《Um Amor Proibido: A Noiva que Esqueceu o Seu Dono》Capítulo 5

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O hálito quente de Heitor, misturado com sussurros, espalhou-se pelo ouvido dela: — Stefany...

Aurora paralisou completamente, seu corpo tremendo sem parar.

Ela mordeu a ponta da língua com força até sangrar e, reunindo todas as suas energias, empurrou Heitor para longe:

— Tio, eu não sou a Stefany. Sou sua sobrinha, a Aurora.

Sua cabeça latejava com uma dor terrível e o sangue morno escorria continuamente de seu nariz, mas ela ainda se forçou a dizer:

— Tio, eu não te seduzi. Nem há um ano, nem agora.

Aurora não sabia por que estava dizendo aquilo; sua intuição lhe dizia que havia esquecido algo muito importante.

Sem se importar se Heitor a ouvia ou não, ela limpou o sangue do nariz e voltou para o seu quarto sem hesitar.

Ao entrar, sua primeira reação foi correr para o banheiro para lavar o sangue...

Já passava da metade da noite quando ela finalmente conseguiu estancar o sangramento, tomou o remédio e conseguiu dormir.

No entanto, assim que fechou os olhos, as memórias apagadas ressurgiram.

Um ano atrás, ela marcou um encontro com o tio em um restaurante para se declarar, mas acabou descobrindo que Heitor havia sido drogado.

Ela o ajudou a chegar ao hotel e só então percebeu que os olhos dele, normalmente frios, estavam tomados pelo desejo, e sua pele exibia um tom avermelhado.

Naquele momento, Aurora o amava profundamente e, não suportando vê-lo sofrer, abriu voluntariamente o zíper do seu vestido.

Mas o tio preferiu quebrar um vaso e usar os cacos de vidro para cortar o próprio antebraço a tocá-la.

Ele disse: — Aurora, foi um erro meu ter te criado assim. Enquanto você não se arrepender, é melhor não nos vermos mais.

Dito isso, ele saiu batendo a porta. Depois disso, eles realmente passaram seis meses sem se ver. Quando se reencontraram, Stefany já estava ao lado de Heitor...

— Tio, eu me arrependo tanto de ter te amado... — Aurora murmurava em seus sonhos, com a testa franzida. Ela nem percebeu que a figura alta parada ao lado de sua cama estagnou por um momento e depois fugiu desesperadamente.

No dia seguinte, um lembrete apareceu no bloco de notas do celular: "Faltam 3 dias para a cirurgia na Alemanha."

Aurora lembrou-se então que restavam apenas 3 dias em casa. Tomou o remédio e, assim que recuperou um pouco das energias, foi ao hospital buscar mais medicamentos.

Ao pisar no hospital novamente, ela já não sentia a tristeza e o pavor da primeira vez em que foi sozinha. Sem Heitor por perto, ela conseguia cuidar de si mesma.

O médico fez o exame de rotina e a conclusão foi a mesma de um ano atrás: o tumor cerebral pressionava os nervos, o risco da cirurgia era de noventa por cento e ela teria que aguentar o máximo possível com remédios fortes.

Com o coração anestesiado, Aurora voltou para a mansão em um estado de torpor.

Ao entrar no salão principal, viu Heitor sentado no sofá preto, segurando um cigarro entre os dedos.

Ele não parecia bem.

Aurora sentiu-se constrangida, achando que ele perguntaria sobre a noite anterior e hesitando sobre como explicar.

Em vez disso, ouviu o questionamento frio: — Aurora, você viu a minha aliança de noivado e a da Stefany? O lado interno tem as nossas iniciais gravadas.

O coração de Aurora deu um salto e ela encarou Heitor: — O senhor acha que eu peguei as alianças?

Heitor franziu levemente o cenho e não disse nada, mas a suspeita era evidente. — Tio — Aurora sentia que não era esse tipo de pessoa e forçou um sorriso amargo —, por que eu pegaria suas alianças?

— Aurora, você sabe muito bem por que pegou as minhas alianças e as da Stefany.

Heitor sacudiu a cinza do cigarro, com as emoções oscilando no olhar: — Não precisa tentar provar sua inocência, eu já mandei a governanta procurar no seu quarto.

Alguns minutos depois, a governanta desceu as escadas às pressas: — Senhor, eu encontrei!

Ela entregou um lenço de seda a Heitor e, no centro dele, estava a aliança. O peito de Aurora se apertou. Ela quis explicar, mas não sabia se tinha tido uma crise na noite anterior e realmente pegado a aliança do tio.

Heitor segurou a aliança, contendo a raiva: — Aurora. Havia frieza e irritação em seus olhos, e ele a olhava como se ela fosse uma criança mal-educada e mentirosa.

— Não quero que algo assim aconteça uma segunda vez.

Diante de Aurora, Heitor jogou a aliança que supostamente ela havia tocado diretamente no lixo.

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