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《Não Haverá Altar para Traidores》Capítulo 8

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Um mês depois.

A audiência do processo de divórcio começou oficialmente. No tribunal, Bernardo estava sentado no banco dos réus. Ele havia emagrecido muito e seu olhar estava vazio. Durante esse mês, ele passou pelo afastamento do cargo, pela destruição de sua reputação e pelo congelamento de seus bens. O médico legista, antes frio e arrogante, agora parecia um animal abandonado. Enquanto isso, Yasmin já havia sido formalmente presa, pois as provas do crime de estelionato eram contundentes.

"Autora, por favor, apresente seus pedidos iniciais", ecoou a voz autoritária do juiz pelo tribunal.

O Dr. Ricardo se levantou.

"Meritíssimo, minha cliente solicita que seja decretado o divórcio entre as partes. Além disso, visto que o réu cometeu faltas graves durante a constância do matrimônio — incluindo, mas não se limitando a adultério, transferência oculta de bens do casal e violência doméstica, que resultou em uma ameaça de aborto da autora — solicitamos que o réu saia sem direito a qualquer bem e que pague à autora uma indenização de dois milhões de reais por danos morais."

Imediatamente, um burburinho começou na plateia. O advogado de defesa de Bernardo se levantou.

"Objeção! As alegações de adultério e violência doméstica feitas pela autora carecem de provas concretas. Quanto à transferência de bens, tratou-se de um empréstimo concedido pelo réu a uma amiga, e não de uma doação."

Ricardo ajustou os óculos.

"Meritíssimo, solicito permissão para reproduzir uma gravação de áudio."

A grande tela do tribunal se acendeu. Aquela gravação feita na sala de autópsia tocou novamente de forma clara. Cada frase de desprezo de Bernardo e cada fala manhosa de Yasmin soaram como bofetadas estaladas no rosto dele. Os olhares de quem assistia à audiência agora eram de puro desprezo por Bernardo.

"Advogado de defesa, tem algo a refutar?", perguntou o juiz.

O advogado secou o suor da testa.

"Isso... isso apenas prova que o réu usou palavras inadequadas, não prova um adultério de fato."

"E quanto a isto?", Ricardo apresentou um documento volumoso. "Este é o depoimento oficial de Yasmin no centro de detenção. Ela admite que manteve um relacionamento extraconjugal com o réu por três anos. Além disso, afirmou que os três milhões transferidos por ele foram explicitamente descritos como 'indenização por perda de juventude' e 'ajuda de custo'."

Bernardo levantou a cabeça bruscamente, encarando o documento.

"Ela está mentindo!", gritou ele, levantando-se de repente. "Foi ela quem me enganou!"

"Ordem!", o juiz bateu o martelo. "Réu, por favor, respeite a disciplina deste tribunal."

Bernardo desabou de volta na cadeira. Ele jamais imaginaria que sua "florzinha pura", a quem ele tanto protegera, o venderia sem hesitar para tentar reduzir a própria pena.

"Meritíssimo, tenho uma última prova", Ricardo apresentou um laudo médico. "Este é o registro médico da autora apresentando ameaça de aborto após ser empurrada pelo réu. Cruzando esses dados com as imagens de segurança do lado de fora do escritório, o comportamento violento do réu fica evidente."

A cadeia de evidências estava completa. O advogado de Bernardo não tinha mais o que dizer.

O tribunal entrou em recesso. No corredor, Bernardo me barrou.

"Larissa", sua voz tremia. "Eu errei."

Ele caiu de joelhos na minha frente.

"Eu sei que errei, não devia ter me deixado cegar por aquela mulher. Pelo nosso tempo de casados, por favor, me deixe uma saída."

Olhei para ele de cima. Para o homem que antes tinha nojo até de me olhar, e que agora estava como um cão implorando aos meus pés.

"Uma saída?", ironizei. "Quando você me empurrou e foi embora com a Yasmin, pensou em me deixar alguma saída?"

"Eu juro que não sabia que você estava grávida", Bernardo chorava copiosamente. "Se eu soubesse, jamais teria feito aquilo."

"Sim, você teria", respondi calmamente. "Porque, no seu coração, eu nunca serei mais importante do que o seu orgulho e a sua falsa superioridade. Bernardo, assine os papéis. Não me faça sentir que você perdeu até o último pingo de dignidade."

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