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《A Noiva Fantasma do Campeão》Capítulo 23: O Retorno ao Início

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O rosto de Luccas empalideceu subitamente, e ele ficou estático onde estava.

Passou-se um longo tempo até que ele conseguisse reagir e dizer, com a voz embargada:

— Estou indo agora mesmo.

Dito isso, avisou rapidamente ao empresário substituto que tinha uma emergência e saiu às pressas.

Ao chegar ao hospital, Luccas entrou no necrotério e viu o corpo da sogra coberto por um lençol branco.

Beatriz estava sendo amparada pela mãe de Luccas, chorando compulsivamente, soluçando palavras desconexas:

— Mãe, não me deixe sozinha... acorde e olhe para mim, por favor...

Luccas sentiu um aperto sufocante no peito. Ele hesitou na porta por alguns instantes antes de finalmente entrar.

A mãe de Luccas, que mal conseguia sustentar Beatriz, já estava com o rosto banhado em lágrimas e os olhos carregados de tristeza.

Luccas aproximou-se para segurar Beatriz, fazendo sinal para que sua mãe se sentasse e tentasse se acalmar.

No momento em que Beatriz viu Luccas, toda a sua dor reprimida explodiu em um grito:

— Luccas, estava tudo bem até agora pouco... por que foi tão de repente?

— Eu não tenho mais ninguém... não tenho mais um lar...

Ela desabou no peito dele, chorando de forma inconsolável.

Luccas batia suavemente em suas costas, tentando oferecer algum conforto.

Ele sabia que, naquele momento, o que Beatriz precisava não eram palavras de consolo, mas sim de um espaço para deixar a dor sair.

Por isso, permaneceu em silêncio, deixando que ela extravasasse toda a sua angústia.

Pouco depois, uma enfermeira entrou e aproximou-se de Beatriz:

— Alguém da família precisa assinar o atestado de óbito.

A enfermeira estendeu o documento. Beatriz o pegou e, com as mãos trêmulas, assinou o próprio nome.

Assim que terminou, os funcionários da funerária chegaram.

Luccas, percebendo que Beatriz não tinha condições psicológicas, interveio:

— Deixe que eu cuido disso.

Ele tratou de toda a burocracia entre o hospital e a funerária, ajudando Beatriz a organizar os trâmites finais de sua mãe.

Quando tudo terminou, já era tarde da noite.

Beatriz permanecia sentada em transe dentro da funerária, segurando a urna com as cinzas da mãe.

Luccas sugeriu realizar um funeral formal, mas ela recusou.

Seu pai havia falecido cedo e sua mãe a criara sozinha; elas não tinham mais contato com nenhum parente.

Sua mãe sempre dissera que, quando morresse, queria que suas cinzas fossem jogadas ao mar. Esse era o seu último desejo.

— Luccas, obrigada. Eu assumo o resto daqui por diante.

Luccas não insistiu. Após finalizar toda a papelada, levou as duas de volta para casa.

Ao chegarem na mansão, Beatriz subiu direto para o quarto, abraçada à urna.

A mãe de Luccas, vendo o vulto frágil e exausto da nora, sentiu o coração partido.

Ela se virou para Luccas e disse seriamente:

— Luccas, a Beatriz é uma moça de ouro. Mesmo que vocês não fiquem juntos no final, você tem o dever de cuidar dela.

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Luccas assentiu:

— Não se preocupe, mãe. Eu prometi à senhora Beatriz que cuidaria da filha dela.

A mãe de Luccas olhou para o andar de cima e soltou um longo suspiro, sentindo uma pena profunda da jovem.

Três dias depois, ao amanhecer.

Luccas desceu as escadas e encontrou Beatriz sentada na sala com as malas prontas.

— Você vai viajar? — perguntou Luccas, surpreso.

— Sim. Vou para a Cidade do Mar cumprir o último desejo da minha mãe.

— Pedi demissão do cargo de empresária da equipe e postei nas redes sociais que nos divorciamos. Pretendo me estabelecer por lá definitivamente.

— Luccas, obrigada por cuidar de mim durante todos esses anos. Eu vou indo.

Beatriz falava com uma seriedade absoluta. Ela segurou a alça da mala, pronta para partir.

Luccas tentou impedi-la, mas ela o cortou antes que ele falasse:

— Luccas, eu sei o que você quer dizer, mas não tente me convencer do contrário. Fique tranquilo, eu sei me cuidar. Se precisar de algo, eu te aviso.

Luccas a observou por um longo tempo antes de responder suavemente:

— Está bem. Vá com cuidado e cuide-se. Por favor, me ligue se acontecer qualquer coisa.

Beatriz deu um sorriso doce para Luccas:

— Sim. Obrigada, Luccas. Adeus.

Após a partida de Beatriz, a imensa mansão mergulhou no silêncio, deixando Luccas sozinho.

Dois dias depois, Luccas pegou as cinzas de Alana e embarcou em um voo rumo à Cidade de Gelo.

Ao desembarcar, o vento fresco tocou seu rosto, dissipando o cansaço da viagem.

Diferente do calor abafado de Estrela do Sul, a Cidade de Gelo ainda estava refrescante.

Após muita procura, Luccas finalmente encontrou o endereço da antiga casa de Alana.

Era um vilarejo cercado por montanhas e águas cristalinas.

Restavam poucas famílias no local; a maioria das casas havia desabado por falta de manutenção e abandono.

Luccas encontrou o local onde ficava a casa de Alana e viu que tudo havia sido nivelado ao chão.

Ele lembrou-se de Alana dizendo que não voltava à terra natal há dez anos.

Eles haviam planejado que, após o casamento, voltariam juntos para prestar homenagens aos pais dela.

Agora, ele de fato viera, mas o propósito era tragicamente diferente.

Luccas contratou o serviço funerário local e sepultou as cinzas de Alana ao lado de seus pais.

Com tudo concluído, voltou ao hotel e deitou-se na cama, olhando fixamente para o teto com um olhar vazio.

O sono o venceu e ele adormeceu pesadamente.

Em um estado entre o sonho e a realidade, ouviu alguém sussurrar seu nome ao pé do ouvido:

— Luccas, acorde! O professor está te chamando!

Embora a voz fosse baixa, ele reconheceria aquele tom em qualquer lugar: era a voz de Alana.

Ele achou que estava sonhando de novo, mas ao abrir os olhos, percebeu que a imagem era nítida demais.

Alana estava sentada ao seu lado, apressando-o em voz baixa:

— Luccas, acorda! Exercício número cinco!

Ele levantou a cabeça e olhou ao redor. Estava sentado em uma sala de aula da universidade; tudo era tão familiar, tão real.

De repente, como se tivesse tido um estalo, ele deu um beliscão forte no próprio braço.

Doeu. Não era um sonho!

Ele havia voltado dez anos no tempo!

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