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《Não Haverá Altar para Traidores》Capítulo 5

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O cheiro de desinfetante invadiu minhas narinas. Abri os olhos e a primeira coisa que vi foi o teto pálido do hospital.

"Dra. Larissa, você finalmente acordou", disse Tiago, meu assistente, de pé ao lado da cama com os olhos avermelhados.

"O bebê...", levei a mão ao ventre instintivamente.

"O médico disse que você chegou a tempo. Ele foi salvo", Tiago limpou uma lágrima. "Mas a senhora precisa de repouso absoluto na cama e não pode sofrer mais nenhum estresse".

Soltei um longo suspiro de alívio. Graças a Deus ele foi salvo. Ele era meu único trunfo agora.

"Onde está o Bernardo?", perguntei com a voz rouca.

A expressão de Tiago tornou-se indignada. "O Sr. Bernardo está... no quarto ao lado acompanhando a Yasmin". "Ela disse que ficou horrorizada com o susto e precisa de observação hospitalar".

Soltei uma risada fria. "Vá e chame o meu advogado".

Meia hora depois, o Dr. Ricardo entrou no quarto. "Dra. Larissa, a senhora me chamou".

"Dr. Ricardo, quero entrar com o pedido de divórcio", eu disse, encostada no travesseiro com uma calma aterradora. "Não quero apenas o divórcio; quero que o Bernardo saia sem um centavo no bolso".

Ricardo ajeitou os óculos. "Dra. Larissa, de acordo com a lei atual, é muito difícil fazer com que o marido saia de mãos vazias, a menos que haja evidências concretas de transferência ilegal de bens ou falta grave".

"Eu tenho as provas", entreguei o celular a ele. "Aqui estão todos os registros de transferências que ele fez para a Yasmin, totalizando mais de três milhões". "E também a gravação da câmera do carro onde ele admite a traição".

Ricardo analisou os dados rapidamente e seus olhos brilharam. "Essas provas são fortíssimas", ele assentiu. "Se provarmos que esse dinheiro é patrimônio comum do casal, poderemos recuperá-lo".

"Não é o suficiente", eu disse, olhando pela janela. "Quero que ele perca a reputação e seja arruinado".

Nesse momento, a porta do quarto se abriu. Bernardo entrou carregando uma cesta de frutas. Ao ver Ricardo, ele parou bruscamente. "O que o Dr. Ricardo faz aqui?", perguntou ele, franzindo a testa.

"Sr. Bernardo", Ricardo levantou-se e entregou um cartão de visitas. "Sou o advogado da Sra. Larissa. Este é o rascunho do acordo de divórcio, por favor, analise-o".

O rosto de Bernardo ficou lívido instantaneamente. "Divórcio!", ele me encarou fixamente. "Larissa, que tipo de joguinho você está fazendo agora?"

"Não tem problema se não quiser assinar", olhei para ele. "Nos vemos no tribunal".

Bernardo caminhou até a cama e bateu a cesta de frutas sobre o armário. "Você quer se divorciar de mim por causa de um porta-retrato quebrado?", disse ele entre dentes. "Larissa, será que você pode parar de ser tão irracional?"

"Irracional", encarei aquele rosto arrogante. "Bernardo, você me empurrou e quase me fez perder o bebê, e você chama isso de ser irracional?"

O olhar de Bernardo vacilou por um instante. "Eu não fiz por querer", ele justificou. "Além disso, a Yasmin também estava com dores e eu tive que cuidar dela primeiro".

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"Cuidando do filho dos outros e ignorando o seu próprio sangue", debochei. "Bernardo, você é realmente um grande santo".

Bernardo levantou a cabeça bruscamente. "O que você quer dizer com isso?"

"Exatamente o que eu disse", tirei um documento debaixo do travesseiro e joguei no rosto dele. "Veja com seus próprios olhos que tipo de lixo é essa sua preciosa 'florzinha pura'".

Bernardo pegou o documento por puro reflexo. Ao abrir a primeira página, sua expressão mudou completamente. Era o relatório do exame pré-natal da Yasmin.

"Isso é impossível", as mãos dele começaram a tremer. "A Yasmin me disse que eu era o único homem dela".

"Você mesmo é legista, não consegue ler as datas no papel?", perguntei com desprezo. "Quando ela engravidou, você estava viajando a trabalho".

Bernardo encarava o relatório como se quisesse abrir um buraco no papel. "Isso deve ser falso!", ele gritou de repente para mim. "Larissa, para me forçar ao divórcio, você chegou ao ponto de falsificar algo assim para caluniar a Yasmin!"

Ao ver seu estado histérico, senti apenas pena. "Dr. Ricardo, por favor, mostre a ele também os registros de hotéis da Yasmin".

Ricardo tirou uma pilha de papéis da pasta e entregou a Bernardo. "Sr. Bernardo, estes são os registros de hotéis da Srta. Yasmin nos últimos três anos, com detalhes sobre os acompanhantes".

Bernardo arrancou os papéis e começou a folhear página por página. Sua respiração ficou ofegante e seu rosto passou de pálido a cadavérico.

"Impossível... absolutamente impossível...", ele murmurava para si mesmo.

"Já que você não acredita, vamos chamar a polícia", apertei o botão de chamada de emergência ao lado da cama. "A Yasmin é suspeita de estelionato contra o nosso patrimônio comum, envolvendo uma quantia de três milhões". "Dr. Bernardo, adivinhe em quem a polícia vai acreditar: em você ou nestas provas?"

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