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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 98: Famosa no Mundo Inteiro

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Alice entrou no vagão com passos pesados, escolheu um assento na janela e sentou-se, encarando o exterior com um olhar vago. O vagão estava vazio, muito mais desolado do que no início da viagem.

Madeirinha, pousado em seu ombro, roçou o rosto nela com cautela: — Mestra, você está bem?

O estado mental dela parecia um pouco fora do normal. Alice sentia um misto de emoções; dizer que estava triste não parecia exato. Afinal, completar um cenário era motivo de alegria, por que estaria triste? Mas, por outro lado, sentia o coração pesado, sem ânimo para nada. Ela sabia apenas que o jogo ainda não terminara. A próxima estação ainda a esperava.

Enquanto isso, no mundo real, o enorme telão da praça central interrompeu subitamente toda a programação normal. A imagem chuviscou e transformou-se em estática. O fenômeno atraiu imediatamente a atenção dos pedestres.

— O que houve?

— Deve ser alguma transmissão do mundo do jogo.

Um senhor idoso concordou: — Acho provável, da última vez que transmitiram imagens de lá, começou assim.

No segundo seguinte, os chuviscos deram lugar a uma cena banhada em sangue. Na imagem, sob os pés de uma pessoa coberta de sangue, jaziam inúmeros cadáveres espalhados. Alguns estavam mutilados, outros irreconhecíveis e alguns ainda sofriam espasmos leves. A multidão entrou em choque.

— O que é aquilo?

— Um ataque terrorista?!

— Chamem a polícia! Rápido!

— Chamar a polícia para quê? Isso é no mundo do jogo, você acha que eles podem fazer algo?

— É verdade, quase esqueci desse detalhe.

Conforme a câmera dava um close, o rosto da pessoa tornou-se nítido. Era uma face delicada, aparentando recém-chegada à vida adulta, com um sorriso estranho nos lábios. Ela levantou a cabeça, como se soubesse que estava sendo observada, e encarou os milhares de olhos do lado de fora da tela.

— Não tenham medo, eles não são humanos.

— Fui eu quem os matou, mas saibam que, antes de eu matá-los, eles já tinham deixado de ser gente.

Fora da tela, houve quem gritasse de pavor e quem cobrisse os olhos dos filhos para evitar a cena sangrenta. Outros, indiferentes, sacaram os celulares para filmar e postar nas redes sociais. Alice continuava sorrindo dentro da tela. Aos olhos deles, o sorriso dela era mais assustador do que o chão repleto de corpos. Se não tivesse um rosto humano, pensariam que ela era uma entidade assassina implacável.

— Vejam a próxima rodada, serão bem-vindos — convidou Alice com entusiasmo.

A imagem foi cortada abruptamente, mergulhando a praça em pânico. Eles temiam que, quando a Alice da tela voltasse, ela se vingasse da sociedade. Houve até quem começasse a praguejar, torcendo para que ela não completasse o cenário e ficasse presa lá para sempre.

No mundo do jogo, Alice olhava impassível para as legendas que flutuavam no ar:

【Cenário 'Trem Expresso da Meia-Noite' concluído】

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【Jogadores sobreviventes: 1/8】

【Estado do jogador: Valores emocionais anormais, recomenda-se descanso】

【Novo acréscimo: Avaliação de impacto no mundo real — Pânico em larga escala. Iniciando plano de contingência para limpeza de memória】

【Motivo da falha do plano: Detectado que a imagem foi retransmitida simultaneamente por 47 países】

【Resultado da avaliação: Memória irreversível】

【Mensagem do sistema: Parabéns, você conseguiu o que queria. Ficou famosa.】

E era uma fama global.

【Alice: Jogadora de Nível Médio】

【Pontuação de desempenho: 30/100】

Madeirinha perguntou, confuso: — Mestra, por que você disse aquelas coisas na tela? Isso é criar inimigos de graça. Vão te xingar muito.

— Eu queria que eles soubessem.

— Soubessem o quê?

— Que este mundo não tem apenas o lado que eles veem. Que saibam que há pessoas morrendo no lugar deles.

Ela esperava que eles entendessem que alguém, com a própria morte, estava garantindo a eles uma chance de sobrevivência.

— Mestra, você mudou. Parece que se importa com cada vez mais coisas.

Embora ainda mantivesse sua postura de ceticismo e não confiasse em ninguém, em algum momento ela começara a se importar. Importar-se com os jogadores mortos. Com os rostos que viraram estrelas. Com o amigo que desaparecera. Alice soltou um "hum" abafado, admitindo. Ao mesmo tempo, sabia que era perigoso. Quanto mais se importa, mais preocupações surgem. Mas ela não conseguia evitar!

O trem avançava sem pressa. Onde seria a próxima parada? Ela não sabia, mas queria encontrar a resposta definitiva. E então, ver aquela pessoa mais uma vez.

Ao retornar ao mundo real, o dia ainda não havia amanhecido totalmente. Alice estava à porta de casa, vestindo as roupas manchadas de sangue e apertando o clipe de papel deformado. Tinha que admitir: aquele pequeno clipe a ajudara muito em dois cenários. Aquele item era melhor do que o que estava em seu ombro...

Pensando nisso, Alice olhou para Madeirinha, que já estava mergulhado em um sono profundo.

— Que curioso, até um pedaço de madeira consegue dormir — murmurou para si mesma.

A chave girou várias vezes na fechadura antes de abrir. Ao entrar, Alice escorregou pela porta e sentou-se no chão. Madeirinha acordou com o solavanco, pulou do ombro dela para o seu joelho e tocou o rosto dela com sua mãozinha de madeira.

— Mestra.

— Hum.

— Você está bem?

— Hum.

Alice olhou para o teto, e a frase

"Da próxima vez, lembre-se de levar o macarrão"

ecoava em sua mente. Ela fechou os olhos. Naquele momento, todas as memórias voltaram por completo. Dois jovens sentados no telhado, observando as estrelas em harmonia.

Um dizia:

"Se um dia eu morrer, você vai se lembrar de mim?"

O outro respondia:

"Não, minha memória é ruim."

"Então eu te lembro todo dia, pode ser?"

"Pode."

Ao abrir os olhos, eles estavam úmidos.

A boa notícia: ela se lembrou de tudo.

A má notícia: lembrou-se um pouco tarde demais.

Ela esfregou os olhos, controlou as emoções e foi para o banho. Sob a água quente, as crostas de sangue seco derretiam e desciam pelo ralo. Alice encarou o próprio reflexo no espelho; o cansaço era evidente. Ela se perguntava o que as pessoas que a viram no trem estariam pensando agora. Seria ela um demônio? Uma assassina? Uma louca?

Lavou o rosto e deu tapinhas em suas bochechas: — Alice, não é hora de pensar nisso. Você não pode ter preocupações.

Sim, preocupações seriam apenas um fardo. Ela lutava contra os próprios pensamentos negativos. Quando saiu do banho, o dia já estava claro. Alice vestiu roupas limpas e sentou-se no sofá, jogando fora o macarrão frio que ficara na mesa. Não tinha apetite algum. Madeirinha não sabia como consolá-la, então apenas ficou ali, sentado com ela, para que ela sentisse que não estava sozinha.

Toc, toc, toc—

Alguém batia à porta. Alice ignorou.

Toc, toc, toc—

A pessoa insistia, batendo com mais força. Alice continuou imóvel.

Toc, toc, toc—

— Alice, eu sei que você está aí dentro.

Era uma voz masculina. Alice a achou familiar.

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