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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 94: Uma Horda de Entidades?

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Alice completou a frase, dizendo com firmeza em cada palavra: — E então você os matou, os picou, fez uma sopa e os comeu. — Ela apontou para os pedaços de mão no chão e acrescentou: — E este aqui... foi o último serviço?

A mulher de meia-idade assentiu e, logo em seguida, balançou a cabeça freneticamente, explicando com a voz embargada: — Era a minha mãe. Ela estava muito doente, eu apenas a acompanhei em sua última jornada e, sem querer, acabei...

— E então você a picou também?

A mulher baixou a cabeça em sinal de remorso, e as lágrimas escorreram por entre seus dedos. O silêncio foi uma confirmação óbvia.

O homem de terno, que assistia a tudo, não aguentou mais. Independentemente de qualquer coisa, matar era inaceitável; aquilo era um absurdo completo. Ele gritou: — Votem! Votem agora! Vamos colocar essa mulher cruel para fora do trem!

— Isso mesmo! — a jovem de branco rapidamente concordou. — Gente desse tipo não pode ficar no vagão!

Alice varreu o grupo com o olhar; sem exceção, todos assentiam em concordância. Eles não queriam que aquele "tumor" em forma de mulher permanecesse com eles. Precisavam eliminar o perigo pela raiz. Ninguém sabia se ela poderia, a qualquer momento, atacar um deles.

Song Yewang permaneceu em silêncio, sem expressar posição, e ninguém o pressionou. Afinal, a maioria vencia a minoria; mesmo que ele se opusesse, um único voto contrário não faria diferença.

A mulher de meia-idade caiu de joelhos com um baque surdo, o rosto banhado em lágrimas, implorando desesperadamente: — Eu imploro, por favor, não votem em mim! Eu sei que errei, mas eu realmente... eu realmente não conseguia me controlar.

Ela rastejou até Alice, agarrando sua calça em desespero.

— Você... você pode me ajudar, não pode? Você conseguiu voltar ilesa, troque de lugar comigo mais uma vez, por favor?

Alice olhou para ela de cima, sem saber se ria de sua ingenuidade ou de sua tolice. No início, eles não sabiam quem escolher para descer; agora que a imagem fora revelada, tinham a desculpa perfeita para empurrar alguém e evitar serem os escolhidos. Mesmo que Alice quisesse trocar de lugar, era tarde demais. O resultado da votação estava selado; não havia mais volta para o destino daquela mulher.

Através da

【Precognição】

, Alice viu claramente a mulher sendo empurrada para fora do trem, paralisada na plataforma. O corpo dela passava por uma metamorfose drástica, tornando-se liso e de porcelana branca, como os Guardiões. As lágrimas que ela chorava eram negras. Enquanto o trem se afastava, ela repetia incessantemente a mesma frase:

"Eu só queria alguém para jantar comigo"

.

A premonição terminou.

Alice disse: — Não importa se eu voto ou não, mas pensem bem: ao descer, ela vai se tornar aquela coisa. — Ela apontou para o Guardião que esperava na plataforma. — Depois de se transformar, ela não será mais ela mesma. Ao empurrá-la, vocês estão fabricando uma nova entidade com as próprias mãos.

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O homem de terno deu um riso de desprezo. — Ainda assim é melhor do que deixá-la aqui no trem!

A jovem de branco concordou na hora: — Com certeza! Quem garante que ela não vai nos picar no meio da noite?!

Alice não rebateu. Com um sorriso enigmático, disse: — Votem como quiserem. — E voltou calmamente para o seu lugar.

A mulher chorou e implorou, batendo a cabeça no chão diante de cada um deles, tentando desesperadamente fazê-los mudar de ideia. Contudo, foi em vão; eles jamais deixariam passar a chance de se livrar de alguém de forma "justificável".

A votação começou. Como esperado, a mulher de meia-idade recebeu a maioria esmagadora: sete votos. Unanimidade.

A comissária de bordo abriu a porta sorrindo e disse suavemente: — Por favor, o passageiro que desembarca, venha comigo.

A mulher levantou-se, olhando para trás a cada passo. No momento em que cruzou o limite do vagão, seu coração morreu por completo. Ela soltou uma gargalhada histérica, acusando os jogadores:

— Vocês acham que são homens de bem? Errado! Estão redondamente enganados! As atrocidades que vocês cometeram são muito mais cruéis que as minhas! Que direito têm de me julgar?!

A porta se fechou, isolando os insultos da mulher.

— Que horror — disse o homem de terno, massageando o peito como quem acaba de escapar de um desastre.

O trem partiu lentamente. Na plataforma, a mulher permanecia imóvel enquanto seu rosto se transformava exatamente como Alice vira na

【Precognição】

. O trem mergulhou na escuridão, e o vagão caiu em um silêncio profundo. Todos pensavam nas últimas palavras da mulher, trocando olhares de desconfiança mútua.

— Não acreditem no que aquela louca disse, ela só queria nos colocar uns contra os outros — disse a jovem de branco. Imediatamente, alguém concordou: — Isso mesmo, não podemos permitir conflitos internos agora.

Alice ouvia aquelas palavras irônicas e soltou um riso nasal contido.

Falam bonito... espero que na próxima estação continuem tão unidos assim.

— Mestra — Madeirinha sussurrou. — Por que você não... não impediu?

— Impediu o quê?

— A votação.

— E por que eu deveria?

— Ela parecia ser um pouco digna de pena?

Alice virou-se para ele e disse com frieza: — Pessoas dignas de pena existem aos montes. Ela matou mais de dez pessoas; essas sim são as verdadeiras coitadas. — Além disso, com tanta gente sofrendo no mundo, ela deveria sentir pena de cada uma? Às vezes, a compaixão pelos outros é uma crueldade consigo mesma. Madeirinha ficou sem palavras.

Alice acrescentou: — E tem mais: a frase que ela disse depois de descer... não foi algo que eu previ.

Madeirinha estacou. — O quê?

— Exatamente o que eu disse.

Mal as palavras saíram, o trem sacudiu violentamente, muito mais forte que da última vez. As luzes se apagaram novamente. O cenário era familiar; os jogadores, aprendendo com a experiência anterior, perceberam logo que algo ruim estava por vir e tatearam no escuro em busca de abrigo.

Na escuridão, Alice viu pela segunda vez algo se materializar na extremidade do vagão. Diferente da última vez, não era apenas uma silhueta. Uma, duas, três... havia mais de dez. Elas estavam paradas ali, com rostos borrados por névoa negra e buracos profundos no lugar dos olhos.

As luzes piscaram e voltaram ao normal. Alice reconheceu algumas daquelas figuras com apenas um olhar. Os corpos delas coincidiam com as memórias das vítimas da mulher de meia-idade; todos os que ela matara estavam ali, diante deles. Eles estavam ombro a ombro, vigiando cada movimento dos jogadores.

Não! Para ser exato, as entidades fixavam o olhar apenas em um assento vazio. O assento onde a mulher de meia-idade estivera sentada até pouco antes de descer.

Eles estavam procurando por ela?! O pensamento audacioso surgiu na mente de Alice.

— Ela desceu do trem. Vocês não vão encontrá-la aqui.

Obviamente, não fora apenas Alice quem percebera o objetivo delas; os outros também notaram. As entidades não responderam, mantendo o olhar fixo no assento vazio. Sob os olhares tensos e aterrorizados de todos, elas começaram a caminhar em uníssono em direção ao centro do vagão.

O homem de terno gritou: — O que elas vão fazer?!

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