localização atual: Novela Mágica Moderno Fantasia A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus Capítulo 88: Em Todo o Trem, Nenhum é Inocente

《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 88: Em Todo o Trem, Nenhum é Inocente

PUBLICIDADE

 

Capítulo 88: Em Todo o Trem, Nenhum é Inocente

— Olá, meu nome é Song Yewang.

Ele estendeu a mão com polidez, deixando clara sua intenção de manter uma convivência amigável com Alice. Embora ela não estivesse muito disposta a dar atenção, retribuiu por cortesia, dizendo o próprio nome: — Alice.

Song Yewang assentiu e voltou a olhar pela janela. — Alice... — sussurrou ele, repetindo o nome. — Um bom nome.

Embora ela não entendesse o que Song Yewang tanto via lá fora, a experiência acumulada nos cenários anteriores dizia a ela que havia algo ali. Alice tinha certeza de que existiam coisas que pessoas comuns não conseguiam enxergar a olho nu.

BUM!

O trem sacudiu inesperadamente. A escuridão do lado de fora dissipou-se gradualmente, dando lugar à claridade. No segundo seguinte, surgiu uma plataforma. Na estação de madeira velha e desgastada, havia uma placa desbotada:

【Primeira Parada · Estação da Memória】

A voz da comissária veio pontualmente da extremidade do vagão: — Chegamos à primeira parada. Por favor, votem em três minutos para escolher o passageiro que irá desembarcar.

A notícia causou um alvoroço instantâneo.

O homem de terno protestou: — Como vamos votar? Nem nos conhecemos!

Votar em qualquer um parecia inadequado e irracional, o que o deixou acuado.

A jovem tentou fingir calma, mas a voz trêmula denunciava seu pânico: — Vamos fazer um sorteio. Sorteio é o mais justo.

— Sorteio? — A mulher de agasalho franziu a testa. — E se você for a sorteada?

— Então... então eu aceito o meu destino.

Se fosse sorteada, seria o fado. Se o próprio céu quisesse que ela descesse, não haveria nada a fazer. Naquela situação, quando algo se tornava inevitável, não havia como mudar ou resolver, restava apenas aceitar.

O idoso falou calmamente: — A regra não diz que devemos votar em quem "menos queremos que fique". Podemos votar em quem mais deseja descer, desde que alguém se voluntarie.

O homem de terno desdenhou, gesticulando com descaso: — É melhor votarmos normalmente. Quem em sã consciência se voluntariaria?

Quem iria querer se tornar uma entidade? Já era difícil completar o cenário, quanto mais se oferecer para sair. Além disso, aquele era o raro "Cenário Final"; completá-lo significava nunca mais entrar no jogo. Ninguém queria estar ali, e só entraram porque a recusa era impossível.

Enquanto o silêncio dominava, uma voz brusca quebrou o clima. Alice parou diante deles e ergueu a mão com naturalidade, voluntariando-se: — Eu voto em mim mesma.

Todos ficaram incrédulos. Realmente havia alguém disposto? A jovem pensou chocada:

"O mundo enlouqueceu de um jeito que eu não reconheço mais"

.

O homem de terno arregalou os olhos: — Você ficou maluca?!

Alice manteve sua calma habitual: — Não. A regra diz que quem desce ganha uma "recompensa exclusiva". Estou apenas curiosa para ver que recompensa é essa.

Se fosse um item útil, valeria a pena descer.

PUBLICIDADE

— Além disso — Alice sorriu com indiferença para o grupo —, sei que estão preocupados comigo, mas não precisam se incomodar.

O vagão mergulhou num silêncio mortal. Uma jovem mãe balançou a mão e rebateu: — Quem disse que estamos preocupados? Nem te conhecemos, não se ache tanto.

Alice ouviu e não disse nada. Deixe que falem o que quiserem; após este jogo, cada um seguiria seu caminho e nunca mais se veriam.

Nos olhares deles, Alice viu choque, desconfiança e uma alegria secreta. Mas ninguém tentou impedi-la. Todos diziam ser impossível alguém se voluntariar, mas, no fundo, todos torciam para que esse alguém aparecesse. Alice percebeu tudo.

Madeirinha sussurrou para ela: — Essas pessoas... nenhuma delas é simples.

O boneco viu claramente: dentro da pasta do homem de terno, havia uma faca suja de sangue. Sob o vestido branco da jovem, escondiam-se inúmeras marcas de agulha — o que ela injetava em si mesma no mundo real? No pote térmico da mulher de agasalho, não havia comida, mas uma mão decepada, ainda fresca e ensanguentada. O livro precioso do idoso parecia uma Bíblia, mas escondia uma lâmina afiada. O celular do jogador de boné não mostrava jogos, mas o monitoramento em tempo real de todos ali. E o bebê no colo da jovem mãe estava quieto demais; não chorava nem respirava — era um feto morto.

Para ser exato: em todo o trem, nenhum era inocente. Alice percebeu que todos se escondiam muito bem, fingindo serem pessoas comuns. Se Madeirinha não pudesse ver através deles, ela quase seria enganada por suas aparências bondosas.

— Agora sim ficou interessante — pensou Alice.

A comissária perguntou: — Ninguém se opõe?

A resposta foi o silêncio absoluto, que gritava a urgência deles em concordar.

— Então está decidido.

Ao confirmarem a escolha, a comissária abriu a porta com um sorriso e fez um gesto de "por favor". Alice saiu do vagão. Assim que seu pé tocou a plataforma, a porta fechou-se com um estrondo apressado. O trem partiu lentamente, mergulhando na escuridão. Alice ficou sozinha na plataforma vazia, observando o trem desaparecer.

Ao se virar, viu alguém parado ali. Era a comissária. Diante da figura que estava no trem um segundo atrás e agora surgia do nada na plataforma, Alice levou um susto, mas logo se acalmou. Afinal, coisas assim eram comuns em jogos. O que seria "estranho" era se isso acontecesse no mundo real.

A comissária não era mais uma entidade de porcelana; parecia uma pessoa viva, igual aos jogadores. Era uma mulher na casa dos quarenta anos, vestindo roupas comuns, com um olhar exausto.

— Quem é você? — perguntou Alice.

— Eu fui uma jogadora do grupo anterior que desceu — explicou ela. — Agora, sou a "Guardiã" desta estação.

Alice assentiu: — Qual é a regra?

— Você deve ficar aqui por uma hora. Depois, poderá embarcar no próximo trem e continuar a jornada.

— Só isso?

A mulher deu um sorriso amargo: — Só isso. Mas fique atenta: durante essa hora, você verá algumas coisas.

— Que coisas?

A mulher evitou a pergunta com silêncio e apontou para uma porta no fim da plataforma. — Entre e você saberá.

Madeirinha agarrou a roupa no ombro de Alice, tentando impedi-la: — Mestra, vamos mesmo entrar lá?

— E o que mais? Se quiser ficar aqui para sempre, posso te deixar agora mesmo.

— Não, não! — protestou o boneco. — Eu fico com a mestra.

Ele forçou um sorriso para fingir que não estava com medo.

Dentro da porta havia um quarto, perfeitamente igual ao do cenário anterior. Alice teve a sensação de que não havia completado o Jardim de Infância. Até que ela olhou pela janela e viu...

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia