《A Substituta do CEO: Mentiras e Desejos》Capítulo 14

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Capítulo 14

Do outro lado da linha, Henrique parecia estar em reunião, com ruídos de fundo barulhentos. Sem pensar muito, ele respondeu casualmente: "Faça como quiser."

Dito isso, desligou.

Paola ouviu o sinal de ocupado com um sorriso vitorioso e gélido nos lábios vermelhos.

"Ouviram?" Ela guardou o celular e indicou com o queixo para os seguranças que limpavam o local. "Vão, chamem alguém para trocar as fechaduras. Quero que todo e qualquer vestígio pertencente àquela vadia seja limpo completamente, sem sobrar nada!"

Um mês após o casamento, a família Furtado realizou uma grande reunião familiar. Durante o jantar, entre taças de vinho, o assunto dos mais velhos naturalmente recaiu sobre os recém-casados.

A mãe de Paola segurava a mão dela, dizendo sorridente para Henrique: "Henrique, você e a Paola já estão casados há um mês, quando pretendem ter um filho? Enquanto nossos velhos ossos ainda aguentam, podemos ajudar a cuidar."

Outros parentes concordaram, com olhares alternando entre Henrique e Paola, cheios de expectativa. Paola imediatamente fingiu timidez, com o rosto corado, encostando-se no ombro de Henrique com uma voz melosa: "Mãe~ o que é isso! Nós... nós estamos nos esforçando~"

Ao dizer isso, ela levantou o rosto, olhando amorosamente para Henrique, enquanto seus dedos deslizavam suavemente na palma da mão dele. Henrique sentiu o corpo enrijecer por um instante. Ele manteve um sorriso social, brindou aos mais velhos e disse algumas palavras vagas para desconversar.

Mas apenas ele sabia que, no momento em que Paola se encostou e mencionou um "filho", o que surgiu em seu coração não foi expectativa, mas uma rejeição inexplicável.

Naquela noite, de volta ao quarto nupcial.

Paola claramente levou a sério as palavras dos mais velhos, ou melhor, já tinha tudo planejado. Ela tomou banho e vestiu uma camisola de renda preta extremamente provocante, passou um perfume sedutor e aproximou-se de Henrique, que desfazia o nó da gravata.

"Henrique..." Ela beijava o pescoço dele, enquanto as mãos exploravam sob a camisa, com uma voz sedutora: "Eu perguntei ao médico hoje, ele disse que... minha recuperação está ótima, já posso. Eu fiz tanto por você, você não quer... me possuir de verdade?"

Henrique sentiu a respiração travar. Os beijos de Paola eram intensos e suas mãos o provocavam com habilidade. Henrique fechou os olhos, tentando corresponder.

Entretanto, quando o clima esquentou e Paola soltou gemidos de desejo, guiando-o, outro rosto surgiu de forma incontrolável e nítida na mente de Henrique.

Ainda era Clarice. Eram suas bochechas levemente coradas no momento da paixão, seus soluços contidos quando não aguentava mais, a forma como ela se encolhia em seus braços depois, dormindo com total confiança... E até mesmo aquela última vez, na cama do hospital, olhando para ele com olhos sem vida e dizendo "Eu já sei de tudo".

Henrique abriu os olhos bruscamente, como se tivesse se queimado, interrompendo todos os movimentos e afastando-se de Paola.

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"Henrique?" Paola abriu os olhos insatisfeita, com o desejo ainda presente, mas agora misturado com confusão e uma sutil insegurança. "O que houve?"

Henrique arquejava, com suor frio brotando na testa. Olhando para Paola, com seu rosto sofisticado e olhar expectante, aquela rejeição avassaladora e o sentimento de vazio o atingiram novamente.

Ele levantou-se, vestiu o robe e disse com a voz extremamente rouca e apressada: "Lembrei de um e-mail internacional importantíssimo que precisa de resposta agora. Durma primeiro."

Dito isso, ele quase fugiu para o escritório, trancando a porta por dentro. Deixou Paola sozinha, desalinhada na cama bagunçada, com o desejo dando lugar ao choque, humilhação e uma raiva gélida que começava a se espalhar.

O escritório estava às escuras. Henrique encostou-se na porta fria, escorregando lentamente até sentar no chão. Na escuridão, cobriu o rosto com as mãos, com o coração batendo forte — não por desejo, mas por uma percepção que o apavorava.

Por quê? Por que diante de Paola ele sempre pensava em Clarice? Por que, mesmo amando Paola e estando disposto a tudo por ela, seu corpo sentia tamanha repulsa por ela?

E Clarice... aquela mulher que ele definira como ferramenta e nunca pusera no coração, agora era como um fantasma, invadindo seus pensamentos e até... controlando suas reações físicas?

A tela do celular brilhou fracamente na escuridão, mostrando o sorriso radiante de Paola. Henrique encarou aquela imagem, sentindo pela primeira vez uma profunda confusão e uma dúvida que ele próprio não queria admitir.

No dia seguinte, Henrique chamou seu assistente.

"Vá investigar o que a Clarice tem feito ultimamente", ordenou ele em seu tom habitual, mas com uma tensão quase imperceptível.

O assistente estranhou, mas obedeceu prontamente: "Sim, Sr. Henrique."

Duas horas depois, o assistente retornou com cautela: "Senhor, descobri. A Senhorita Clarice... pediu demissão oficial do Hospital Municipal há um mês. Atualmente... não conseguimos contato."

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