localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 106: Uma Escolha entre Duas

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 106: Uma Escolha entre Duas

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Alice observava indiferente os dados piscando nas telas dos servidores atrás dela. Se não estivesse enganada, aquele deveria ser o código-fonte de todos os cenários do jogo. Ela aproximou-se com passos lentos e colocou a mão sobre o servidor.

A

【Precognição】

não havia desaparecido junto com a Alice Paciente; ela continuava ali. Alice viu que, no futuro, alguém destruiria os servidores um a um, e os cenários desapareceriam por completo. As almas aprisionadas seriam libertadas, e os jogadores que ainda estivessem vivos e tentando decifrar os enigmas seriam forçados a sair.

Claro, havia uma segunda opção. Se ela não os destruísse, o jogo continuaria para sempre; os jogadores entrariam normalmente e, ao mesmo tempo em que mais almas seriam presas, mais pessoas seriam salvas e libertadas. Agora, Alice detinha o poder absoluto de escolha. Destruir ou não dependia apenas de um pensamento seu.

Alice caiu em um dilema, sem saber qual caminho seguir. Madeirinha olhou confuso para a mulher que antes era tão decidida e que agora hesitava por causa daquela decisão. Ele não aguentou e perguntou:

— Mestra, a escolha é tão difícil assim?

— Muito difícil! — Alice respondeu com seriedade.

Madeirinha disse: — Eu ajudo você a escolher.

— Como?

Madeirinha apontou para os padrões coloridos em seu próprio corpo: — Estas marcas foram as crianças do Jardim de Infância que desenharam em mim. Elas disseram que, mesmo sendo madeira, eu deveria viver feliz. Se elas soubessem que a felicidade delas foi salva pela mestra, com certeza diriam...

Com o toque de Madeirinha, Alice subitamente entendeu o que fazer. Ela o interrompeu e sussurrou: — Obrigada.

Escolher o Madeirinha naquela época fora, de fato, a decisão mais acertada. Se tivesse outra chance, Alice escolheria o Madeirinha novamente, sem hesitar.

— Vamos continuar salvando — Alice decidiu. — Não importa o quão problemático seja, estou disposta.

Afinal, era sua própria escolha; como poderia se arrepender? Alice caminhou em direção às escadas, e a ideia de destruir o servidor dissipou-se. Antes de sair, ela olhou para trás uma última vez: as luzes da sala de máquinas não haviam se apagado. Na cadeira central, parecia haver alguém sentado, sorrindo para ela.

Alice curvou os olhos em um sorriso relutante: — Adeus, minha outra eu.

Ao voltar para o quarto andar, a porta da Área Vermelha ainda estava aberta. Porém, o idoso de roupas vermelhas havia sumido. Alice ia descer as escadas, mas antes que pudesse se mover, viu Branca encarando-a com uma expressão terrível.

— Paciente 0721 — disse Branca friamente. — Você violou as regras.

— Eu sei — respondeu Alice.

Branca repetiu o Manual do Paciente pela milésima vez: — Sair do quarto após o apagar das luzes resulta na inclusão na "Lista de Não Cooperativos". Amanhã, você receberá o "Tratamento Especial".

Alice não fez menção de se explicar, aceitando o interrogatório da enfermeira-chefe com naturalidade.

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— Tudo bem.

A enfermeira-chefe silenciou; era raro encontrar alguém tão obediente.

Se todos fossem assim, eu não precisaria me esforçar tanto, seria tão bom

, Branca resmungou mentalmente. Quando voltou a si, Alice estava a apenas um braço de distância dela.

— Você já parou para pensar que também está presa aqui?

— O que quer dizer com isso?

— Você foi do primeiro grupo de jogadores, não foi? — disse Alice. — Há vinte anos, você estava aqui, vestindo o pijama de paciente, exatamente como eu. Foi porque você foi "tratada" vezes demais que acabou ficando assim. Mas você ainda tem memórias, não tem?

Branca, que antes se sentia satisfeita com a obediência de Alice, agora queria retirar o que pensara.

— Você se lembra de tudo lá fora. Lembra que já foi humana. — Alice continuou avançando, encurralando Branca, que foi forçada a recuar.

— Como... como você sabe?

— Porque eu vi o 0001 lá embaixo, e ele me contou.

A enfermeira-chefe ficou desorientada, e seu corpo começou a mudar. Aqueles olhos totalmente brancos, milagrosamente, ganharam pupilas. A pele de porcelana começou a recuperar o rubor típico de um ser humano normal. Branca sentiu a diferença em seu corpo e olhou para as próprias mãos. Não eram mais lisas e sem marcas; haviam voltado a ser exatamente como as de um humano comum.

— Eu... eu me lembrei...

Alice não teve uma grande reação, como se já esperasse por aquilo. Perguntou calmamente: — Qual é o seu nome?

— Bai... Bai Zhi... — respondeu ela, com uma excitação impossível de esconder. — Meu nome é Bai Zhi...

Depois de tantos anos, finalmente ela voltara ao normal. Só Bai Zhi sabia quanto tempo esperara por aquele dia.

— Bai Zhi, você quer ir embora?

Ela olhou com lágrimas nos olhos: — É possível?

— É, mas não agora. Esperaremos até eu libertar todas as almas presas, e então iremos juntas.

Bai Zhi assentiu, sem contestar. Ela esperara vinte anos; depois de duas décadas, alguns dias a mais não importavam.

Quando Alice voltou para a ala dos quartos no primeiro andar, a noite já estava quase terminando. No corredor, a garota que usava fones de ouvido desde o início estava encostada na parede, como se esperasse por alguém. Alice quis ignorá-la, mas ao passar, a garota a interpelou.

— Onde você estava?

— Não tenho obrigação de te dizer onde vou, tenho?

Quem disse que uma pessoa precisa dar satisfações de cada saída? Além disso, para Alice, a garota era uma estranha.

— Você não quer saber quem eu sou?

— Não — Alice respondeu prontamente.

Contudo, a garota não pretendia desistir. Ela tirou os fones rapidamente, ignorou a resposta de Alice e apresentou-se por conta própria:

— Meu nome é Lin Wanwan. Vim para te ajudar.

— Me ajudar? Ajudar em quê? Eu não preciso!

Lin Wanwan ignorou as últimas palavras de Alice mais uma vez: — Sim, você conhece o Song Yewang, certo? Foi ele quem me mandou.

Ao ouvir esse nome, a expressão de impaciência de Alice foi substituída por uma emoção indefinível.

— Ele não morreu completamente — disse Lin Wanwan sem rodeios.

Dito isso, ela tirou algo do bolso e entregou a Alice. Era uma foto. Na imagem, duas pessoas estavam no telhado, abraçadas pelos ombros, sorrindo para a câmera. Eram Alice e Song Yewang. A mão de Alice apertou a foto levemente; era a mesma que ela vira antes.

— Olhe com cuidado — alertou Lin Wanwan. — Não notou nada de errado?

Acontece que Alice era péssima em encontrar detalhes em imagens. Procurou por vários minutos e não achou nada. Lin Wanwan, perdendo a paciência, apontou com o dedo para o canto superior esquerdo da foto.

— Aqui, cabeça de vento! Como você não viu isso?

Ora Alice parecia um gênio por completar cenários sozinha, ora parecia uma tonta por não achar um detalhe daqueles! Alice estreitou os olhos e viu que, onde Lin Wanwan apontava, havia outra pessoa. Parecia uma garota.

Alice apontou para Lin Wanwan: — Você...

— Sou a irmã dele — Lin Wanwan antecipou, enfatizando o final. — Irmã de sangue.

Em seguida, Lin Wanwan retomou o assunto principal:

— Ele mandou te dizer: no próximo cenário, ele estará esperando por você.

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