localização atual: Novela Mágica Moderno Não Haverá Altar para Traidores Capítulo 1

《Não Haverá Altar para Traidores》Capítulo 1

PUBLICIDADE

Através da sincronização na nuvem da câmera do painel do carro, ouvi meu marido — o legista frio e distante que se orgulha de sua "limpeza obsessiva" — mimando docemente sua amiga de infância na sala de autópsia, enquanto ela vestia meu vestido de noiva de alta costura.

"Tome cuidado para não sujar. Larissa gastou uma fortuna nisso, então encare apenas como um empréstimo para matar sua vontade", disse ele.

Yasmin respondeu com uma voz manhosa: "Mas se ela souber que eu usei, será que vai ficar com nojo?"

Bernardo soltou uma risada de desprezo: "Aquela mulher de negócios imunda pelo cheiro do dinheiro não é digna de um branco tão puro."

Olhando para o teste de gravidez que acabara de confirmar meu estado no celular, liguei calmamente para a loja de noivas.

"Podem picar o vestido. Não vou mais me casar."

......

"Leve este casaco para a lavanderia a seco. Não use a máquina de casa, está com um cheiro estranho", disse Bernardo, jogando o sobretudo com odor de formalina sobre o sofá.

Enquanto tirava seus óculos de armação dourada, ele limpava os dedos repetidamente com um lenço desinfetante.

"Que cheiro?", perguntei, sentada na outra ponta do sofá, apertando aquele papel fino do exame entre os dedos.

"Cheiro da sala de autópsia, o que mais seria?", Bernardo franziu a testa.

Ele me olhou com aquele habitual ar de superioridade.

"Larissa, o que há com você hoje? Por que perguntar uma bobagem dessas?"

Eu me levantei, caminhei até o sobretudo e me inclinei para cheirá-lo.

Além do odor pungente de desinfetante, havia um perfume doce e barato impregnado na gola. Era exatamente a mesma fragrância popular que Yasmin sempre exibia em suas redes sociais.

"Esse perfume também é cortesia do cadáver na sala de autópsia?", questioni, encarando-o.

O movimento de Bernardo ao limpar as mãos parou bruscamente. Ele amassou o lenço e o jogou na lixeira.

"Lá vem você com suas paranoias de novo", ele disse, com o tom de voz ficando gélido. "Recebemos um caso hoje, uma mulher jovem que usava um perfume muito forte. Larissa, pare de projetar esse seu olhar desconfiado do mundo dos negócios no meu trabalho."

Olhei para aquele rosto frio e austero. Se não fosse pela gravação da câmera do carro, eu provavelmente teria acreditado em seu discurso cheio de integridade.

"Entendo", eu disse, pegando o sobretudo e estendendo-o em sua direção. "E essa falecida, por acaso, também vestiu meu vestido de noiva antes de morrer?"

As pupilas de Bernardo se contraíram instantaneamente, mas ele recuperou a compostura rápido demais.

"O que você quer dizer com isso?"

"Exatamente o que eu disse." Fixei meus olhos nos dele. "A loja de noivas me ligou hoje dizendo que meu vestido foi sujo, que havia fluidos desconhecidos na barra da saia."

O pomo de Adão de Bernardo subiu e desceu.

"Deve ter sido algum funcionário descuidado. Peça o reembolso a eles em vez de descontar sua raiva em mim", ele respondeu, virando as costas para ir em direção ao banheiro.

PUBLICIDADE

"Bernardo, eu deixei o vestido no porta-malas do seu carro para que você o levasse para a manutenção no caminho", falei para suas costas.

Ele parou de caminhar.

"Eu esqueci", ele disse, sem se virar. "Estive muito ocupado nesses dois dias, deve ter encostado em algo dentro do carro. É só uma roupa, precisa ser tão mesquinha?"

Mesquinha. Dei uma risada amarga.

"Foi um vestido artesanal que encomendei da França por oitocentos mil reais. E para você, é 'só uma roupa'?"

Bernardo se virou, com o rosto transbordando impaciência.

"Larissa, será que você não consegue passar três frases sem mencionar dinheiro? Existe algo além de cifrões nessa sua cabeça?" Ele continuou: "Não é à toa que a Yasmin diz que você fede a dinheiro. Estar perto de você é sufocante."

Finalmente, ele pronunciou o nome dela. Senti como se meu coração fosse esmagado por uma mão invisível.

"Foi o que a Yasmin disse?", caminhei passo a passo até ele. "Então, você foi vê-la pelas minhas costas."

Um lampejo de pânico cruzou o olhar de Bernardo, mas foi rapidamente substituído pela fúria.

"Ela veio me procurar no departamento hoje. Estava mal e eu, como amigo, dei algum apoio. Larissa, não seja tão sórdida. Eu e a Yasmin crescemos juntos. Se tivéssemos algo, teria acontecido há muito tempo. Você acha que sobraria espaço para você?"

"Sobraria espaço para mim", repeti mentalmente. Amassei o teste de gravidez na palma da mão com toda a minha força.

"Se vocês são tão inocentes, por que ela estava vestindo o meu vestido de noiva?", pressionei.

O rosto de Bernardo ficou lívido.

"Você está me investigando!", ele rosnou, entre dentes. "Larissa, você teve a audácia de mandar alguém me seguir?"

"Eu não segui ninguém, foi a câmera do..."

"Chega!", Bernardo me interrompeu bruscamente. "Você está completamente irracional."

Ele caminhou a passos largos até o hall de entrada e pegou as chaves do carro.

"Vou dormir no quarto de hóspedes. Aproveite para se acalmar."

A porta foi batida com força. Fiquei parada ali, encarando a sala vazia.

A tela do meu celular acendeu. Era uma mensagem de Yasmin no WhatsApp. Uma foto dela vestindo o vestido branco, sob a luz fria da sala de autópsia.

A legenda dizia: "Algumas coisas, mesmo que você possa comprar, não significa que seja digna delas."

Fixei os olhos na foto e meus dedos digitaram rapidamente:

"Você tem razão. Eu realmente tenho nojo de usar o que já passou pelo corpo de outra pessoa."

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia