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《O Erro Fatal do Capitão》Capítulo 3

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Por todos esses anos, acreditei que ele me amava de verdade e que cumpriria sua promessa. Relembrando a cena de instantes atrás, meu olhar tornou-se gélido.

Caminhei até um orelhão e disquei o número dele. Tocou repetidamente até que ele finalmente atendeu, com a voz levemente ofegante: — Estou ocupado agora, é urgente?

Respirei fundo e, usando todas as minhas forças, consegui dizer: — Lucca, você tem certeza de que entregou o nosso relatório de casamento?

Houve uma pausa de alguns segundos antes de ele responder: — Claro que sim. Vamos nos casar logo após o Ano Novo. Você está ansiosa demais...

— Lucca — eu o interrompi, com uma voz assustadoramente calma — eu quero assinar os papéis na base militar.

O silêncio reinou do outro lado. Após um momento, ele disse: — Não é muito prático fazer isso na base. Vamos apenas realizar a cerimônia em casa primeiro.

Ao ouvir aquilo, soltei uma risada amarga.

— Você seria capaz de me trair?

Ao fazer essa pergunta, senti como se meu coração fosse parar. Lembrei-me do dia em que ele me pediu em casamento, num inverno como este, ajoelhado na neve com seu uniforme impecável e uma aliança na mão. Ele disse que jamais me abandonaria. Eu acreditei que ele seria meu porto seguro até o fim. Mas e agora?

— Sâmia, não imagine coisas. Estarei de volta logo, querida.

Ele não respondeu diretamente. Logo em seguida, ouvi um som sugestivo ao fundo e Lucca desligou apressadamente, dando uma desculpa qualquer.

Fiquei ali, imóvel, até meu corpo ficar dormente. Não sei quanto tempo passou, mas logo duas figuras familiares surgiram na porta da pousada. Lucca abraçava Viviane, que vestia o casaco militar dele, rindo radiante com o rosto iluminado pelo prazer. Até o cabelo sempre perfeito de Lucca estava levemente bagunçado.

Eles conversavam e riam, íntimos, sem notar minha presença nas sombras. Viviane ficou na ponta dos pés, deu um beijo no rosto dele e disse manhosa: — Depois de amanhã você não pode ir atrás da Sâmia, ouviu bem?

Lucca baixou a cabeça e concordou suavemente: — Está bem, farei o que você quiser.

Viviane sorriu vitoriosa e seguiu com ele em direção ao jipe estacionado perto da rodoviária. Foi nesse momento que eu avancei rapidamente.

Ao ouvirem os passos, Lucca e Viviane se viraram. Ao reconhecer meu rosto, o sorriso de Viviane congelou instantaneamente. Lucca soltou imediatamente a cintura dela.

— Sâmia, o que faz aqui?

Ele mantinha aquela fachada calma, sem um pingo de pânico no rosto. Olhei para ele e, incapaz de conter a fúria, dei-lhe um tapa estalado no rosto sem dizer uma única palavra. Viviane imediatamente se colocou à frente dele, gritando comigo: — Sâmia, o que pensa que está fazendo? Você enlouqueceu?

Ela levantou a mão para me bater, mas Lucca a segurou com força: — Não encoste nela!

Viviane olhou para ele incrédula. Sem dar tempo para ela falar, Lucca, agora com o rosto pálido e a voz trêmula, aproximou-se de mim: — Sâmia... o que você viu?

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— Escute, não importa o que você viu, nosso casamento continua de pé.

Ao ouvir aquilo, não consegui evitar uma risada carregada de sarcasmo: — De pé? Lucca, case-se com quem você quiser. Entre nós, tudo acabou definitivamente.

Dito isso, virei as costas e saí. O vento gelado cortava meu rosto como lâminas de gelo ferindo a carne, mas eu não sentia dor física; apenas aquele vazio no peito, uma agonia que me deixava desnorteada. Caminhei com passos vacilantes enquanto os gritos dele ficavam para trás, cada vez mais distantes. Eu não olhei — nem ousaria olhar — para trás.

Antes, eu achava que a voz de Lucca era o som mais doce do mundo, fosse em seus conselhos gentis ou em seus confortos suaves; ela sempre me trazia paz. Mas agora, aquela frase "o casamento continua de pé" só me causava náuseas. Ele provavelmente achava que, enquanto não desistisse, eu acabaria cedendo, chorando e gritando até perdoá-lo, como sempre.

Cheguei em casa e meus pais não estavam; deviam ter ido à feira comprar mantimentos para as festas. A casa estava silenciosa. Lugares que antes transbordavam vida e aconchego agora pareciam apenas frios. Sentei-me no sofá, encarando o porta-retrato na parede: nossa foto juntos. Ele, em seu uniforme militar, me olhava com ternura, enquanto eu segurava seu braço com um sorriso radiante.

Levantei-me, arranquei a foto da parede e a estilhacei no chão com toda a minha força. Os cacos de vidro se espalharam por todo lado, exatamente como o nosso suposto amor "inquebrável", que se partiu ao primeiro toque da realidade. Todos aqueles anos de dedicação, todos os dias de espera... tudo se transformou em uma piada cruel num piscar de olhos.

Meu celular tocou. Era Lucca. Nem sequer olhei; apenas recusei a chamada, desliguei o aparelho e o joguei de lado. Eu não queria mais ouvir a voz dele, não queria mais nenhum vínculo.

Não sei quanto tempo fiquei ali sentada até ouvir o som da chave na fechadura. Meus pais voltaram carregando sacolas cheias. Ao ver o vidro quebrado no chão e meus olhos inchados e vermelhos, minha mãe largou tudo e correu até mim: — Sâmia, o que aconteceu? O que houve, minha filha?

Toda a emoção contida explodiu no momento em que a vi. Desabei em seus braços, chorando compulsivamente. — Mãe... o Lucca... ele me traiu.

Meus pais paralisaram. Meu pai franziu o cenho, incrédulo: — O que você está dizendo? O Lucca não faria isso. Não seria um mal-entendido?

Para eles, Lucca sempre foi o rapaz íntegro e confiável em quem depositavam toda a fé para cuidar do meu futuro. Enxuguei as lágrimas e contei tudo, detalhe por detalhe: o que vi na rodoviária e o que ouvi naquele telefonema. Enquanto falava, as lágrimas voltavam a cair. Minha mãe me abraçava apertado, tentando me consolar, enquanto o rosto do meu pai escurecia em fúria. Ele deu um soco no braço do sofá: — Aquele ingrato! Nós o criamos como um filho para isso!

Nesse momento, alguém bateu à porta. Não era difícil adivinhar quem era. Meu pai se levantou para abrir. Lucca estava parado ali, envolto pelo ar frio da noite. Ao me ver, seus olhos transbordaram desespero: — Sâmia, me deixe explicar.

— Não há nada para explicar — interrompeu meu pai, bloqueando a entrada com uma voz gélida. — Lucca, nossa família nunca te faltou com nada. Já que você foi capaz de tamanha baixeza, não procure mais a Sâmia. Esse casamento acabou.

Lucca empalideceu, tentou desviar do meu pai e vir em minha direção: — Sâmia, a pessoa que eu amo de verdade é você. Me dê só mais uma chance, por favor!

Olhei para ele, mas não senti mais o frio na barriga de antes, apenas uma decepção profunda e gélida. — Lucca, as coisas que você disse a ela no telefone, os beijos na rodoviária, o relatório de casamento com o nome dela... com que cara você me pede uma chance?

Ele emudeceu, desviando o olhar por um segundo antes de tentar novamente, com firmeza: — Sâmia, eu juro que isso nunca mais vai acontecer. Por favor, não me deixe.

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