localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 111: Justamente por Você Gostar, Ele Escolheu Esse Nome

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 111: Justamente por Você Gostar, Ele Escolheu Esse Nome

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Alice admitiu abertamente: — Sim.

Havia algum problema nisso? Já que permitiram que ela soubesse parte da verdade, não poderiam impedi-la de continuar buscando o restante.

— Tudo o que você deseja saber está aqui.

Song Yewang apontou para a base da árvore. Seguindo a direção indicada, Alice descobriu, surpresa, que havia uma pequena porta incrustada no tronco. Se não fosse pela orientação dele, dificilmente a teria notado. Na porta, algumas linhas estavam gravadas:

【Código-Fonte do Jogo · Camada Central】

【Entrada permitida a: Alice】

【Observação: Apenas uma pessoa pode entrar】

Novamente aquela observação. Alice já tinha visto essa restrição inúmeras vezes.

— Você verá tudo — explicou Song Yewang com um sorriso. — Como o jogo começou, por que existe e como termina. Além disso, você poderá escolher encerrá-lo.

Ou não encerrar. A intenção era clara: se o jogo continuaria ou não, dependia inteiramente de um pensamento de Alice. Ela virou-se para ele e rebateu com outra pergunta: — Você quer que eu o encerre?

Ao ouvir isso, Song Yewang esboçou um sorriso amargo. Isso importava? Para ele, que já não era um indivíduo completo, o fim do jogo quase não tinha relação consigo mesmo; se não fosse por Alice, ele jamais interferiria em qualquer assunto do jogo.

— Não importa o que escolha, eu estarei com você.

Alice o encarou por um longo tempo. Em seguida, empurrou a porta. O que surgiu diante de seus olhos foi um corredor transparente; ao olhar para baixo, percebeu que não apenas sob seus pés, mas também acima de sua cabeça, havia uma escuridão infinita. Dava a sensação de estar no centro de um abismo, causando medo e tensão ao mesmo tempo. Estranhamente, apenas aquele corredor flutuava no vácuo, emitindo uma luz tênue.

Nas paredes laterais do corredor, havia fileiras de telas. Elas exibiam um fluxo contínuo de imagens. Não, para ser mais preciso, mostravam o processo de nascimento e crescimento de uma pessoa. O som de um choro preencheu o ambiente, anunciando o surgimento de uma nova vida; o bebê abriu os olhos, observando o mundo com curiosidade.

Alice pisou no corredor quase por instinto, observando as imagens em cada tela enquanto avançava. O bebê cresceu, tornou-se uma criança; ela estava em um funeral, com o olhar confuso e perdido diante de dois caixões. Logo em seguida, vinha sua entrada no jogo, o primeiro cenário vivido, o segundo, o terceiro... Ao chegar nesse ponto, Alice reconheceu que a trajetória de vida exibida nas telas era a sua própria.

Continuando a caminhar, ela entrou em uma porta. Atrás dela estava a sala de máquinas; nela, sua outra versão estava sentada na cadeira. Após apertarem as mãos, a luz explodiu e ela chorou. Depois, saiu do Sanatório e caminhou em direção ao grande portão dourado. As telas aumentavam... um jovem estava no telhado, admirando as estrelas. De repente, a imagem idílica mudou: o jovem entrou no jogo e nunca mais saiu. Então, o rosto do jovem transformou-se no rosto de Song Yewang.

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Alice estancou o passo, fixando o olhar na tela mais próxima. Nela, Song Yewang estava no centro da sala de máquinas, encarando fixamente os servidores complexos; seu olhar era idêntico ao de Alice. Uma solidão mesclada a muitas emoções.

— Se você está vendo este vídeo... — o Song Yewang da tela começou a falar — significa que já chegou até aqui.

— Quem eu sou, você provavelmente já adivinhou.

— Prazer em te conhecer, meu nome é Song Yewang, e eu também sou você.

— Vinte anos atrás, entrei neste jogo pela primeira vez. Completei todos os cenários, encontrei a verdade e só então soube que este jogo, na verdade, foi criado por mim mesmo.

O Song Yewang da tela soltou um riso absurdo; buscara a verdade desesperadamente para descobrir, no fim, que ele era o culpado.

— Minha consciência, em algum momento, se dividiu. Uma parte ficou no mundo real e se tornou você. A outra parte ficou aqui e se tornou eu.

— Somos a mesma pessoa.

— Tudo o que você viveu, eu vivi. Quem você amou, eu amei. O que você perdeu, eu perdi.

— A única diferença é que eu escolhi ficar e você escolheu partir.

— Agora, você voltou.

— Você pode escolher encerrar tudo isso, destruir o núcleo, e o jogo desaparecerá, libertando todas as almas presas.

— Mas o preço é que você me esquecerá para sempre.

— Assim como já esqueceu uma vez. O que você vai escolher?

O vídeo terminou. Alice respirou fundo e continuou avançando, atravessando uma fresta estreita até chegar a um espaço amplo. No centro, havia uma redoma de vidro; através das frestas, emanava um brilho fraco. Ao abrir, viu que havia um bebê encolhido lá dentro, de olhos fechados, aparentemente dormindo. Ao lado, uma tela dizia:

【Núcleo do Jogo · Código-Fonte】

【Criador: ???】

【Data de Criação: Rastreamento Impossível】

【Status: Em Hibernação】

【Observação: Ao tocar o núcleo, pode-se escolher 'Encerrar' ou 'Continuar'. Se escolher 'Encerrar', o jogo desaparece, todas as almas são libertas e o criador perderá todas as memórias. Se escolher 'Continuar', o jogo segue, o criador retém as memórias, mas deve permanecer aqui para sempre protegendo o núcleo.】

Sim, o contorno do bebê era a sua origem, e também a origem de Song Yewang. Alice estendeu a mão lentamente, encostando na redoma de vidro; uma sensação gélida a atingiu. As vozes dos jogadores que morreram nos cenários voltaram a ecoar em seus ouvidos, mas desta vez eram vozes de gratidão:

"Obrigado."

Os jogadores que ainda estavam vivos continuavam implorando por socorro:

"Salve-nos."

As almas presas para sempre diziam:

"Leve-nos para casa."

Alice permanecia impassível diante dessas vozes. De repente, ela distinguiu nitidamente a voz de Song Yewang no meio do ruído:

— Não importa o que escolha, eu estarei com você.

A luz transbordou, e Alice instintivamente ergueu a mão para se proteger; era tão forte que cegava.

— Você veio — uma voz idosa e cansada emanou da redoma de vidro. — Esperei muito por você.

— Destrua-me, e tudo termina.

— O que você é para mim?

— Sou a sua fonte — disse a voz. — E também o seu ponto final. De onde você veio, é para onde eventualmente retornará.

Alice ficou em silêncio. A voz percebeu o receio em seu coração e foi direta ao ponto:

— Você está com pena de deixar o Song Yewang?

Pena de deixá-lo? Provavelmente... não. Alice não tinha certeza. Atualmente, seus pensamentos estavam cada vez mais confusos.

— Sabe por que ele se chama Song Yewang?

Alice balançou a cabeça. Ninguém nunca lhe explicara o significado desse nome. Ela simplesmente achava que era um nome bonito, escolhido ao acaso.

— Porque essas eram as suas palavras favoritas — disse a voz. — Você gostava da sensação de estar imersa na escuridão (

Ye

- Noite /

Wang

- Desejo/Contemplação).

Justamente por você gostar, ele escolheu esse nome. Pensando agora, ele realmente era alguém que valorizava muito os sentimentos. Que pena...

— Mais tarde você mudou de nome para Alice (

Xu Le

- Alegria Prometida), tentando se puxar para fora da escuridão, tentando mudar a si mesma.

— Deixe-me te dizer: na verdade, você não gosta da escuridão. Nem um pouco. Você apenas se acostumou a ela.

— O que você ama de verdade são as estrelas. Somente as estrelas brilham na escuridão.

Ao ouvir isso, os olhos de Alice ficaram úmidos e seus cílios tremeram levemente.

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