localização atual: Novela Mágica Moderno A Esposa Perfeita Não Existe Mais Capítulo 7: O Despertar Tarde Demais

《A Esposa Perfeita Não Existe Mais》Capítulo 7: O Despertar Tarde Demais

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Ele tentou controlar a fúria por um momento e, de forma rude, acendeu um cigarro. Meio minuto depois, Lorenzo finalmente parecia mais calmo.

— Vou transferir cinco milhões para você como um pedido de desculpas. Não deixarei mais ninguém se aproximar da Nanda, por favor, acredite em mim.

Eu não respondi, apenas soltei um suspiro carregado de cansaço. Lorenzo, ficando impaciente, agarrou meus ombros com força.

— Podemos conversar sobre qualquer coisa, contanto que você volte.

— Por que você quer tanto que eu volte? — Levantei os olhos para ele, transbordando confusão. — Você sempre deixou claro o quanto me detestava. Por que me quer de volta agora?

Minha voz soou calma e suave, como se fosse apenas uma dúvida genuína. Mas, naquele instante, Lorenzo emudeceu, com os olhos perdidos em um mar de perplexidade.

Era verdade. Durante todos esses anos, ele não era o homem que mais odiava Yasmin? Ele a odiava por acreditar que ela, sua irmãzinha de confiança, o havia traído por dinheiro. Odiava-a por ela ter recorrido à mãe dele em vez de pedir sua ajuda. O ódio era tanto que ele trazia outras mulheres propositalmente para humilhá-la, só porque ela se recusava a se curvar diante dele.

Mas por que, agora que ela estava partindo, seu coração parecia ter se tornado um imenso vazio? Ele não sentia mais amor ou ódio, apenas um vácuo infinito e gelado. Sua única vontade era trazê-la de volta, custasse o que custasse...

Seu olhar recaiu novamente sobre o rosto de Yasmin, percorrendo cada detalhe, da boca ao nariz, até chegar aos olhos. Aqueles olhos, que outrora transbordavam uma doçura infinita, agora refletiam apenas indiferença. Uma dor aguda, como se fosse causada por mil agulhas, o atingiu novamente. Lorenzo sentiu uma vontade avassaladora de chorar.

Foi naquele momento que ele finalmente compreendeu: ele sempre a amou. No entanto, suas ações passadas eram provas irrefutáveis que o prendiam ao pilar da infâmia. Ele não ousava olhar para trás; não tinha coragem.

Lorenzo baixou a cabeça, tomado pela vergonha, enquanto o suor frio brotava em seu rosto e em suas costas. Ele queria dizer que a amava, mas será que tinha esse direito? Seu amor parecia barato demais diante de tudo o que fizera. Ele queria dizer que estava arrependido, mas será que ainda havia tempo? O dano já fora causado, e ele não conseguia convencer nem a si mesmo.

Ao ver as lágrimas daquele homem escorrerem lentamente pelo queixo, senti uma pontada de surpresa. Aquele homem arrogante e orgulhoso era capaz de chorar. Lorenzo segurou minha mão delicadamente, com a voz embargada por soluços baixos.

— Se ainda houver um pingo de carinho por mim, deixe-me compensar você, sim? Mesmo que eu não seja mais seu marido, seremos família pelo resto da vida.

— Família? — Repeti a palavra em voz baixa, soltando um sorriso amargo.

Eu sabia muito bem que aquela família nunca me aceitou de verdade. Para eles, eu era apenas uma "noiva de infância" mantida como um amuleto de boa sorte. Alguém descartável. Nossas posições nunca foram de igualdade. Mas isso já não importava mais; eu nunca me importei com isso, pois a gratidão por ele ter salvado a mim e a minha mãe no passado já era o suficiente. Eu simplesmente não o amava mais, e era apenas isso.

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— Mesmo após o divórcio, ainda seremos família.

Não havia mais nada a dizer. Tentei abrir a porta para descer do carro. Lorenzo me abraçou de forma descontrolada, implorando sem qualquer rastro de orgulho.

— Eu te darei o que você quiser. Já expulsei a Stéfany, ela foi apenas um erro. É você quem eu sempre amei.

Ele finalmente confessou, mas o tom de sua voz já não tinha força. Ele sabia o quanto aquelas palavras soavam ridículas agora. Ele estava até preparado para o meu deboche. Mas eu não tive reação alguma. Apenas o encarei em silêncio.

— Obrigada por me amar — eu disse calmamente — mas eu só quero o divórcio.

Lorenzo pareceu ouvir o som de algo se despedaçando por completo dentro de si enquanto fixava os olhos no meu rosto. Ele entendeu, de uma vez por todas, que eu não sentia mais absolutamente nada por ele.

Depois daquele dia, Lorenzo desapareceu por uma semana. Quando reapareceu, ele finalmente concordou em assinar o divórcio. Meus sogros ficaram furiosos com a decisão dele de me entregar a guarda da criança. Mas, de alguma forma, ele conseguiu convencê-los.

Lorenzo me deu uma casa e cinco milhões em dinheiro. Além disso, ele se comprometeu a arcar com todas as despesas anuais da Nanda. Mas ele impôs uma única condição.

Eu não poderia me casar novamente pelos próximos cinco anos. Era uma exigência claramente injusta, mas acabei aceitando. Primeiro, porque eu não tinha a menor intenção de me casar de novo; segundo, porque a compensação financeira era mais do que suficiente.

Tudo o que eu queria era viver uma vida tranquila com minha filha. Se Lorenzo cumpriria ou não o que prometeu para o futuro, eu não me importava nem um pouco.

Para mim, bastava saber que, quando a luz da manhã entrasse pelas cortinas, meu mundo estaria em paz e harmonia.

FIM

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