. Apenas arroz e um pouco de sal.

Depois de comer, lavei a louça e varri o quintal. Então me sentei na cadeira de vime, abri um livro de enfermagem e comecei a ler do início. Já que não precisava trabalhar por enquanto, aprenderia algo novo. A vida precisava continuar.

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