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《A Noiva Fantasma do Campeão》Capítulo 24: Realidade ou Sonho?

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Luccas ainda não tinha processado a situação quando a voz furiosa do professor de Cálculo ecoou no auditório.

— Luccas! Você por acaso acha que está sonhando? Precisou até se beliscar para ver se acordava?

Assim que o professor terminou de falar, a sala de aula explodiu em gargalhadas.

Luccas ainda estava em choque, na dúvida cruel se aquilo era um sonho lúcido ou se ele realmente havia voltado dez anos no tempo.

Nesse momento, Alana estendeu a mão e deu um leve empurrão nele, sussurrando apressada:

— Luccas, levanta logo! Se ele perder a paciência de vez, a gente tá ferrado!

Quando Luccas sentiu a mão de Alana tocar sua pele, percebeu que a palma dela estava quente.

Aquilo não era um sonho; sonhos nunca eram tão táteis, tão reais.

O professor, vendo Luccas ainda sentado imóvel, com os olhos fixos em Alana, sentiu o sangue subir à cabeça.

— Luccas! Se não levantar agora, pode considerar sua DP garantida!

Luccas finalmente recobrou os sentidos.

Ele se levantou rapidamente, pediu desculpas de forma sincera e, em seguida, explicou a resposta do exercício com uma clareza impressionante.

O professor, vendo o arrependimento honesto e a resposta correta, deu um último sermão gelado e permitiu que ele se sentasse.

Durante o restante da aula, Luccas tentou organizar o caos em sua mente.

Ele apenas havia pego no sono em uma cama de hotel na Cidade de Gelo; como, de repente, fora arremessado de volta a dez anos atrás?

Mesmo que tudo ao redor parecesse real, ele ainda tinha medo.

Medo de que fosse apenas um sonho cruelmente perfeito do qual ele acordaria a qualquer momento.

Quando o sinal do intervalo tocou, ele ainda tinha aquela sensação de "déjà vu" constante.

Alana guardou seu material e, vendo Luccas ainda estático na cadeira, seus olhos se encheram de preocupação.

— Luccas, o que deu em você hoje? Parece que está em outro planeta. Aconteceu alguma coisa?

A voz de Alana o trouxe de volta à realidade.

Ele olhou para ela e, lentamente, seus olhos começaram a arder e sua garganta apertou.

Ele não conseguia proferir uma palavra.

De repente, Luccas se levantou num ímpeto e a envolveu em um abraço esmagador, enquanto as lágrimas rolavam pelo seu rosto.

Ele enterrou o rosto na curva do pescoço de Alana e sussurrou com a voz embargada:

— Alana... eu senti tanto a sua falta.

Alana levou um susto com o abraço repentino.

Grande parte dos alunos ainda estava na sala e, ao verem os dois abraçados, alguns começaram a assobiar e fazer piadinhas.

O rosto de Alana ficou vermelho instantaneamente, e ela tentou empurrá-lo de leve.

— Luccas, está todo mundo olhando! Me solta primeiro.

Ela conseguiu se desvencilhar, mas ao encontrar o olhar estilhaçado de Luccas, ela congelou.

— Luccas, o que aconteceu de verdade? Fala para mim, a gente resolve junto. Por favor, não chora — disse ela, levando a mão ao rosto dele para enxugar as lágrimas.

Luccas segurou a mão dela e disse suavemente:

— Não foi nada... eu só senti saudade. Vamos, vamos para casa.

Ignorando os olhares curiosos, ele entrelaçou seus dedos aos dela e a conduziu para fora da sala.

Alana ia sendo puxada, sem entender nada, sentindo que o Luccas de hoje estava completamente diferente.

Ela tentou perguntar várias vezes, mas ele sempre a cortava, dizendo que falariam quando chegassem em casa.

Caminhando com a mão dela na sua, a ansiedade de Luccas começou a se dissipar.

Fosse sonho ou não, desta vez ele estava determinado a reescrever o final da história deles.

Ele havia voltado para o primeiro ano da faculdade; eles estavam juntos há apenas seis meses e tinham acabado de alugar um lugar fora do campus para facilitar os trabalhos de meio período.

Luccas pensou na doença de Alana e no apartamento que haviam alugado, e uma decisão firme se formou em seu coração.

O lugar que dividiam agora era exatamente o mesmo apartamento que, na vida anterior, Alana ocupara por mais de dez anos.

Por ser no último andar e não ter elevador, o aluguel era barato, e por isso eles o escolheram.

Na época, pensaram que seria apenas um abrigo temporário, sem saber que se tornaria a moradia permanente de Alana até o fim de seus dias.

Logo, eles chegaram ao prédio.

Assim que abriram a porta, o cheiro de mofo os atingiu.

A cena interna era familiar e, ao mesmo tempo, estranhamente distante, como se nada tivesse mudado.

Ao ver as condições precárias do lugar, a resolução de Luccas se fortaleceu.

Ele apertou a mão de Alana com força, virou-se para ela e disse com toda a seriedade:

— Alana, vamos nos mudar daqui.

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