localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 102: Só o que não se imagina, não o que não se faz

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 102: Só o que não se imagina, não o que não se faz

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Alice respondeu com um "está bem" indiferente. Só depois de confirmar que os outros jogadores haviam se afastado é que ela empurrou a porta e entrou. O espaço interno não era grande nem pequeno; todos os móveis eram brancos. A única diferença era a ausência de janelas.

Alice sentou-se na cama. O colchão macio na aparência era duro como uma tábua de madeira. Madeirinha espiou de seu bolso e comentou baixinho:

— Mestra, este lugar é muito opressivo.

— Hum.

— Estou com um pouco de medo.

— Medo de quê?

— Medo de ficar aqui muito tempo e acabar ficando branco também.

Madeirinha não era mais de uma cor de madeira pura. Desde que saíram do Jardim de Infância do Movimento Perpétuo, surgiram em seu corpo algumas linhas coloridas que não saíam por mais que ele se lavasse. Alice simplesmente ignorou, pensando que, ao menos, ele estava diferente e não tinha uma cor monótona.

— Você não vai ficar branco — consolou Alice. — Você tem cores.

Madeirinha olhou para as linhas coloridas em seu próprio corpo e piscou os olhos.

— Sério?

— Sério.

Madeirinha sorriu animado e encolheu-se satisfeito dentro do bolso.

Alice, seguindo o velho costume, começou a revistar o quarto. Debaixo da cama estava vazio, o guarda-roupa também. Quando ia continuar a inspeção em outros lugares, pelo canto do olho notou uma marca sutil na base do armário:

【Não acredite neles】.

Eles? Quem seriam "eles"?

Ela tentou abrir a gaveta da mesa, mas não conseguiu; estava trancada. Alice sacou habilmente o seu clipe de papel universal e, com facilidade, abriu a fechadura da gaveta. A primeira gaveta, como sempre, não tinha nada. Ao abrir a segunda, encontrou um diário.

Ao ver o diário, Alice ficou sem palavras. O motivo era que a capa do diário também era branca.

— Por que tudo é branco? Eles odeiam outras cores ou o quê? — reclamou em voz alta. Era exatamente como o Jardim de Infância do último mundo de jogo, que era todo cinza. Um cinza e um branco; formariam um belo par.

Apesar disso, Alice abriu a primeira página para ler. A caligrafia na primeira página era trêmula e torta, a ponto de alguém pensar que o autor sofria de Parkinson.

【Primeiro dia: entrei. Aqui tudo é branco. Eles disseram que eu teria alta em três dias. Eu acreditei.】

【Segundo dia: descobri que há algo errado com os remédios. Depois de tomá-los, comecei a não lembrar bem das coisas. Esqueci o que comi ontem e quem eu vi.】

【Terceiro dia: vi uma pessoa vestida de vermelho sorrindo para mim. Quando contei à enfermeira, ela não acreditou, mas eu vi claramente com meus próprios olhos que ela estava sorrindo.】

【Eu contei: estou aqui há sete dias, mas a enfermeira insiste que hoje é o terceiro dia.】

【Não, eu contei errado. Há um risco na parede que fiz no primeiro dia, especificamente para registrar meu tempo aqui. Agora há dez riscos, o que significa que estou aqui há dez dias.】

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【Sei que não vou conseguir sair. Se você encontrar este diário, lembre-se: não acredite neles, não tome o remédio, não durma, não—】

Ao folhear mais, o restante estava em branco. O diário terminava ali. Até que, ao chegar na última página, Alice percebeu vestígios de páginas arrancadas, restando apenas um pedaço de borda residual.

Alice fixou o olhar nas linhas de texto e a 【Precognição】 surgiu. O dono do diário estava parado na porta da "Área Vermelha", vestindo um pijama de paciente vermelho e acenando para frente. O rosto, como de costume, estava borrado.

Acontecera assim várias vezes seguidas; Alice suspeitava se era proposital para não deixá-la ver o rosto com clareza. Dito isso, aquele rosto lhe dava uma sensação de familiaridade.

A premonição terminou. Alice fechou o diário, colocou-o de volta na gaveta e trancou-a novamente, esperando que o próximo "escolhido pelo destino" o encontrasse. Após confirmar que o quarto era seguro, ela bateu as mãos e deitou-se de qualquer jeito na cama, encarando o teto branco.

Três dias? Não, poderiam ser trinta dias, trezentos dias ou até três mil anos. Enquanto não se pudesse sair, o tempo não teria sentido. Ela afastou todos os pensamentos da mente e fechou os olhos para descansar. No bolso, Madeirinha a admirava genuinamente; como ela conseguia dormir num ambiente desses? Será que não tinha medo de que uma entidade invadisse o quarto de repente?

Uma hora depois, as batidas na porta soaram como combinado.

— Hora do café da manhã — a voz límpida de Branca veio de fora.

Alice lavou o rosto e saiu para seguir os outros pacientes em direção ao refeitório. Como esperado, a cor do refeitório também era branca. Mesas brancas, cadeiras brancas, bandejas brancas. Eles mal conseguiam aceitar isso, mas comida branca? Os jogadores tinham coragem de olhar, mas não de comer.

Alice olhou para o que havia em seu prato: mingau branco, pães cozidos no vapor (mantou) brancos e conservas brancas. Embora não desse apetite, contanto que enchesse a barriga, estava bom. Sem as preocupações dos outros jogadores, ela pegou a tigela e provou o mingau com grandes colheradas. Mastigou algumas vezes; não tinha gosto.

O estranho era que, na 【Precognição】, ela viu que havia algo dentro do mingau. Todos os que terminavam de comer o mingau ficavam com o olhar inexplicavelmente vago. Esqueciam quem eram, por que vieram para cá e há quanto tempo estavam ali.

Alice pousou a colher e limpou a boca, observando os outros. Alguns, vendo que ela parecia bem, pensaram erroneamente que não havia nada no mingau e começaram a comer vorazmente, repetindo tigela após tigela, sem perceber que seus olhares se tornavam gradualmente vazios. Outros ainda hesitavam. Uma garota de fones de ouvido comia enquanto balançava a cabeça, parecendo não se importar. Um homem gordo comia suando frio.

— Não vai comer? — Branca perguntou, parada atrás da grávida.

A grávida virou-se e, por algum motivo, ao ver os olhos de Branca, sentiu um aperto no coração. Fingindo calma, disse: — Não estou com fome.

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— Todos devem comer.

Grávida: — A regra diz "tome pontualmente a Poção de Recuperação", não diz "deve comer o café da manhã".

Branca piscou; não esperava que ela se lembrasse desse detalhe.

— A Poção de Recuperação está no mingau.

— Eu não preciso de recuperação.

Branca silenciou. Parou de forçar a situação e disse friamente:

— Paciente 0721, incluída na "Lista de Não Cooperativos". Hoje, após o apagar das luzes, permaneça no quarto e não saia.

Ao lado, Alice ouviu e curvou o canto da boca. Ameaça? Ela já ouvira muitas. A grávida provavelmente obedeceria; afinal, havia uma vida em seu ventre.

Às nove da manhã, na sala de terapia coletiva. Era um quarto branco imenso, com um círculo de cadeiras brancas no centro.

— Por favor, sentem-se — convidou Branca com cortesia.

Os doze jogadores foram forçados a sentar em círculo. Branca parou no centro, segurando um controle remoto.

— A terapia coletiva de hoje é... — disse ela enquanto apertava o botão — Compartilhamento de Memória.

— Memórias podem ser compartilhadas?

— Não esqueça que isso é um jogo, não o mundo real. Só o que você não imagina é que eles não fazem.

— É verdade.

Mal as palavras foram ditas, uma tela branca na parede acendeu-se subitamente. Na tela, a imagem mostrava ruínas. Terra calcinada, construções despedaçadas, metal retorcido e inúmeros cadáveres espalhados. Com apenas um olhar, Alice reconheceu o lugar.

Estação Alvorada. A estação final do mundo de jogo anterior.

Os jogadores mortos jaziam no chão, com os olhos vazios encarando o céu. E, no centro da imagem, estava uma pessoa coberta de sangue. Era a própria Alice.

A Alice da tela levantou a cabeça e sorriu para a câmera. A imagem congelou naquele instante.

Branca perguntou:

— Por favor, paciente Alice, você reconhece esta pessoa?

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