localização atual: Novela Mágica Moderno Romance O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO Capítulo 11: Cinzas e Vingança

《O Preço do Recomeço: Fugindo do meu Ex-Marido CEO》Capítulo 11: Cinzas e Vingança

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Mansão Valente.

Arthur estava sentado em seu escritório, com o olhar gélido transbordando amargura. A porta se abriu e Letícia entrou trazendo uma tigela de sopa.

— Arthur, por favor, coma algo. A Maya está no céu agora, ela não gostaria de ver você sofrendo assim.

Ao ouvir "está no céu", Arthur pressionou instintivamente o peito, onde sentia uma dor aguda, e franziu a testa profundamente.

— Não. Ela não morreu.

Essas poucas palavras fizeram um brilho de inveja e ódio passar pelos olhos de Letícia. Nos últimos três dias, Arthur se trancou no escritório, sem comer ou beber nada. Ela não esperava que, mesmo após a morte de Maya, ele ainda estivesse tão obcecado por ela.

Nesse momento, após duas batidas, a porta se abriu novamente. A governanta entrou apressadamente segurando uma urna preta; ao ver Letícia, ela hesitou. Arthur levantou-se bruscamente, com os olhos injetados de sangue fixos no que a governanta carregava, as mãos agarrando a borda da mesa. No segundo seguinte, ele ordenou a Letícia com a voz rouca:

— Saia!

Letícia cerrou os punhos, mas logo suavizou sua expressão e disse docemente:

— Tudo bem.

Ao passar pela governanta, ela lançou um olhar sombrio e carregado de malícia, que logo escondeu ao baixar os olhos. A governanta e os seguranças foram enviados pela residência oficial da família Valente; quase todos os outros empregados já haviam sido comprados por Letícia, exceto esta mulher, que permanecia incorruptível. A governanta manteve um sorriso profissional até Letícia sair e, assim que ela desapareceu, recuperou sua expressão séria. Ela deu alguns passos à frente e colocou cuidadosamente sobre a mesa a urna preta e um bracelete de jade quebrado.

— Patrão... isso foi o que sobrou do incêndio — disse ela em voz baixa.

Arthur desviou o olhar da urna preta para o bracelete de jade quebrado e todo o seu corpo congelou. Era o bracelete que ele dera a Maya no dia do casamento! Ao olhar para a joia familiar, ele sentiu um gosto metálico subir à garganta. Aquele bracelete foi como um trovão que destruiu todas as suas esperanças ilusórias. Maya realmente havia perecido nas chamas!

Com uma das mãos, Arthur agarrou o bracelete com tanta força que as bordas afiadas cortaram sua palma; com a outra, ele tocou trêmulo a urna. Seus olhos estavam vermelhos de dor e, instantes depois, ele acabou cuspindo sangue.

— Patrão! — o grito desesperado da governanta ecoou pela mansão. — Chamem um médico agora!

Um mês depois, em uma mansão na Cidade H.

Após esse período de recuperação, o rosto de Maya começou a retomar o viço. Ela havia se tornado silenciosa e reservada; nos dias em que Lucas estava fora, passava o tempo todo sentada à janela, olhando para o nada. Quando Lucas voltou, encontrou-a perdida em pensamentos, sem sequer notar sua aproximação.

— Maya, você quer ver seu sobrinho? — a voz de Lucas a trouxe de volta à realidade.

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Ela se virou e balançou a cabeça negativamente. A casa de sua tia ficava em outra cidade, e ela temia ser descoberta. Ao ver a preocupação evidente no rosto de Lucas, Maya disse com gratidão:

— Lucas, obrigada. Fique tranquilo, eu estou bem.

Lucas olhou para ela e respondeu rapidamente:

— Não precisa de tanta cerimônia comigo.

Como ele falou muito baixo e rápido, ela não entendeu bem.

— O quê? — perguntou Maya, confusa.

— Nada — Lucas se aproximou, recuperando sua habitual gentileza. — Se quiser me agradecer, apenas cuide bem da sua saúde. Essa será a minha maior recompensa.

Maya demonstrou preocupação:

— Lucas, você vem aqui com tanta frequência... não tem medo de ser descoberto?

Lucas hesitou por um momento antes de responder:

— Não se preocupe. Dizem que Arthur Valente ficou gravemente doente e ainda está hospitalizado. Naquele dia, eu joguei seu bracelete de propósito nos escombros e deixei cinzas preparadas no sótão. Ele deve estar convencido de que você morreu.

Maya franziu a testa por um instante e logo relaxou a expressão.

— Parece que ele está colhendo o que plantou por todo o mal que fez! É uma pena que eu mesma não possa realizar minha vingança!

Ao ouvir isso, Lucas paralisou por um segundo. Ele viu o ódio nos olhos de Maya e cerrou os punhos. Após um momento, ele perguntou:

— Maya, você quer mesmo se vingar?

Maya estremeceu e ergueu o olhar carregado de rancor, respondendo com determinação:

— Ele destruiu meus pais e a minha família. Eu vivo agora apenas para me vingar!

Lucas observou o rosto de Maya tomado pelo ódio, onde a pequena cicatriz causada pelo fogo ainda era visível. Ele apertou os punhos e, em seguida, os relaxou, dizendo com firmeza:

— Eu conheço um cirurgião plástico excelente. Se você quiser, eu vou te ajudar.

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