localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO Capítulo 14: Encontro no Templo e Sombras do Passado

《O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO》Capítulo 14: Encontro no Templo e Sombras do Passado

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Arthur Valente acompanhou Letícia ao salão principal para queimar incenso.

Diante de cada estátua de Buda, Arthur ajoelhava-se com sinceridade, murmurando preces.

Cada palavra e frase que saía de seus lábios era dedicada a Maya Silva.

Letícia observava com amargura as costas dele enquanto ele se curvava devotamente, uma expressão sombria cruzando seu rosto.

Ao saírem do salão principal, os dois caminharam pelo templo.

Letícia avistou em um canto do pátio o local destinado a tirar e interpretar a sorte.

Não havia muitas pessoas na fila, e o mestre encarregado de ler as sortes parecia ter uma aura espiritual.

Ela se virou, prestes a chamar Arthur para irem juntos, mas percebeu que ele já havia desaparecido de vista.

— "Vamos, ouvi dizer que este mestre é muito certeiro". — "Sério? Então eu quero tirar a sorte!". — "Muitas pessoas vêm de longe só por causa dele!".

Pedestres passavam apressados, correndo entusiasmados em direção ao local. Letícia não hesitou mais e caminhou rapidamente para lá.

Seria bom deixar que aquele mestre previsse quando ela e Arthur se casariam.

Assim que chegou à banca, um pequeno monge noviço a barrou e disse gentilmente:

— "O mestre interpreta apenas dez sortes por dia. Hoje já atingimos o limite, por favor, volte amanhã".

Involuntariamente, Letícia olhou para a moça que estava em último lugar na fila; por algum motivo, sentiu que aquelas costas lhe eram familiares.

Ela não queria perder a oportunidade e, assim que o noviço se retirou, aproximou-se discretamente.

— "Moça, eu sou a esposa do jovem mestre do Grupo Valente. Vou te dar 1.000 reais e ainda te presenteio com um ingresso para o Parque de Diversões Valente; você poderia me ceder o seu lugar na fila?".

Maya ouviu a voz familiar, baixou o olhar para esconder o brilho em seus olhos e, sem olhar para trás, respondeu:

— "Esposa do jovem mestre Valente? É alguém muito famoso? Porque a oferta pareceu um pouco mesquinha".

Originalmente arrogante, Letícia ficou engasgada com a resposta, seu rosto ficando vermelho de raiva.

A roupa daquela mulher não devia custar mais de trezentos reais. O Grupo Valente era famoso em todo o país; como aquela mulher ignorante nunca tinha ouvido falar?.

Letícia realmente não queria perder a chance, segurou o braço da mulher e tentou insistir mais uma vez.

Ao aproximar-se, ela ficou um pouco atônita.

Aquela mulher tinha um olhar frio, feições elegantes e um sorriso enigmático nos lábios.

Embora o rosto fosse desconhecido, por algum motivo, Letícia sentiu uma familiaridade inexplicável.

Maya olhou para o rosto atordoado de Letícia, seus olhos brilhando levemente. Apesar de odiar Arthur profundamente, ela ainda sentia uma ponta de culpa em relação a Letícia.

Se não tivesse insistido em se casar com Arthur, Letícia não teria sido separada de seu amor de infância, e a família Silva ainda estaria bem.

Ela se virou, agradeceu ao mestre e, sem olhar mais para Letícia, caminhou para fora do pátio.

Nesse momento, Arthur acabara de chegar. Seus olhares se cruzaram e Maya sentiu um choque percorrer seu corpo; seus olhos tornaram-se gélidos instantaneamente, enquanto seu coração ardia com um ódio escaldante.

Embora aquele encontro fizesse parte de seu plano, suas mãos não conseguiam parar de tremer e seus dentes batiam involuntariamente.

Ela mordeu a ponta da língua, o gosto metálico de sangue espalhando-se pela boca, e sua expressão voltou ao normal em um instante.

Ela passou por ele sem lançar um único olhar.

Arthur ficou olhando, atordoado, para as costas da mulher que se afastava.

Ela tinha feições delicadas, algumas mechas de cabelo preto encaracolado caíam sobre o rosto e seus olhos pareciam banhados em água de nascente.

Ele tinha certeza de que nunca a vira antes, mas, no momento em que seus olhares se encontraram, sentiu uma familiaridade estranha.

Especialmente seu porte e suas costas lembravam muito Maya Silva!. Involuntariamente, Arthur deu alguns passos à frente, olhando na direção em que ela desaparecera, sentindo um vazio repentino no peito.

Ele instintivamente pensou em persegui-la, mas o movimento fez com que sentisse o bracelete quebrado em seu bolso, o que serviu como um lembrete cruel de que Maya havia morrido no incêndio.

Arthur baixou o olhar, a mão tateando o bracelete de jade partido, sua expressão tornando-se cada vez mais indiferente.

Letícia, ao ver o olhar profundo de Arthur fixo na mulher que partia, sentiu uma onda de pânico crescer em seu peito.

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