localização atual: Novela Mágica Moderno A Noiva Fantasma do Campeão Capítulo 35: A Delegacia e as Promessas de Luccas

《A Noiva Fantasma do Campeão》Capítulo 35: A Delegacia e as Promessas de Luccas

PUBLICIDADE

Ao ouvir o conteúdo da chamada no celular, o coração de Luccas se apertou.

Na vida anterior, fora exatamente a partir desse período que Júlio começara a entrar e sair da delegacia com frequência.

Esse foi o motivo pelo qual Alana, por mais que trabalhasse duro, nunca conseguia economizar um centavo.

Alana desligou o telefone e olhou para Luccas, completamente perdida.

Sem dizer uma palavra, Luccas pegou os casacos e a levou imediatamente para a delegacia de polícia.

No caminho, Alana o olhava com ansiedade e culpa.

Ela ainda tinha um pouco de dinheiro guardado, mas não sabia se seria o suficiente para pagar a fiança de Júlio.

Luccas acabara de alugar o apartamento novo e comprar os equipamentos de live; com certeza ele também estava sem reservas.

Ela não queria sobrecarregá-lo, muito menos ser um fardo em sua vida.

Mas, por outro lado, Júlio era seu único irmão; ela não podia simplesmente abandoná-lo.

Ao notar a expressão angustiada de Alana, Luccas compreendeu instantaneamente o que se passava na cabeça dela.

Ele entrelaçou seus dedos nos dela e a confortou suavemente:

— Não pense demais. Não ache, nem por um segundo, que você é um fardo para mim. Nós vamos nos casar um dia, então o seu irmão é o meu irmão. Se ele está em apuros, eu jamais viraria as costas.

Ao ouvir as palavras de Luccas, uma onda de calor percorreu o coração de Alana. Ela teve a certeza de que não havia amado o homem errado.

Ao chegarem à delegacia, viram Júlio sentado no saguão.

Ele estava algemado, com a barba por fazer e as roupas completamente desalinhadas.

Luccas desviou o olhar e foi tratar dos trâmites da fiança com o oficial de plantão. Alana caminhou até Júlio, olhando-o com uma mistura de raiva e tristeza.

Júlio manteve a cabeça baixa, sem coragem de encarar a irmã. Após um silêncio pesado, Alana falou lentamente:

— Mano, para de roubar, por favor...

— Se você precisa de dinheiro, eu te dou. Eu já consigo ganhar o meu próprio sustento agora, nossa vida está melhorando. Você não precisa mais fazer isso.

Enquanto falava, a voz de Alana embargou.

Ao lembrar de tudo o que Júlio fizera para criá-la após a morte dos pais, as lágrimas inundaram seus olhos.

Ao ver a irmã chorar, Júlio finalmente levantou a cabeça e tentou consolá-la:

— Não chora, Alana... O mano vai te escutar. Eu prometo que não roubo mais.

Nesse momento, Luccas aproximou-se após finalizar a papelada. Ao ver Alana em lágrimas e Júlio tentando acalmá-la, ele soltou um longo suspiro interno.

Luccas sabia que, por mais sincero que Júlio parecesse agora, ele dificilmente mudaria. Se mudasse, o desfecho da vida anterior não teria sido tão trágico.

Um policial aproximou-se para soltar as algemas de Júlio e disse em tom de conselho:

— Júlio, já não existe ninguém nesta delegacia que não te conheça. Você ainda é jovem, por que não procura algo decente para fazer em vez disso?

— Sua irmã já veio te buscar inúmeras vezes. Se não for por você, faça por ela. Vá procurar um emprego honesto.

— Bom, é só isso. Já está tarde, vão para casa.

Dito isso, o policial se retirou. Luccas olhou para Júlio, que parecia desconfortável e inquieto diante dele, e sentiu uma pontada de exaustão. Ele enxugou as lágrimas de Alana e disse para o cunhado:

— Está muito tarde. Vá para o nosso apartamento por enquanto.

Sem dar chance para Júlio reagir ou recusar, Luccas segurou a mão de Alana e saiu. Júlio, sem alternativa, teve que segui-los.

Ao chegarem ao novo apartamento, Júlio ficou impressionado:

— Uma casa boa é outra coisa, né? Isso sim é lugar de gente morar.

Em seguida, ele olhou para Luccas e disparou:

— Quando vocês se casarem, a casa da minha irmã tem que ser ainda melhor que esta. Caso contrário, eu não dou minha bênção para ficarem juntos.

Alana apressou-se em interrompê-lo, constrangida:

— Mano, para com isso! Vá logo tomar um banho.

Ao notar o desagrado no rosto da irmã, Júlio calou-se e foi para o banheiro. Assim que a porta se fechou, Alana voltou-se para Luccas:

— Luccas, não ligue para as bobagens que meu irmão fala. Eu não preciso de uma casa luxuosa. Desde que eu esteja com você, qualquer lugar serve.

Luccas olhou nos olhos dela e disse com firmeza:

— Eu prometi que te daria um lar de verdade, e eu vou cumprir. Acredite em mim.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia