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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 103: O Primeiro Grupo de Jogadores a Entrar no Jogo

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Um homem com músculos bem definidos avançou alguns passos de forma agressiva e perguntou com voz grave: — Você é aquela "Mulher de Sangue"?

Alice admitiu abertamente com um sorriso radiante: — Sou.

Ao ouvir isso, o homem musculoso cerrou os punhos e lançou um enigma proposital: — Meu irmão morreu num cenário. Você sabe como ele morreu?

Alice balançou a cabeça: — Não sei.

— Eu vi pelas câmeras de monitoramento. Ele foi brutalmente despedaçado por uma entidade. Você estava lá e matou a criatura.

Ela inclinou a cabeça, olhando para o homem com incompreensão.

E daí?

Subitamente, os punhos do homem relaxaram e a fúria em seu olhar foi substituída por gratidão. Ele curvou-se apressadamente diante de Alice. Os outros observavam a cena sem entender nada. Que tipo de reviravolta era aquela?

O homem estendeu a mão solenemente e disse: — Obrigado.

Alice fixou o olhar naquela mão e a apertou levemente. No segundo seguinte, ela começou a ouvir os sussurros incessantes ao redor.

— É ela mesma, a Mulher de Sangue.

— Ela salvou muita gente.

— Não se esqueçam, ela também já matou muitos.

No meio da multidão, alguém rebateu: — Não foi ela quem os matou.

Alice soltou a mão dele e voltou a sentar-se na cadeira. Branca, com um sorriso no rosto, varreu o grupo com o olhar e disse em tom suave: — Parece que todos já conhecem esta paciente. A terapia de hoje termina aqui. À tarde, teremos atividades livres. Por favor, explorem bem o local.

Dito isso, Branca saiu sem olhar para trás. As discussões não pararam por causa disso, mas Alice não se deu ao trabalho de ouvir e retirou-se.

— Mestra, você não se importa com eles?

Madeirinha ouvira claramente as ofensas e insultos misturados às conversas dos jogadores; eram palavras horríveis.

Alice riu com desdém: — Mulher de fibra não briga com gente miúda.

O que eles diziam era problema deles. A língua pertencia a eles; mesmo que ela se importasse, não poderia calar a boca de todos. Em vez de perder tempo e energia discutindo, era melhor fazer algo útil.

Duas da tarde, horário de atividade livre. Alice caminhava vagarosamente pelo sanatório, explorando andar por andar. Ela deu uma olhada rápida no mapa de distribuição do prédio. O primeiro andar abrigava a ala dos quartos, o refeitório e a sala de terapia coletiva. O segundo andar era a área de tratamento; todas as portas exibiam placas de "Entrada Proibida". O terceiro andar tinha apenas um escritório, cuja porta estava trancada. O mapa indicava a existência de um quarto andar, mas não mostrava o que havia nele.

Movida pela curiosidade, Alice decidiu subir as escadas. Precisava descobrir qual segredo o quarto andar escondia.

— Mestra, você vai mesmo?

— Claro que vou. Por que não iria? Não tenho nada melhor para fazer mesmo.

Alice acelerou o passo, quase correndo, mas estancou subitamente na entrada do quarto andar. Aquele lugar era completamente diferente dos outros. A porta no fim do corredor não era branca, mas de um vermelho vivo. Nela, havia uma placa:

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【ÁREA VERMELHA, ENTRADA PROIBIDA】

.

Alice viu de longe que a porta estava entreaberta. Ao entrar, deparou-se com um corredor longo e branco, como os de baixo. Porém, nas portas laterais, havia numerações diferentes. "0721" era o quarto de Alice. Ali, os números eram 0720, 0719, decrescendo conforme avançava.

Ao olhar para frente, Alice viu uma pessoa vestindo um pijama de paciente vermelho, de costas para ela, imóvel. O alerta de Alice disparou; ela se lembrou da regra que dizia para se afastar imediatamente ao ver alguém de vermelho. Geralmente, o que as regras proíbem é perigoso. Contudo, Alice resolveu fazer o oposto e aproximou-se cautelosamente. Ela queria ver quem era aquela pessoa tão temível.

Quando estava a apenas cinco metros, a figura virou-se subitamente. Alice parou. Observando com atenção, viu que era um idoso de cabelos brancos e rosto profundamente enrugado. Alice fingiu baixar a guarda diante dele; pensara ser alguém perigoso, mas era apenas um velho frágil.

O idoso fundia-se perfeitamente com a arquitetura ao redor, pois suas pupilas também eram brancas, exatamente como as da enfermeira-chefe Branca.

— Você veio.

Ele exibiu um sorriso bondoso, com uma voz acolhedora, como a de um velho amigo que não se via há anos. Alice escolheu permanecer em silêncio até entender a situação.

— Esperei muito por você.

— Por mim?

— Para que viesse perguntar — continuou ele, mantendo o sorriso. — Perguntar o que acontece neste sanatório, o que há nos remédios que dão a vocês, perguntar... — Ele fez uma pausa proposital e deu um passo vacilante em direção a Alice. — Perguntar como o jogo começou.

Como ele saberia disso? Até então, Alice acreditava que apenas ela e Song Yewang entendiam os meandros do jogo, e isso baseado no que Song Yewang lhe contara. Como aquele idoso saberia? Será que Song Yewang também falara com ele?

Alice franziu a testa, desconfiada: — Você sabe?

O idoso riu, mostrando a falta de dois dentes frontais.

— Eu sei, porque fui do primeiro grupo de jogadores.

Ele apontou para o distintivo em seu peito.

【PACIENTE DO SANATÓRIO】

【NOME: ???】

【Nº: 0001】

Sem nome? Alice ficou surpresa. O idoso começou a relatar sua experiência com seriedade: — Há vinte anos, entrei no primeiro cenário. Naquela época não havia regras, não havia dicas, não havia nada. Tínhamos que descobrir tudo sozinhos. — Em resumo, vida e morte dependiam inteiramente da sorte.

— E qual foi o resultado dessa descoberta?

— O resultado? — Ele soltou um riso amargo. — O resultado é que estou aqui há vinte anos. Para ser honesto, este sanatório é o "núcleo" de todo o jogo. Os dados de todos os cenários estão armazenados aqui. — Ele apontou para o chão. — Logo aqui embaixo.

— Embaixo de quê?

— No subsolo. No terceiro nível subterrâneo há uma sala de máquinas. Lá está guardado o código-fonte do jogo. Se conseguir entrar, saberá de tudo.

E também poderia acabar com o jogo? Se fosse verdade, Alice estava disposta a encerrar aquilo. Ela já estava farta desse jogo e dessa farsa interminável.

— Como eu entro?

O idoso apontou para outra porta no fim do corredor. Aquela porta também era vermelha, mas a única diferença era que possuía uma fechadura eletrônica por senha.

— Qual é a senha?

Sem a senha, como ela entraria? Antes que o idoso pudesse responder, seu corpo começou a desaparecer misteriosamente. Percebendo que ele estava sumindo, Alice perguntou ansiosa: — Não suma ainda! Pelo menos me diga a senha antes!

— O tempo acabou — ele não respondeu, apenas acenou em despedida. — Até a próxima.

Assim que terminou de falar, a silhueta do idoso desapareceu de vista. Alice desabafou: — Sempre contam as coisas pela metade. Podia ter dito a senha ao menos.

Ela ficou ali parada, com um olhar de resignação. Mas não importava; se o velho não falara, ela tinha a

【Precognição】

. Ao fechar os olhos, viu claramente qual era a senha.

Era o número do quarto dela.

Por quê? Embora não entendesse o motivo de ser o seu número de quarto, a única vontade de Alice no momento era descer.

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