《A Substituta do CEO: Mentiras e Desejos》Capítulo 6

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Capítulo 6

Advertência pública. Suspensão temporária.

Ela salvara inúmeras vidas e dedicara oito anos de trabalho árduo para acabar com essas quatro palavras de humilhação. Enquanto isso, a verdadeira culpada estava em uma suíte VIP, sendo cuidada com todo o zelo por Henrique Cavalcante.

Clarice tentou forçar um sorriso amargo, mas o movimento repuxou os pontos no abdômen, fazendo-a arquejar de dor. Ela não disse nada, apenas fechou os olhos.

Nos dias seguintes, ela aceitou o tratamento em silêncio, comeu em silêncio e suportou a dupla agonia física e psicológica em silêncio. Henrique não apareceu, como se tivesse esquecido completamente sua existência. Melhor assim. Ela nunca mais queria ver aquele homem.

Ela só queria esperar em paz até poder ir embora. Mas, naquela noite, uma sombra saltou subitamente sobre sua cama e tapou sua boca com força!

Clarice arregalou os olhos de terror. Pela luz fraca que vinha da janela, viu o homem sobre ela. Tinha cerca de quarenta anos, barba por fazer e um olhar de loucura e ferocidade. Era o marido de uma paciente que ela operara três meses antes — uma cirurgia de ponte de safena. Na época, a chance de sucesso era de apenas 1%. Ela dera o seu melhor, mas a paciente não resistira.

"Sua maldita! Vagabunda!" O homem ofegava, olhando para ela com ódio, a saliva quase atingindo seu rosto. "Eu vi o aviso do hospital! Eu sabia que minha esposa não tinha morrido por acaso! Foi sua incompetência como médica! Devolva minha esposa! DEVOLVA!"

O homem, cada vez mais agitado, agarrou as mãos de Clarice e as enfiou violentamente dentro da chaleira de água fervente que estava sobre a mesa de cabeceira!

"AH——!!!"

A água escaldante engoliu suas mãos instantaneamente. A pele ficou vermelha, bolhas surgiram e o tecido começou a se soltar em segundos. A dor era tão intensa que Clarice entrou em convulsão, tentando puxar as mãos de volta, mas o homem era forte demais e a mantinha presa.

"Já que você não serve para ser médica e não consegue salvar ninguém, então você não precisa mais dessas mãos amaldiçoadas!"

Clarice estava prestes a desmaiar de dor quando, pelo canto do olho, viu Henrique passando pelo corredor, amparando Paola. Seus olhos brilharam com um último pedido de socorro. Ela olhou para ele, emitindo sons desesperados e roucos.

Me salve... Henrique... me ajude...

Ele viu. Viu as mãos dela sendo queimadas, viu sua luta desesperada, viu o súplica em seus olhos. Ele franziu o cenho e fez menção de entrar no quarto.

"Henrique..." Paola subitamente segurou o ventre, com uma expressão de dor. "Meus pontos... dói tanto..."

Os passos de Henrique pararam. Ele olhou para Paola e depois para Clarice, que gritava e se contorcia no quarto. Hesitou por apenas um segundo e então, amparando Paola, virou as costas e foi embora sem olhar para trás.

A última esperança de Clarice se apagou. A água fervente devorou suas mãos e pulsos; a pele parecia estar sendo cozida e arrancada. A dor a submergiu como um tsunami. Sua visão escureceu totalmente e ela perdeu os sentidos.

Quando acordou novamente, suas mãos estavam cobertas de bandagens. Ela moveu os dedos; ainda havia sensibilidade.

"Suas mãos vão ficar bem", uma voz fria ecoou ao lado.

Clarice virou a cabeça e viu Henrique sentado perto da cama.

"Embora as queimaduras tenham sido graves, o tratamento foi imediato. Você ainda poderá operar no futuro."

Clarice olhou para ele, mas não pronunciou uma palavra. Henrique franziu o cenho e continuou: "O agressor foi contido pelos seguranças e levado para a delegacia. Mas, no fundo, você trouxe esse problema para si mesma. Se não tivesse agido por impulso operando a Paola daquela forma, não teria recebido a advertência do hospital, e o familiar daquela paciente não teria um pretexto para achar que você é incompetente e vir se vingar."

Clarice ouvia em silêncio, sem qualquer expressão, sem mover sequer as pupilas. Henrique, vendo que ela não reagia, parou de falar e começou a desabotoar a própria roupa.

As pupilas de Clarice se contraíram. Ela finalmente falou: "O que... o que você está fazendo?"

Henrique não parou. Tirou o paletó e abriu o cinto. Sua voz era monótona: "O trabalho acumulado na empresa já foi resolvido. Vou ficar aqui para cuidar de você."

Ele se aproximou da cama, inclinou-se sobre ela e sua respiração atingiu o pescoço de Clarice: "Além disso... faz tempo que não ficamos juntos."

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