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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 85: A Chave de Outro Mundo

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Capítulo 85: A Chave de Outro Mundo

Na borda da fenda, o olho gigantesco continuava a encará-la, mas a fúria em seu olhar fora substituída pela perplexidade.

— Por que você não morreu?

Alice respondeu calmamente: — Porque eu não posso morrer.

Sendo assim, o que você poderia fazer contra mim?

— Eu te matei três vezes. Três vezes você voltou à vida.

Como poderia existir algo tão absurdo e bizarro neste mundo?

Alice ergueu a sobrancelha e deu um sorriso leve: — Você contou?

O olho permaneceu em silêncio. Alice, por outro lado, foi a primeira a soltar uma risada: — Venha, vou te mostrar algo ainda mais divertido.

Em seguida, ela ergueu um clipe de papel diante do olho.

— Reconhece isto?

O olho piscou, claramente ignorante sobre o objeto. Alice pronunciou cada palavra pausadamente: — É a chave de outro mundo.

Enquanto arrumava as coisas para viajar, ela encontrara por acaso o clipe de papel perdido debaixo da cama. Pensara em jogá-lo fora, mas não imaginava que ele seria útil mais uma vez.

— Quero que veja o que acontece quando algo de outro mundo é colocado no seu.

O olho estacou; tentou impedir, mas era tarde demais. Com um movimento rápido, ela arremessou o clipe para dentro da fenda, onde ele desapareceu. Pouco depois, a fenda começou a emitir uma luz multicolorida. Vermelho, amarelo, azul, verde... cores vibrantes jorravam da abertura como se uma paleta de tintas tivesse sido derrubada e misturada.

O olho arregalou-se de pavor, incrédulo: — O que... o que você fez?

Alice abriu os braços com indiferença: — Nada demais, apenas misturei as regras de dois mundos. Agora, você é tanto a saída deste cenário quanto a entrada daquele outro.

Uma solução perfeita em que todos ganhavam; ela estava mais do que disposta a ser prestativa e ajudar o próximo. No entanto, o olho não pensava da mesma forma. Se os dois mundos entrassem em colapso e algo terrível acontecesse... Não! Não podia ser assim! Ao perceber a gravidade da situação, o olho começou a se contorcer involuntariamente.

Por fim, sob o olhar triunfante de Alice, ele se transformou em uma porta colorida, exatamente igual à do portão da cerca. Na maçaneta, pendia um bilhete novo:

【Quem entrar deve deixar algo.】

Alice repetiu seu truque: caminhou até lá, arrancou o bilhete, dobrou-o e o guardou no bolso. Era a terceira vez que fazia aquilo; já estava extremamente praticada!

Atrás da porta arco-íris estavam os jogadores humanos que ainda se esforçavam para escalar os blocos. Os jogadores que protegiam o grupo de crianças olhavam para ela boquiabertos, surpresos com suas ações e, ao mesmo tempo, em êxtase por terem finalmente encontrado a saída.

— Você... você... — gaguejou Qin Zhao.

Alice deu um sorriso leve e relaxado: — Estão parados aí por quê? A porta abriu. Vão embora ou querem ficar aqui de vez?

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Ela não se deu ao trabalho de insistir; fizera a sua parte. Se eles iriam ou não, era algo que ela não tinha o direito de interferir, nem interesse em saber. Com esse pensamento, Alice foi a primeira a atravessar a porta sem olhar para trás. Após uma breve hesitação, os outros começaram a segui-la um a um.

A última foi Xiao Nian. Ela parou à porta segurando o coelho Tuan Tuan e olhou para trás, para o lugar que a aprisionara por tanto tempo.

— Tuan Tuan — chamou ela baixinho. — Vamos embora.

Tuan Tuan, aninhada em seus braços, deu um tapinha leve em sua mão com a pata de papel, como se dissesse "sim".

Assim que todos entraram, a porta se fechou silenciosamente e a fenda desapareceu. O ambiente recuperou sua aparência desolada. Lin Yuntang, no topo do castelo, observou o desaparecimento da fenda e sorriu com alívio. Finalmente, poderia descansar em paz, livre do tormento.

— Obrigada — murmurou ela, desaparecendo com um sorriso, como se nunca tivesse existido.

Após cruzar a porta, surgiu um corredor longo, cujas paredes estavam repletas de desenhos infantis, idênticos aos do corredor do jardim de infância. A única diferença era que os animais nos desenhos não viravam a cabeça para observá-los; dormiam tranquilamente.

Xu Zhixing, ofegante, perguntou: — Onde estamos?

— No túnel de saída. No final dele está o mundo exterior.

— Como você sabe?

— Isso você não precisa saber.

Alice fez mistério propositalmente. Falar ou não já não importava mais. Xu Zhixing comprimiu os lábios com uma expressão complexa; percebeu que tinha cada vez mais medo de fazer perguntas a Alice. Ela sempre respondia com outra pergunta ou simplesmente evitava o assunto.

Ah Yuan segurava a mão de Xiao Nian, sua voz carregada de incerteza: — Podemos realmente sair?

Xiao Nian assentiu, abraçando Tuan Tuan com força. — Podemos, porque o irmãozão está aqui.

Ah Yuan não sabia se devia ser grato a Alice ou se devia temê-la. Alice percebeu o olhar dele e deu um sorriso polido. Aquele sorriso fez Ah Yuan sentir um calafrio, desviando os olhos apressadamente. No fim do corredor, surgiu uma porta de madeira comum, sem cores ou decorações. Qin Zhao girou a maçaneta; além dela, havia apenas um vazio branco. Ele estacou, sem entender.

— O que... o que é isso?

Nesse momento, a

【Precognição】

surgiu. Na visão, devido ao mecanismo de derivação do cenário, o grupo entrava no vazio e era dispersado para diferentes saídas do mundo real. Contudo, alguém pegaria a saída errada, caindo em outro cenário e ficando preso em um ciclo eterno.

— Que chato — reclamou Alice em voz baixa. A premonição não mostrava quem seria o jogador a errar o caminho. Ela olhou para trás: cinco jogadores humanos e dezessete NPCs. Apenas um erraria. Quem seria?

Qin Zhao, vendo que ela não se movia, perguntou por instinto: — Por que parou?

— Vão na frente — disse Alice.

— Por quê?

— Eu vou retaguarda.

Qin Zhao a encarou com desconfiança. — O que você está tramando agora?

— Nada demais. Só acho que, no último passo, os outros devem ir primeiro.

Qin Zhao cerrou os lábios.

Que seja!

Alice ficou sozinha à porta, observando-os entrar um por um. Madeirinha perguntou confuso: — Mestra, nós não vamos?

— Vamos, claro que vamos.

Apenas um tolo quereria ficar preso em um cenário. Ela, obviamente, queria partir. Mas antes de ir, ainda tinha uma coisa a fazer.

Madeirinha observou estupefato sua mestra tirar do bolso os dois bilhetes do portão e o da maçaneta. Ela juntou os três papéis e os dobrou no formato de um aviãozinho de papel. Com força, ela o lançou no vazio, onde o avião girou e desapareceu gradualmente.

— O que foi isso?

— Coordenadas. Assim, da próxima vez que eu vier, não vou me perder.

Madeirinha estancou.

Próxima vez? O quê?! Ainda vai ter uma próxima vez?! Não, por favor!

— Você ainda quer voltar? — perguntou ele com a voz cheia de resistência.

— Por enquanto, não sei.

Para a surpresa dela, o vazio não continha nada; era realmente um branco total! Alice seguiu passo a passo a trajetória deixada pelo avião de papel. Conforme avançava, a luz dourada à frente tornava-se cada vez mais forte, obrigando-a a fechar os olhos.

Ao atravessar a saída, Alice já estava na rua. Luz solar, pedestres, trânsito. O ambiente era idêntico ao do mundo real.

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