《A Substituta do CEO: Mentiras e Desejos》Capítulo 12

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Capítulo 12

Meio mês após o casamento, uma negociação crucial de fusão internacional entrou em sua fase final.

A videoconferência durou das oito da noite até as três da manhã, quando ambas as partes finalmente fecharam todos os detalhes.

Henrique massageou as têmporas latejantes, com um cansaço impossível de esconder nos olhos.

"Sr. Henrique, para onde vamos?" perguntou o motorista pelo retrovisor, em tom respeitoso.

Henrique encostou-se no banco, de olhos fechados. A primeira coisa que lhe veio à mente foi aquela cobertura luxuosa, porém fria, onde Paola provavelmente o esperava para reclamar de sua demora.

Um sentimento súbito de rejeição tomou conta dele.

Ele silenciou por alguns segundos e, ao falar, sua voz carregava uma rouquidão que ele mesmo não percebia e uma expectativa sutil.

"Para a mansão de West Hill."

Era o lugar onde ele e Clarice viveram após o "casamento". Embora ele não fosse para lá com frequência, havia uma governanta fixa e ele depositava mensalmente uma quantia generosa para o sustento de Clarice no cartão adicional dela.

O carro seguiu para o oeste da cidade na quietude da madrugada. Ao chegar à mansão, passava das quatro da manhã.

Toda a propriedade estava mergulhada na escuridão, sem um único ponto de luz, parecendo uma fera silenciosa sob o manto da noite.

Henrique franziu o cenho. Àquela hora, a governanta deveria estar dormindo, mas Clarice... ela sempre deixava uma luz acesa para ele no hall de entrada.

A sensação de estranheza voltou. Ele digitou a senha.

Beep — click.

A porta abriu.

Um ar abafado de lugar desabitado o atingiu, misturado com um leve cheiro de poeira. Henrique acendeu a luz, e o brilho repentino o fez apertar os olhos.

A sala de estar surgiu diante dele.

Estava estranhamente arrumada, ou melhor, vazia.

Ele lembrava que, quando Clarice estava lá, a sala não era bagunçada, mas sempre havia vestígios de vida. Uma manta de tricô feita por ela sobre o sofá, revistas médicas lidas pela metade na mesa de centro, vasos de plantas vibrantes na janela e, talvez em algum canto, os brinquedos de Bobi.

Mas agora, não havia nada.

As capas do sofá estavam perfeitamente alinhadas, a mesa de centro brilhava de limpeza, o parapeito da janela estava deserto. Todo o espaço era limpo e gélido, como um apartamento decorado de imobiliária, sem alma e sem qualquer vestígio de Clarice.

O coração de Henrique afundou.

Ele subiu as escadas apressadamente em direção ao quarto principal. Ao abrir a porta, o quarto também parecia excessivamente impecável. Na cama imensa onde tantas vezes se envolveram, os lençóis estavam esticados sem uma única dobra.

Ele abriu o closet. Seus ternos e camisas caros estavam pendurados em ordem de cor e estilo, ocupando quase todo o espaço. Ao lado, onde deveria estar a parte de Clarice, o armário estava quase vazio; restavam apenas algumas peças de roupas velhas em tons opacos e cortes simples, penduradas solitárias como objetos esquecidos.

Ele foi ao banheiro.

A escova de dentes rosa e o copo dela haviam sumido. Na bancada, todos aqueles frascos de produtos de pele desapareceram. No toalheiro, restava apenas a sua toalha cinza escuro. Até o sabonete líquido e o xampu foram trocados pelos de fragrância amadeirada que ele costumava usar.

Ela se mudou?!

Essa percepção foi como uma agulha minúscula cravada no peito de Henrique, trazendo uma dor aguda e desconhecida. Mas logo, essa dor foi suprimida por uma onda de irritação e um desprezo prepotente.

Outra birra?

Só porque ele se casara com Paola, ela estava protestando dessa forma? Queria que ele fosse implorar para que voltasse?

Hunf

, que infantilidade ridícula.

Ele não lhe dera o suficiente? Uma vida confortável, recursos médicos e até tolerara que ela criasse aquele cachorro. O que mais ela queria?

"Esqueça, daqui a alguns dias, quando terminar as pendências do trabalho, peço ao assistente para resolver isso. Um agrado, um pouco de dinheiro e ela voltará correndo", pensou Henrique.

Afinal, ela o amava tanto, não era?

Com esse pensamento, ele forçou o desconforto para o fundo da mente. Henrique não permaneceu nem mais um minuto naquela mansão gelada; desceu as escadas e partiu em seu carro.

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