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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 86: "Objeto de Observação de Alto Risco"

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Capítulo 86: "Objeto de Observação de Alto Risco"

Ela baixou o olhar para observar o próprio corpo; desde o momento em que saíra, já recuperara sua forma adulta. Ao tocar os bolsos, percebeu que não apenas o clipe de papel estava lá, mas o caco de espelho e as três notas de papel permaneciam intactos.

No pequeno e rígido rosto de madeira do Madeirinha, havia uma expressão nítida de quem acabara de escapar da morte.

— Quem sobrevive a um grande desastre, terá grandes bênçãos! Quem sobrevive a um grande desastre, terá grandes bênçãos! — Madeirinha murmurava repetidamente, como uma prece.

Ela viu que o bracelete preto em seu pulso exibia uma linha de texto:

【Cenário 'Jardim de Infância do Movimento Perpétuo' concluído】

【Jogadores sobreviventes: 5】

【Jogadores mortos: 3 + 1】

"+1 pessoa?" Seria aquele que errara o caminho na

【Precognição】

? Mas ela logo descartou a ideia, pois o nome da pessoa "+1" surgiu no bracelete. Era Zhou Yu, o menino que caminhara voluntariamente até a Diretora. Aquele que, antes de ser devorado, dissera: "Você me deve essa".

Alice não sabia se ele contava como "morte de jogador"; sabia apenas que Zhou Yu fora o único que a fizera pensar que, talvez, ele pudesse não morrer. Mas era apenas um "talvez". Ela puxou a manga para cobrir o bracelete e caminhou decidida em direção à loja de conveniência na esquina.

— Mestra, para onde vamos?

— Comprar macarrão instantâneo. Estou morrendo de fome.

O macarrão de antes de entrar no cenário não fora terminado, e o de antes deste último fora comido às pressas. Saborear um macarrão em paz parecia ter se tornado um grande desafio para ela.

— Mas... você acabou de causar a morte de três pessoas.

— Não fui eu quem causou.

— Mas elas morreram por sua causa...

Alice parou diante da loja de conveniência. O sol batia em seu corpo, trazendo uma sensação morna.

— Madeirinha.

— Hum?

— Você sabe o que significa "preço"?

— É o que se paga para fazer algo? — pensou o boneco.

— Exato — explicou Alice. — As três pessoas que morreram são o "preço" deste cenário, incluindo Zhou Yu.

Enquanto falava, ela entrou na loja e pegou um copo de macarrão da prateleira. Madeirinha perguntou hesitante: — E o que você pagou?

A pergunta veio justo quando Alice terminava de pagar e saía da loja. Ela parou no meio da calçada, abriu o macarrão com brutalidade e despejou a água fervente. O vapor subiu lentamente, embaçando seu rosto.

— O que eu paguei foi o direito de ser odiada.

Ser odiada? Isso conta como pagamento? Alice olhou para o macarrão, e um leve sorriso surgiu em seus lábios.

— Valeu a pena.

Madeirinha ficou confuso, sentindo que jamais entenderia a lógica de sua mestra. Ela parecia não se importar com aquelas pessoas, mas fizera tanto por elas. Podia tê-las ignorado e saído sozinha, mas preferiu ficar para trás para cobrir a retaguarda. Podia ter explicado tudo claramente, mas preferiu deixar que a odiassem. Suas ações eram impossíveis de decifrar.

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— Mestra, que tipo de pessoa você é, afinal?

Alice pegou uma generosa porção de macarrão, soprou e levou à boca. Após mastigar e engolir, respondeu sem pressa: — Uma pessoa viva.

Respondeu, mas não explicou tudo! Alice apertou os olhos; o tempo cinzento não lhe trazia depressão, pelo contrário, ela sorria com entusiasmo.

— Que bom... sobrevivi a mais um cenário. Posso comer meu macarrão de novo.

【AVISO: Alice foi marcada com ódio por todos os jogadores sobreviventes, com gratidão por parte das entidades e rotulada pelo sistema como "Objeto de Observação de Alto Risco"】

【Mensagem do Sistema: Você deixou três pessoas morrerem, uma se sacrificou voluntariamente, dezessete NPCs foram libertados e uma ex-diretora ganhou a liberdade... como fechamos essa conta?】

【Resposta Automática do Sistema: Esquece, você não se importa mesmo.】

【Próximo Cenário: Em 7 dias. Dificuldade: ???】

【Conselho do Sistema: Pare de deixar pessoas morrerem.】

【Complemento do Sistema: Esquece, você com certeza vai fazer de novo.】

Mundo real, em um condomínio.

Qin Zhao estava parado embaixo do prédio segurando Beibei, olhando para uma janela familiar. Era o apartamento de Alice. Ele não sabia por que viera parar ali; assim que saiu do cenário, seus passos o guiaram até este lugar. Talvez quisesse confirmar se ela estava viva. Talvez quisesse lhe dar outro soco. Talvez...

Qin Zhao soltou um longo suspiro, com o coração em turbulência. Ele não sabia que, atrás daquela janela, Alice estava com sua tigela de macarrão, observando-o partir. Se ele subisse para procurá-la, ela seria receptiva. Embora a probabilidade fosse mínima.

Alice continuou comendo em silêncio. Madeirinha seguiu o olhar dela e viu o vulto lá embaixo: — Mestra, por que ele veio?

— Não sei. Provavelmente para ver se eu sou um demônio.

— E você acha que é?

— Talvez eu seja — respondeu ela prontamente.

Madeirinha repetiu a pergunta de antes: — Você está triste?

— Não.

— Por quê?

Alice achava que Madeirinha falava e perguntava demais, mas ela nunca se cansava de responder. Terminou o último gole do caldo e disse: — Porque um demônio é mais forte que um defunto.

Após sair do cenário, Alice levou Madeirinha para continuar sua viagem. Na praia, ela usava biquíni e relaxava em uma espreguiçadeira enquanto bebia algo. Madeirinha, em cima da mesa, sofria.

— Mestra, podemos ir para outro lugar? O sol está muito forte! Vou acabar ficando preto.

Alice adivinhou a preocupação dele: — Relaxa, seu corpo é de madeira, você não bronzeia.

— Mas...

— Se falar mais uma vez, te jogo no mar. Você não afunda mesmo.

Madeirinha baixou as pálpebras, com uma cara de choro. — Mestra malvada.

— Malvada?! — Alice tirou os óculos escuros. — Eu posso ser muito pior, quer experimentar?

Percebendo que ela não estava brincando, Madeirinha balançou a cabeça freneticamente.

Alice ficou na praia até o anoitecer. Madeirinha, forçado a levar sol o dia todo, ficou emburrado e não respondeu aos chamados dela. Alice não pretendia mimá-lo.

— Se não falar comigo, te jogo na lata de lixo.

Madeirinha continuou em silêncio.

Parece que terei que ser drástica!

Alice o pegou e o jogou para o alto, fazendo-o sentir o terror da queda livre em direção a uma lata de lixo fedorenta.

— Mestra, eu errei! — gritou ele antes de cair.

— Errou onde?

— Em tudo!

Alice o resgatou satisfeita. Tinha que impor respeito, senão todos achariam que ela era fácil de manipular. Madeirinha suspirou aliviado.

Pelo menos não me suji...

Pof!

Ao chegarem à porta de casa, o boneco caiu de cara no chão. Alice nem reagiu; seu olhar estava fixo na maçaneta da porta.

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