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《Quando o Amor Virou Distância》Capítulo 3

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"Você está doente, por que não me avisou?"

No instante em que Lucas me viu, sua expressão mudou completamente e ele correu em minha direção. Seus dedos seguraram meu braço com delicadeza, e sua voz carregava uma angústia que ele não conseguia esconder:

"Como você se machucou assim? Por que não me contou antes?"

Eu soltei uma risada fria:

"Técnica medíocre e ainda joga a culpa no paciente. É esse o nível das enfermeiras deste hospital? Preparem-se para a reclamação formal."

Os olhos de Sophia se encheram de lágrimas e ela mordeu o lábio.

"Senhorita Isabela, eu sei que você me detesta. Uma herdeira de família rica como você jamais entenderia as minhas dificuldades e o quanto eu luto."

"A avaliação para o prêmio de enfermeira padrão está chegando e isso é muito importante para mim. Estou sozinha nesta cidade, sem ninguém com quem contar. Cada centavo eu tenho que ganhar com meu suor, cada passo do meu caminho eu trilhei sozinha..."

Eu a interrompi, impaciente:

"E o que eu tenho a ver com isso?"

Lucas pediu para outra enfermeira trazer gelo e uma toalha, fazendo compressas em meu braço com movimentos suaves. No entanto, as palavras que saíram de sua boca fizeram meu coração esfriar instantaneamente:

"O hematoma vai sumir em no máximo uma semana, não vai deixar cicatriz."

"A técnica dela não é ruim, ela só deve ter ficado nervosa hoje. Se você registrar a queixa, todo o esforço dela terá sido em vão."

"Não é fácil para uma garota lutar sozinha em uma cidade grande, então não dificulte as coisas para ela, seja boazinha."

Sophia limpou as lágrimas com a mão. Seu queixo se ergueu levemente, como se finalmente tivesse recebido um veredito justo.

Antigamente, se eu cortasse o dedo com uma folha de papel, Lucas ficava angustiado por horas. Ele colocava o curativo enquanto reclamava do quanto o papel era afiado. Mas agora, ele sentia pena da pessoa que me machucou.

Apertei meus dedos, sentindo um nó no peito, mas minha voz saiu gélida:

"Chame o diretor. Vou registrar uma queixa contra os dois."

Sophia assumiu uma postura desafiadora:

"Eu assumo o que faço! Não envolva o Doutor Lucas nisso! Mesmo sendo a namorada dele, você não tem o direito de ser tão arrogante!"

Em um gesto de agitação, ela balançou o braço e derrubou o frasco de iodo, que se espalhou inteiramente sobre o meu terno feito sob medida de sessenta mil reais que estava na beira da cama.

Diante do estrago, eu disse pausadamente:

"Essa era a roupa que eu usaria para encontrar um cliente. Você a destruiu."

Sophia paralisou por um segundo, mas logo retrucou com teimosia:

"Se você não estivesse dificultando as coisas para mim e para o Doutor Lucas de propósito, eu não teria deixado cair. No fundo, a culpa é sua."

Peguei meu celular:

"Vá explicar isso para a polícia."

"Espere!"

Sophia virou o rosto, com um tom de generosidade condescendente:

"No fim das contas, o erro foi seu e você sabe disso. Mas você está usando o meu emprego para me ameaçar. Como não tenho tanto poder nem dinheiro quanto você, só me resta aceitar."

"É apenas uma roupa. Eu te pago. Quanto custou?"

Eu a encarei com calma e respondi, enfatizando cada sílaba:

"Sessenta mil."

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