《Não Sou Sua Irmã: O Desejo Proibido》Capítulo 6

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Depois daquele dia, Arthur desapareceu.

Passou uma semana inteira sem voltar para casa, sem ir à empresa e com o celular desligado. Leonardo estava andando em círculos de tanta ansiedade, e meus pais também não escondiam a preocupação.

Eu também estava preocupada.

Embora ele fosse um louco obsessivo, ele ainda era o irmão que eu conheci por toda a vida.

Até que, na sétima noite, recebi uma localização enviada por um número desconhecido. Era uma casa noturna.

Quando cheguei lá, o ambiente no camarote estava pesado, impregnado de fumaça e álcool. Arthur estava sentado no centro do sofá, cercado por um grupo de mulheres fúteis. Mas ele não dava atenção a ninguém; apenas virava um copo atrás do outro. A mesa de centro estava coberta de garrafas vazias.

Ao me ver abrir a porta, o barulho no camarote cessou por um instante. Arthur ergueu os olhos marejados pelo álcool, lançou-me um olhar e soltou um riso de escárnio: "Quem te deixou entrar? Cai fora daqui."

Expulsei todas aquelas pessoas, fechei a porta e caminhei até ele, tomando o copo de sua mão.

"Arthur Silva, você não acha que é meio infantil? Brincando de fugir de casa?"

Arthur encostou-se no sofá. A gravata tinha sido descartada e os três primeiros botões da camisa estavam abertos, revelando uma boa parte de sua pele pálida e fria. Ele olhava para mim de baixo para cima, com um olhar turvo e ardente.

"Alice..."

Ele sussurrou meu nome e, de repente, me puxou com força. Perdi o equilíbrio e caí diretamente em seus braços. O cheiro forte de bebida misturado ao seu perfume característico de cedro me envolveu instantaneamente.

Tentei lutar, mas ele travou minha cintura com um aperto de ferro.

"Não se mexa", ele enterrou o rosto na curva do meu pescoço, com a voz abafada. "Deixe-me ficar assim um pouco."

Naquele momento, senti a sua fragilidade. Aquele homem, que sempre pareceu invencível, agora parecia um cão perdido procurando pela dona.

"Irmão..."

"Não me chame de irmão!" Ele levantou a cabeça bruscamente, com os olhos vermelhos, como se quisesse me devorar. "Alice, você é burra? Ainda não percebeu?"

Meu coração falhou uma batida: "Percebi... o quê?"

Arthur fixou os olhos nos meus lábios, enquanto seus dedos acariciavam minha bochecha. Sua voz estava tão rouca que mal parecia a dele.

"Eu não quero ser seu irmão. Estou farto dessa maldita relação fraternal há muito tempo."

"Sabe o que eu pensei no momento em que descobri que não éramos do mesmo sangue?"

Prendi a respiração, vendo as legendas sobre ele darem spoilers frenéticos:

[Alerta de adrenalina! Momento da confissão!]

[Ele pensou que finalmente poderia te levar para a cama!]

[Aaaaah! Onde está a equipe para empurrar a cabeça dos dois e fazer o beijo acontecer?!]

Arthur curvou o canto da boca, exibindo um sorriso vulnerável:

"Eu pensei: que ótimo. Finalmente não preciso mais carregar o fardo da moralidade e da ética."

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"Alice, faz muito tempo que eu sonho em me casar com você."

Boom!

Foi como se fogos de artifício explodissem na minha cabeça. Embora eu já suspeitasse lá no fundo, ouvir aquilo dele pessoalmente foi tão chocante que meu couro cabeludo formigou.

"Você... você está bêbado", gaguejei, tentando escapar.

"Eu não estou bêbado." Arthur segurou a nuca da minha cabeça, sem me dar qualquer chance de fuga. "Antes você vivia grudada em mim, me provocando... agora quer fugir? Tarde demais."

Ele tirou algo do bolso. Era uma corrente de cintura de prata, muito delicada e sofisticada. Lembrei que, naquele dia no bar, eu tinha comentado que achava atraente o modelo usando uma corrente assim. Não imaginei que ele teria prestado atenção. E muito menos... que compraria uma.

"Você gosta disso?" Ele colocou a corrente na minha mão e guiou meus dedos até a sua cintura. "Coloque em mim, pode ser? Prometa que, de agora em diante, só terá olhos para mim."

Isso era golpe baixo. Um CEO frio e abstêmio, tentando me agradar ao ponto de aprender a usar uma corrente de cintura e implorar pelo meu amor com aquele olhar humilde e obsessivo. Quem conseguiria resistir? Eu, com certeza, não consegui.

"Arthur...", minha voz tremeu.

"Diga, você me quer ou não?", ele se aproximou, com os lábios quase colados aos meus. "Se você ousar dizer que não, eu vou realmente te trancar e não te deixar sair nunca mais."

Olhei para o fundo dos seus olhos e vi o pavor misturado a um amor profundo. As memórias desses vinte anos passaram como um filme na minha mente. Sua indulgência, seu rigor, sua proteção. Na verdade, eu já tinha me acostumado a tê-lo ao meu lado há muito tempo; eu já não conseguia mais viver sem ele.

Aquela dependência, no pânico de descobrir minha origem, já havia se transformado em um sentimento muito mais profundo e complexo.

Fechei os olhos e, por iniciativa própria, enlacei seu pescoço.

"Eu quero."

No segundo seguinte, um beijo tempestuoso caiu sobre mim. Carregava punição, desabafo e, acima de tudo, a euforia delirante de quem recuperou algo que julgava perdido. A iluminação do camarote era fraca e envolvente.

[Parabéns ao casal proibido por finalmente dar o próximo passo!]

[Chuva de flores! Chuva de flores!]

[Será que podemos ter mais detalhes dessa parte que parece conteúdo pago?]

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