localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO Capítulo 31: O Acerto de Contas e Segredos de Sangue

《O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO》Capítulo 31: O Acerto de Contas e Segredos de Sangue

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Letícia olhou para as pessoas que enchiam o quarto como se tivesse sido atingida por um raio; a cor sumiu de seu rosto instantaneamente.

— Ar... Arthur... — ela gaguejou, a voz falhando.

Arthur não lhe deu sequer um olhar. Ele passou direto por ela e ajudou Maya a se levantar do chão.

— Maya, você está segura agora. O susto passou.

Maya olhou para ele com uma expressão complexa. Sua mente estava em branco; ela simplesmente não sabia o que dizer naquele momento. Arthur a colocou com cuidado sobre a cama e virou-se para os policiais:

— O caso de Letícia Silva, que conspirou contra a vida de minha esposa, Maya Silva, está nas mãos de vocês. Farei tudo o que for necessário para colaborar com as investigações.

Enquanto era levada pelos policiais, Letícia, com os olhos transbordando lágrimas ao ver a indiferença de Arthur, gritou desesperadamente:

— Arthur! Você esqueceu o que prometeu aos meus pais?!

Arthur estacou por um segundo e respondeu lentamente:

— O que você fez será julgado pela lei.

Dito isso, ele fez um sinal para o secretário fechar a porta, isolando os gritos de agonia de Letícia do lado de fora. Arthur sentou-se na beira da cama e tentou acariciar o rosto pálido de Maya com ternura. Ela, por instinto, esquivou-se do toque. Naquele momento, ela realmente não sabia como agir diante dele.

Toc, toc!

Batidas rítmicas soaram na porta, e o secretário entrou apressadamente com uma expressão de pânico.

— Sr. Valente, o patriarca exige sua presença imediata na mansão principal.

Ao ver a agitação do secretário, o coração de Maya deu um salto inexplicável. Antes de partir, Arthur sorriu suavemente para ela:

— Maya, logo devolverei sua identidade oficial. Temos todas as provas agora. Contratei o melhor advogado para o caso do seu pai e a saúde da sua mãe está melhorando. Tudo vai ficar bem.

Ao notar que a expressão de Maya relaxava um pouco, ele sussurrou:

— Quando tudo isso passar... você poderia me dar mais uma chance?

Sem esperar por uma resposta, como se temesse a rejeição dela, ele deixou o quarto rapidamente.

Mansão Principal da Família Valente.

O velho Sr. Valente encarava Arthur com os olhos injetados de fúria, o rosto lívido. Ele bateu o bengala com força no chão — um estrondo que quebrou o silêncio do escritório.

— Por causa daquela mulher da família Silva, você teve coragem de atacar o seu próprio tio?! — rugiu o patriarca.

Arthur permaneceu ereto, enfrentando o olhar irado do avô sem recuar.

— Vovô, o que o meu tio fez ultrapassou todos os limites. Mesmo com o poder dos Valente, se certas manchas nos atingirem, a honra de um século de linhagem será destruída.

O filho mais velho morrera em um acidente, o segundo vivia no exterior e se recusava a voltar; restava apenas o filho caçula ao lado do velho patriarca. O avô sabia que o neto vinha investigando o passado. Arthur sabia que o avô estava ciente das atrocidades do filho caçula, mas tentava encobri-las. Para se vingar, Arthur usara Letícia como isca para expor o tio, e agora a casa estava em polvorosa.

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O velho Sr. Valente ofegava, encarando Arthur com frieza:

— Vou mandar o seu tio para o exterior. Você já mandou quebrarem uma perna dele; a partir de agora, o assunto está encerrado.

Arthur soltou um riso de escárnio.

— O meu tio é apenas um filho ilegítimo. Se o senhor não tivesse privilegiado tanto a mãe dele, minha avó não teria morrido de desgosto. O seu filho preferido causou a morte dos meus pais, fez meu outro tio nunca mais querer voltar e agora o senhor ainda quer protegê-lo? Sua consciência não dói?

PAFT!

Cego de fúria, o velho esbofeteou Arthur com força.

— Como ousa dizer tamanha loucura?! — gritou ele, apontando o dedo trêmulo.

Arthur virou o rosto com o impacto. Ele tocou a bochecha esquerda entorpecida e encarou o avô com um olhar gélido:

— O senhor me deu o cargo de herdeiro apenas porque descobriu que ele matou meus pais e que tentou me sequestrar quando eu tinha dez anos. Isso não foi culpa, foi medo de que eu tornasse as provas públicas.

Ele fez uma pausa, a voz carregada de gelo:

— Ele perdeu apenas uma perna; meus pais perderam a vida. A dor que ele sente agora é o mínimo que ele merece. Enquanto eu respirar, não vou deixá-lo em paz.

O patriarca tremia de raiva. Ergueu a bengala e desferiu um golpe contra Arthur, rugindo:

— Rebelde! Vou tirar o seu direito à herança agora mesmo!

Pego de surpresa, Arthur foi atingido no braço, o rosto contorcendo-se de dor. No instante seguinte, ele se empertigou, segurando o braço ferido, e disse calmamente:

— Se não quiser que o resto da vida do seu filho seja miserável, o senhor pode tentar!

O rosto do velho ficou roxo de fúria, os lábios tremiam. Ele tentou falar, mas seus olhos reviraram e ele desmaiou, caindo pesadamente no chão. Arthur olhou friamente para o avô caído, ligou para o secretário pedindo que cuidasse da situação e saiu sem olhar para trás.

De volta à sua mansão, Arthur chamou o médico particular. O avô desferira o golpe com força total, fazendo com que o ferimento no braço de Arthur se abrisse novamente. Ele suportara a dor durante todo o trajeto, querendo apenas ver Maya, mas temia assustá-la com o sangue.

Será que Maya, do outro lado da parede, estaria preocupada com ele? Arthur sorriu amargamente; depois de tudo o que aconteceu entre eles, como ela poderia...

A dor no braço o deixava inquieto. Ele se recostou na cama para tentar descansar quando ouviu o rangido da porta se abrindo.

Ele ergueu o olhar e, ao ver quem entrava, suas pupilas se contraíram de choque:

Era Maya!

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