localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 109: Nem Humano, Nem Entidade

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 109: Nem Humano, Nem Entidade

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— Eles acordaram.

Alice perguntou instintivamente: — Quem?

— As pessoas que foram tratadas antes — respondeu Bai Zhi.

Adormecidos por tantos anos, mesmo ao despertarem, eles já não eram os mesmos. Jamais voltariam ao normal. Haviam se tornado parte da horda de entidades do mundo do jogo.

Quando as duas desceram vagarosamente ao primeiro andar, o corredor já estava um caos absoluto. Os pacientes que, durante o dia, comiam e escreviam calmamente, agora passavam por transformações drásticas a olho nu.

O corpo do homem gordo inflou mais de três vezes o tamanho de um humano normal; sua pele adquiriu um tom cinza-azulado e suas pupilas tornaram-se escarlates. Chamá-lo de monstro não era exagero. A bengala que ajudava o idoso a caminhar transformou-se, sem que percebesse, em uma arma; ele a brandia violentamente, atingindo qualquer um que se aproximasse, fosse amigo ou inimigo.

A superfície da barriga da gestante estava coberta de veias saltadas. Ela estava parada no meio da multidão, olhando desesperadamente ao redor em busca de um lugar seguro, mas as ondas de dor em seu ventre a impediam de dar um passo sequer.

— Aaaaaah! — Mais uma fisgada lancinante a atingiu. Sem forças para ficar de pé, ela sentou-se no chão com dificuldade, suportando a agonia enquanto as veias em sua barriga começavam a se romper.

Alice achou que ela estava entrando em trabalho de parto e, por instinto, fez menção de ir ajudar. Madeirinha, que costumava ter o coração mole e não suportava ver o sofrimento alheio, agarrou a roupa de Alice desta vez e avisou: — Mestra, não vá lá.

— O que deu em você? Normalmente você não...

Antes de terminar a frase, Alice testemunhou o parto daquela mulher diante de todos. Embora fosse um jogo, se a gestante pudesse completar o cenário com vida, Alice queria preservar o último resquício de decência e dignidade dela. Ela olhou ao redor e avistou uma caixa de papelão perto do homem gordo; teve uma ideia. Usando seu

【Corpo Imortal】

, ela avançou destemida em direção à caixa.

Tinha que admitir: uma vez que aquelas pessoas deixavam de ser jogadores comuns, seu poder de combate tornava-se assustadoramente feroz. Alice não queria se perder em confrontos inúteis; morreu quatro vezes antes de conseguir pegar a caixa. No momento em que ia cobrir a parte inferior do corpo da gestante, o que viu saindo dela a fez perder o fôlego.

O que nascera não era um bebê comum, mas sim inúmeras mãos minúsculas, vivas e em constante movimento.

— Mestra, o feto no ventre dela também foi afetado — lamentou Madeirinha.

Uma criança não nascida é um só com a mãe. Agora que a mãe fora corrompida pelo jogo, o feto naturalmente não seria poupado.

Baque—

A caixa nas mãos de Alice caiu no chão. O jogo era, de fato, o jogo. Nunca tratava ninguém de forma diferente, nem mesmo uma grávida. Ela soltou um riso amargo enquanto um sentimento de ódio brotava silenciosamente em seu peito. Madeirinha suspirou, sentindo pena da mulher.

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O destino dos outros jogadores não fora melhor. Alice absorveu cada uma daquelas transformações bizarras. O homem na cadeira de rodas levantou-se milagrosamente; olhando de perto, via-se que o que o sustentava não eram pernas reais, mas um emaranhado denso de tentáculos. Eles usavam as "mãos" como pés, dando ao homem a chance de ficar de pé novamente. Era exatamente o que ele desejara dia e noite.

— Estou de pé! Consigo ficar de pé!

Mas... a alegria não durou meio minuto. Ele percebeu que sua altura continuava subindo; ao olhar para baixo, viu que os tentáculos o estavam elevando à força. Então, o suporte desapareceu subitamente.

Splash—!

Ele caiu das alturas, transformando-se em uma massa de carne moída no chão.

— Então é isso que chamam de realizar um desejo antes de morrer... — murmurou Alice.

A tatuagem de dragão na escápula do homem careca ganhou vida, rastejando pelo seu corpo como uma serpente. Ora estava em seu abdômen, ora em sua testa. A dor o fazia berrar incessantemente, desenvolvendo um pavor mortal da própria tatuagem.

— Eu... eu nunca mais... faço uma tatuagem na vida!

Ele jamais imaginaria que uma tatuagem um dia tiraria sua vida.

A garota de óculos encolhia-se em um canto, tremendo e cobrindo os ouvidos enquanto gritava de pavor. Mal sabia ela que seus gritos haviam se tornado uma arma sônica, que não apenas estilhaçou as lâmpadas do corredor, mas também rompeu os tímpanos de vários jogadores. Madeirinha, embora não tivesse tímpanos, sentia-se péssimo com a vibração: — Mestra, é horrível.

— Aguente firme.

Ao desviar o olhar, Alice notou que um terceiro olho nascera no rosto da mulher de terno.

Alice: ???

O Erlang Shen apareceu no jogo?!

Diferente da divindade, porém, para quem quer que aquela mulher olhasse, a pessoa começava a sangrar por todos os orifícios até morrer. Naturalmente, a dor causada era excruciante. Alice teve o azar de ser alvo de um olhar; por apenas um segundo, sentiu como se milhares de formigas estivessem devorando seus órgãos internos, enquanto um fluido viscoso escorria sem parar.

Ela odiava aquela sensação. Após o

【Corpo Imortal】

trazê-la de volta à vida, Alice correu para trás da mulher, segurou sua cabeça e a girou violentamente para a direita.

Croc—!

— Resolvido.

Alice limpou o sangue das mãos friamente. Não a culpem por ser cruel. Culpe o fato de você ter se tornado algo detestável. Se não tivesse sido vista por ela, se não tivesse sentido a dor de ser devorada, Alice provavelmente não teria interferido. O azar da mulher foi ter olhado para alguém que não aceitava desaforo.

O corpo do homem musculoso transformou-se em pedra rígida; a cada passo, o chão rachava sob o seu peso. O jovem que vivia de cabeça baixa, ao levantar o rosto, revelou que suas pupilas haviam sumido, deixando apenas dois buracos vazios. Assim como a mulher que Alice matara, quem quer que ele olhasse começava a rir histericamente até perder o fôlego e morrer. Ele provou a Alice que realmente era possível morrer de tanto rir.

Ela varreu o ambiente com o olhar e percebeu que o homem com nanismo e Lin Wanwan haviam desaparecido.

Não! Estava tudo errado! Se todos os jogadores foram afetados, onde estavam os dois? Alice parou no centro do corredor, observando o caos, e fechou os olhos lentamente.

A

【Precognição】

surgiu. Através das visões, ela compreendeu que os jogadores afetados não eram mais humanos. Eles foram remodelados pelo "tratamento" em monstros que não eram nem gente, nem entidades. A única solução era matá-los. Mas matá-los significava tirar a vida de pessoas que ainda poderiam, talvez, ser recuperadas.

Alice abriu os olhos e respirou fundo. Ela não tinha escolha!!! Em vez de deixá-los sofrendo, era melhor dar-lhes a libertação. Com esse pensamento, Alice avançou em direção ao primeiro monstro: o homem gordo.

Uma hora depois.

O corredor, antes preenchido por rugidos e gritos, mergulhou no silêncio. No centro dos cadáveres, estava Alice, coberta de sangue. Suas roupas estavam em frangalhos e seu corpo exibia inúmeras cicatrizes assustadoras que, graças ao seu poder, já estavam cicatrizando lentamente. Os antigos pacientes, agora jogadores, jaziam imóveis no chão.

Ao morrerem, seus olhares transbordavam gratidão. Finalmente... não precisariam mais suportar o tormento infinito. Alice tirou o casaco encharcado de sangue, jogou-o de lado e caminhou em direção ao corpo do homem gordo.

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