localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO Capítulo 21: O Resgate nas Ondas

《O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO》Capítulo 21: O Resgate nas Ondas

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— Alguém caiu na água! Salvem-na, rápido!

O cruzeiro mergulhou em um caos total. Guarda-costas que estavam ocultos surgiram de todos os cantos, lançando-se ao mar para o resgate.

Toda aquela agitação, porém, parecia não atingir Maya Silva. Ela estava paralisada, sentindo o corpo de Arthur Valente envolvido ao seu, com o olhar perdido em um turbilhão de emoções.

Momentos antes, ela fora atacada. Após soltar um grito e conseguir esquivar-se, um segundo homem sacou uma faca e avançou contra ela.

No instante em que a lâmina foi erguida para golpeá-la, um corpo quente lançou-se sobre o seu.

Era Arthur.

Naquele segundo, a ponta da faca rasgou o braço dele.

Logo em seguida, Maya foi empurrada lateralmente por outro agressor, caindo nas águas geladas.

Seus pedidos de socorro foram abafados pelo estrondo dos fogos de artifício que coloriam o céu.

Justo quando o desespero a consumia e ela acreditava que morreria silenciosamente no oceano, viu Arthur saltar desesperado em sua direção.

Aquele olhar determinado e o sangue dele tingindo a água do mar queimaram o coração dela.

Maya ainda tinha vívida na memória a cena de Arthur protegendo Letícia de um bule fervendo. Mas agora, ele estava ali, servindo de escudo para ela.

Após serem resgatados e levados à margem, ambos estavam ensopados. Funcionários trouxeram cobertores.

Maya, com a mente em desalinho, apertou a manta contra o corpo, enquanto Arthur, pálido como papel, levantava-se com dificuldade.

Pressionando o ferimento no braço, ele ordenou aos seguranças:

— Investigem isso imediatamente. Encontrem esses dois homens, custe o que custar.

Após dar a ordem, ele olhou involuntariamente para Maya, sentindo uma pontada de dúvida.

Se o alvo fossem ele, faria sentido — certamente uma disputa pela sucessão dos Valente. Mas por que tentariam matar uma mulher que acabara de retornar ao país? Além disso, a presença dela ali fora uma decisão de última hora.

Nesse momento, Letícia aproximou-se correndo, o rosto lívido, e segurou o braço dele soluçando: — Arthur! Você... você está ferido!

Ela estava pálida de terror, não apenas pelo ferimento de Arthur, mas por um pânico crescente.

Ela acreditara que Maya morreria sob a lâmina ou se afogaria silenciosamente, eliminando de vez aquele grande problema.

Contudo, jamais imaginou que Arthur soltaria sua mão para se lançar contra a faca e, logo depois, pularia no mar para salvá-la.

Ferir o herdeiro dos Valente era algo que a família jamais deixaria passar impunemente.

Letícia sentiu um aperto no peito e lançou um olhar maléfico para os dois suspeitos que haviam sido capturados. "Incompetentes", pensou ela; ao menos já tinha a família deles sob controle.

Após o ferimento ser tratado emergencialmente por um médico, Arthur endireitou o corpo, a testa franzida pela dor intensa.

— Vamos embora — disse ele em tom grave.

Ao entrar no carro, Maya não resistiu e olhou para trás por um instante. Ao ver a face pálida de Arthur, seu coração deu um salto desordenado.

Um pensamento incontrolável surgiu em sua mente:

Arthur Valente, você é capaz de arriscar a vida por uma mulher que mal conhece, então por que se recusa a poupar a mim e a minha família?

Maya mordeu o lábio, desviou o olhar e entrou no veículo. No meio do trajeto, Arthur desmaiou devido à febre e, por insistência de Letícia, o carro seguiu diretamente para o hospital particular dos Valente.

Maya voltou primeiro para a mansão, trocou de roupa e tomou um chá de gengibre, recuperando as forças aos poucos. Seus pensamentos, contudo, permaneciam fixos em Arthur.

Ela andou de um lado para o outro no quarto, preocupada com o estado dele. Por fim, vestiu um casaco e dirigiu-se ao hospital.

"Só vou ver se ele ainda está vivo, nada mais", dizia a si mesma, tentando justificar sua preocupação.

Ao chegar diante do quarto de Arthur, ela hesitou. Finalmente, abriu a porta com cuidado para espiar.

Arthur estava em um sono profundo, com o braço enfaixado e recebendo soro. Letícia velava ao lado da cama.

Maya recolheu os dedos da maçaneta e sorriu amargamente para si mesma.

Com Letícia cuidando dele, para que servia a sua visita?

Sentindo um vazio no peito, ela se virou para partir, mas ouviu a voz confusa e abafada de Arthur:

— Maya...

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