localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO Capítulo 26: A Armadilha de Cristal

《O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO》Capítulo 26: A Armadilha de Cristal

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Maya Silva estancou no lugar, sentindo como se cada gota de sangue em seu corpo tivesse congelado.

Ela baixou o olhar, cerrando os punhos com tanta força que seu corpo começou a tremer em espasmos de puro pavor.

Naquele dia, antes que pudesse ver sua mãe, ela fora aprisionada por Arthur na mansão Valente.

Mais tarde, Lucas lhe contou que sua mãe havia sido resgatada, mas que Arthur a transferira de lugar, colocando uma nova equipe para vigiá-la. Ela tentara visitá-la, mas o local era guardado por tantos homens de Arthur que nem mesmo uma mosca passaria por aquela segurança implacável.

Jamais imaginou que Arthur chegaria a tal nível de perversidade: enviar sua mãe doente para o norte de Mianmar, abandonando-a à própria sorte!

Com o poder da família Valente, mandar alguém para lá era o mesmo que enviá-lo ao inferno. As mãos de Maya tremiam descontroladamente — metade de fúria, metade de pânico.

— Não... eu não posso deixar que levem minha mãe para Mianmar — sussurrou para si mesma, tentando recuperar a lucidez.

A governanta mencionara que a transferência ocorreria no Sanatório Primavera às onze da manhã do dia seguinte. Ela ainda tinha uma chance.

A noite foi um tormento de insônia. Assim que o dia amanheceu, Maya procurou Letícia, inventando que precisava voltar à casa de Lucas por um momento.

Dirigindo em alta velocidade, ela chegou às proximidades do Sanatório Primavera, onde Lucas já a esperava. Ao vê-la descer do carro aos tropeços, com o rosto pálido de pavor, Lucas correu para ampará-la.

— Maya, não entre em pânico. O Arthur vendeu este sanatório e todos os pacientes serão transferidos hoje. Haverá muitos familiares aqui; vamos aproveitar a confusão para entrar.

Ouvindo a voz estável de Lucas, os batimentos cardíacos frenéticos de Maya começaram a se acalmar.

Lucas a conduziu para a fila de familiares, mas a triagem dos funcionários era rigorosa e a fila avançava a passos de tartaruga. Quando estava quase chegando a vez deles, Arthur surgiu, acompanhado da governanta e de seus seguranças.

Maya e Lucas trocaram um olhar de choque.

Eles não esperavam que Arthur comparecesse pessoalmente.

Será que não conseguirei levar minha mãe hoje?

Um frio gelado subiu pela espinha de Maya. Pensar em sua mãe sendo enviada para aquele inferno fez suas lágrimas transbordarem como uma represa rompida.

Ela lançou um olhar de puro ódio na direção de Arthur antes de ser discretamente puxada por Lucas para fora da fila.

Os dois entraram pela porta lateral em meio ao tumulto, esquivando-se com cautela dos guardas.

Chegaram ao vestiário, onde vestiram uniformes de funcionários e colocaram máscaras descartáveis.

Lucas, mantendo a calma, aproximou-se do balcão de atendimento e folheou os registros de pacientes até encontrar o número do quarto da mãe de Maya.

Maya seguiu Lucas, tentando parecer natural ao cumprimentar os funcionários que passavam.

O coração de ambos batia tão forte que parecia prestes a saltar pela boca. Finalmente, encontraram o quarto com o nome de sua mãe na porta.

Através do vidro, Maya viu uma paciente de costas, olhando fixamente pela janela.

Ao ver aquela silhueta tão familiar, as pernas de Maya fraquejaram e as lágrimas inundaram seus olhos.

Para não ser descoberta, ela cobriu a boca com força, abafando os soluços na garganta. Lucas tocou seu ombro e sussurrou:

— Maya, precisamos ser rápidos para tirar sua tia daqui.

Maya engoliu a dor e seguiu Lucas enquanto ele abria a porta silenciosamente. Ele a fechou com cuidado por dentro.

Maya aproximou-se passo a passo da mãe que tanto sentia falta; cada movimento era carregado de uma angústia pesada.

— Mãe... — chamou Maya com a voz embargada.

A silhueta estremeceu imperceptivelmente e virou-se devagar. O rosto de uma completa desconhecida, com um olhar vago e apático, encarou os dois. Maya e Lucas se olharam; um choque percorreu o corpo dela, seguido por um calafrio mortal.

Era uma armadilha!

Nesse momento, o rangido da porta sendo aberta ecoou atrás deles, seguido por passos pesados que se aproximavam. Ambos congelaram. Maya virou-se lentamente e deu de cara com a expressão gélida de Arthur Valente.

Um brilho de dor passou rapidamente pelos olhos de Arthur, sendo logo substituído por emoções que Maya não conseguia decifrar. Ele estendeu a mão para ela e disse em tom grave:

— Maya... venha aqui.

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