《A Substituta do CEO: Mentiras e Desejos》Capítulo 3

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O rosto do diretor se iluminou instantaneamente, e ele deu um tapinha no ombro dela: "Ótimo! Maravilhoso! Eu sabia que você não me decepcionaria! Esta é uma oportunidade única na vida! Organize a entrega do seu trabalho nestes próximos dias; o hospital vai ajudar a agilizar o seu visto para que você possa partir o quanto antes!"

"Obrigada, diretor."

Clarice assentiu, forçando um sorriso que parecia mais uma careta de dor, e se virou para sair.

De volta ao seu consultório, ela começou a organizar alguns prontuários e documentos, preparando-se para a transição.

No meio da organização, ouviu vozes de colegas fofocando do lado de fora.

"Meu Deus, eu já vi de tudo! Trabalho neste hospital há cinco anos, já vi reconstrução pélvica pós-parto, já vi vaginoplastia, mas é a primeira vez que vejo uma paciente pedir voluntariamente uma cirurgia de alargamento vaginal!"

"É sério? Por que faria algo assim?"

"Quem sabe! Ouvi dizer que é por causa do noivo dela... parece que ele é absurdamente dotado, um tamanho impressionante. Ela não aguenta, tentou várias vezes e todas falharam por causa da dor terrível. Então ela quer a cirurgia para poder... bem, você entende. Mas a paciente é linda de morrer, parece uma estrela de cinema, dizem que é de família rica e o noivo é ainda mais influente, aquele do Grupo Cavalcante..."

A enfermeira não terminou a frase, mas o nome do Grupo Cavalcante foi como uma agulha perfurando os ouvidos de Clarice.

Instintivamente, ela levantou a cabeça e olhou pela janela de vidro do consultório em direção à sala de ginecologia oposta.

Como era de se esperar, Paola Furtado estava sentada lá.

Nesse exato momento, uma figura familiar apareceu apressada no fim do corredor, caminhando a passos largos em direção à ginecologia.

Era Henrique!

Ele entrou direto na sala de exames, agarrou o pulso de Paola e falou com uma voz que misturava raiva contida e angústia.

"Paola, eu já disse que não permito que você faça esse tipo de cirurgia!"

Paola olhou para ele com os olhos marejados.

"Mas... Henrique, sexo e amor não se separam. Agora que você tem aquela ferramenta, e se... e se você acabar amando ela mais do que a mim?"

O corpo de Henrique ficou visivelmente rígido. Ele olhou para Paola em seus braços com um olhar de uma complexidade que Clarice nunca vira: havia impotência, dor e uma ternura profunda, quase transbordante.

Ele levantou a mão, limpando suavemente as lágrimas no rosto de Paola, e sua voz soou baixa, mas cristalina aos ouvidos de Clarice.

"Paola, ouça bem, eu só amo você..."

"Eu me deito com ela, mas todas as vezes que a possuo, não há uma única vez em que não esteja pensando no seu rosto e lembrando da sua voz."

"Ela é apenas um objeto, eu nunca vou gostar dela."

"Se não fosse por você insistir que eu encontrasse uma ferramenta para me aliviar, eu estaria disposto a ter uma vida platônica com você para sempre!"

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Cada palavra era como um ferro em brasa, marcando cruelmente o coração de Clarice.

Então, toda vez que ele ofegava sobre o corpo dela, estava pensando em outra mulher.

O amor dele por Paola era tão grande que ele preferia uma vida sem sexo apenas para ficar ao lado dela.

E ela, Clarice, nem sequer chegava a ser uma substituta; era apenas um objeto desprezível, permitido por Paola para satisfazer necessidades fisiológicas!

Uma dor lancinante se espalhou por todo o seu ser, mas ela mordeu os lábios com força, sem deixar escapar um único som ou uma única lágrima.

Tremendo, ela baixou a cabeça e continuou a organizar os prontuários, fingindo que não ouvira nem vira nada.

Não se sabe quanto tempo passou antes que a porta do setor fosse aberta abruptamente.

Paola entrou, exibindo o sorriso de uma vencedora.

"Senhorita Clarice, você ouviu o que o Henrique acabou de me dizer, não ouviu? Diga-me, como se sente?"

A mão de Clarice que segurava a caneta hesitou por um segundo, mas ela não levantou a cabeça nem respondeu.

Paola ficou irritada com o silêncio e aumentou o tom de voz: "Estou falando com você, não está ouvindo?"

Clarice permaneceu calada, apenas arquivando um documento de volta na estante.

O silêncio enfureceu Paola completamente.

Ela soltou uma risada fria: "Por que essa pose de santinha? Um objeto de prazer que subiu na vida usando o corpo, realmente acha que é alguém? Eu te aviso, o Henrique nunca vai te amar! Se ele te toca, é apenas..."

"Senhorita Paola," Clarice finalmente levantou a cabeça, interrompendo-a. Sua voz estava calma, mas seu olhar era frio como gelo. "Isto é um hospital, um local de trabalho. Se não tem uma consulta médica, por favor, retire-se e não interrompa o meu serviço."

A calma e a expulsão fizeram Paola sentir uma humilhação profunda.

O rosto de Paola mudou, um brilho de ódio passou por seus olhos e ela pegou um copo de água sobre a mesa, jogando-o com força contra o rosto de Clarice!

"Eu vou acabar com essa sua pose!"

Clarice estava atenta e, ao vê-la se mover, instintivamente se esquivou para o lado!

"Splash—!"

A maior parte da água não atingiu Clarice, mas caiu sobre um monitor de precisão que estava ligado logo atrás dela!

O aparelho estava conectado à energia. A água fria atingiu a carcaça quente e os conectores expostos, gerando um estalo ensurdecedor de curto-circuito, seguido por um estrondo —

Uma bola de fogo explodiu dentro do equipamento, fumaça escura começou a subir e vários fios derretidos saltaram com faíscas!

"Ah—!"

"Explodiu!"

"Saiam daqui!"

Gritos e caos tomaram conta do corredor instantaneamente!

Clarice, que estava mais próxima, foi atingida pela onda de choque e pelas faíscas. Ela sentiu uma dor ardente no braço e no rosto; o impacto a fez cambalear e bater contra a mesa atrás dela, enquanto sua visão escurecia.

No meio da confusão, ela viu um vulto na porta: Henrique havia voltado, com o rosto tomado por um pânico raro.

Seus olhos vasculharam freneticamente a fumaça até pararem em Paola, que estava encolhida no chão, gritando e cobrindo a cabeça.

"Paola!!!"

Sem hesitar um segundo, ele afastou a multidão em pânico, correu até ela, pegou Paola nos braços para protegê-la com o próprio corpo e saiu correndo do consultório enfumaçado sem olhar para trás, desaparecendo no corredor.

Do começo ao fim, ele não dirigiu um único olhar para Clarice, que estava caída no chão, com o braço sangrando e o rosto contorcido de dor.

Era como se ela não existisse.

Como se a vida dela não tivesse a menor importância para ele!

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