localização atual: Novela Mágica Moderno A Esposa Perfeita Não Existe Mais Capítulo 4: Cinzas e Humilhação

《A Esposa Perfeita Não Existe Mais》Capítulo 4: Cinzas e Humilhação

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O silêncio na sala foi absoluto e imediato. Quando Lorenzo finalmente recobrou os sentidos, seus olhos transbordavam incredulidade.

— Você tem mesmo que fazer esse teatro? Por que não consegue simplesmente ficar em paz? — ele perguntou, indignado.

As outras pessoas começaram a concordar com ele em coro:

— É verdade, cunhada. Hoje é o aniversário da Stéfany, não tente roubar o brilho dela. — Você já teve um filho, precisa ser responsável. Não pode deixar o bebê sem uma família completa. — Não faça essas coisas baixas só por ciúmes. Não seria melhor mantermos a harmonia?

As palavras eram lançadas de todos os lados, jogando toda a culpa sobre os meus ombros. Eu sabia que, desde o dia em que me casei com ele, todos me desprezavam. "Alpinista social", "vigarista", "suburbana"... os insultos eram os mais cruéis possíveis. Mas eu já não era a Yasmin fraca de antigamente, que desabava em lágrimas por qualquer ofensa.

— Lorenzo, eu estou falando sério sobre o divórcio. Nanda é uma menina e sei que sua família não dará importância a ela. Vamos terminar isso de forma amigável.

Dito isso, peguei a urna com as cinzas da minha mãe e caminhei em direção à saída. Lorenzo franziu a testa e agarrou meu pulso com frieza. Antes que ele pudesse dizer algo, a melhor amiga de Stéfany soltou um grito agudo, apontando para a urna em minhas mãos:

— Com razão a Stéfany tem sentido palpitações ultimamente! Então é você, sua bruxa, que está usando esses métodos baixos para amaldiçoá-la!

Minha cabeça latejou; eu não entendia do que ela estava falando. Enquanto os outros pareciam confusos, Stéfany, com o rosto pálido, explicou fingindo medo:

— Nestes últimos dias, tenho tido vômitos incessantes e tremores no coração. Procurei um guia espiritual e ele disse que havia algo impuro em casa sendo usado para me prejudicar.

As lágrimas de Stéfany começaram a cair enquanto ela me olhava com piedade forçada:

— Yasmin, se você me odeia tanto, eu vou embora. Mas, por favor, poupe a minha vida. Afinal, eu carrego o filho do Lorenzo no meu ventre!

Dizendo isso, ela se ajoelhou trêmula, fazendo-se de vítima indefesa. A fúria das pessoas na sala explodiu contra mim instantaneamente:

— Yasmin, você é terrível. Como pôde fazer algo tão sórdido? — Expulsem ela daqui agora! Que mulher sem vergonha, isso é desumano.

Afastei a mão que segurava meu braço e gritei furiosa:

— Do que diabos vocês estão falando? Estas são as cinzas da minha mãe, não um feitiço maligno! Vocês só podem ter batido a cabeça para acreditar nas mentiras da Stéfany!

Ao ouvir isso, alguns ficaram vermelhos de vergonha, mas outros continuaram a ironizar:

— Algumas pessoas têm a cara de pau de nunca admitir o que fazem.

Senti um gosto amargo de sangue na garganta; eu detestava ter que lidar com eles. Mas Lorenzo me barrou e, em um movimento brusco, tomou a urna das minhas mãos. O pânico me dominou. Estendi as mãos, gritando desesperada:

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— Devolve! Devolve as cinzas da minha mãe!

Lorenzo me empurrou, com os olhos cheios de decepção. Ele tentou abrir o pote, mas percebeu que o lacre era impossível de romper apenas com as mãos. A amiga de Stéfany bufou:

— Se não abre, quebre! Vamos ver o que tem aí dentro de verdade!

Meu coração batia tão rápido que parecia querer saltar pela boca. Minha voz saiu embargada:

— Por favor, eu te imploro, me devolve a urna.

Risos de deboche ecoaram ao meu redor:

— Que bela atuação, ela mesma dirige e estrela o próprio drama.

Lorenzo parecia prestes a arremessá-la ao chão, mas hesitou por dois segundos ao ver meus olhos marejados. Por fim, ele ordenou friamente:

— Se quer a urna de volta, peça desculpas à Stéfany. E quero que seja um pedido sincero, caso contrário, jogarei isso direto no esgoto.

Meu sangue gelou instantaneamente. Olhei para Lorenzo com os olhos injetados de sangue. Sem hesitar, sob os comentários desprezíveis de todos, curvei meu corpo em noventa graus diante de Stéfany:

— Me desculpe. Eu não deveria ter te tratado mal, nem encostado em você. Por favor, me perdoe.

Todos esperaram em silêncio absoluto. Naqueles longos segundos, senti como se meu rosto estivesse sendo pisoteado no chão. Finalmente, Stéfany soltou um risinho e me ajudou a levantar:

— Eu te perdoo, Yasmin. De agora em diante, seremos boas amigas.

A expressão de Lorenzo suavizou um pouco e ele estendeu a urna em minha direção:

— Não maltrate mais a Stéfany. Eu espero que...

— Ah!

Stéfany soltou um grito repentino, levou a mão ao peito e desabou. Seu corpo caiu exatamente sobre o braço de Lorenzo. A urna escorregou das mãos dele em um segundo e, com um estrondo seco, despedaçou-se no chão, espalhando as cinzas por todos os lados.

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