《A Substituta do CEO: Mentiras e Desejos》Capítulo 8

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Capítulo 8

"Eu não fiz isso!" Clarice rebateu com a voz rouca, em lágrimas. "O gato fugiu sozinho! Eu não o joguei!"

"Você ainda nega!" Paola chorava ainda mais alto. "Henrique, você tem que fazer justiça por mim! Pelo Floquinho! Ela matou meu gato!"

Henrique abraçou Paola, que tremia de soluçar, e lançou a Clarice um olhar gélido e transbordando de fúria e nojo. "Clarice, eu não achei que você tivesse se tornado tão irracional! A ponto de nem poupar um animal!"

"Eu já disse que não fui eu!" Clarice balançou a cabeça em desespero, apontando para Paola. "Foi ela! Ela mandou os seguranças arrancarem minha roupa! O gato se assustou e fugiu naquela hora!"

"Chega!" Henrique interrompeu-a severamente, sem acreditar em uma única palavra.

Ele a encarou com um olhar impiedoso: "Quem comete um erro deve pagar o preço. Tragam o cachorro dela."

Clarice estremeceu violentamente, com os olhos arregalados de pânico: "Henrique Cavalcante! O que você vai fazer?! Você não pode tocar no Bobi! Não pode!"

Bobi era o Golden Retriever que ela criava há anos. Era doce e obediente, sua única companhia calorosa naqueles anos de solidão. Henrique ignorou completamente seus apelos.

Logo, os seguranças trouxeram Bobi da mansão, que ainda abanava o rabo sem entender o que estava acontecendo.

"Henrique Cavalcante! Não! Eu te imploro! Não machuque o Bobi! Faça o que quiser comigo, mas não toque nele!" Clarice avançou para tentar pegar a coleira, mas foi impedida pelos seguranças.

Henrique olhou para ela com frieza e sentenciou cada palavra de forma cruel: "Olho por olho, dente por dente. O que você fez com o Floquinho, eu farei com o seu cachorro. O que estão esperando? Joguem-no no meio da estrada também."

"NÃO—!!!" Clarice soltou um grito dilacerante, reuniu todas as suas forças para se desvencilhar dos seguranças e correu como louca em direção a Bobi.

Bobi percebeu o perigo e começou a ganir inquieto, olhando para o carro que vinha e para Clarice que corria em sua direção.

"Bobi! Volte! Volte agora!" Clarice gritava tentando alcançá-lo.

Nesse momento, um SUV que saía de uma rua lateral, com a visão obstruída, não viu Bobi ou Clarice tentando protegê-lo. Quando o motorista percebeu, era tarde demais para frear!

"ESTRONDO—!!!"

Um som surdo e aterrorizante ecoou. Clarice sentiu uma força imensa atingir seu corpo. Ela foi arremessada junto com o cachorro em seus braços, e uma dor aguda tomou conta de todo o seu ser. Antes que sua consciência se apagasse totalmente, a última coisa que viu foi o vulto de Henrique abraçando Paola, parado à distância com uma expressão gélida.

...

Quando acordou no hospital novamente, foi despertada por uma dor latente. Clarice abriu os olhos devagar, olhando para o teto vazio. Demorou um pouco para que as memórias voltassem. Bobi... seu Bobi...

Ela lutou para se sentar, queria ver seu cachorro.

"Não procure por ele." A voz fria de Henrique soou ao lado. Ele trouxe um copo de água e o colocou na mesa de cabeceira, com um tom de indiferença e impaciência. "Seu cachorro morreu. Foi atropelado e morreu na hora. Já mandei darem um fim no corpo."

Morto. Bobi estava morto. Seu último refúgio de calor, sua única companhia, também se fora. Morto por ordem daquele homem, jogado sob as rodas de um carro!

Clarice ficou deitada, imóvel, com os olhos muito abertos fixos no teto. As lágrimas pareciam ter secado, nem uma gota caía. Depois de muito tempo, ela virou a cabeça bem devagar para olhar Henrique.

"Henrique Cavalcante," ela começou, com a voz rouca, cada palavra saindo com esforço das profundezas de sua alma. "Eu já sei de tudo."

Henrique parou o que estava fazendo e olhou para ela.

"Eu já sei sobre você e a Paola Furtado."

"Eu já sei que você nunca registrou nosso casamento, que a certidão é falsa."

"Eu já sei que para você, do começo ao fim, eu fui apenas... uma ferramenta para satisfazer seus desejos!"

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