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《A Noiva Substituta do Magnata》​​​​​​​Capítulo 36: O Preço da Traição

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Capítulo 36: O Preço da Traição

À noite, no apartamento da família Qin.

Bento estava aninhado na ampla cama de casal, segurando a mão de Alice sem querer soltá-la. Arthur estava de braços cruzados, com o cenho profundamente franzido.

— Bento, vá dormir com a vovó.

Bento balançou a cabeça, olhando para o tio com seus grandes olhos redondos e confusos.

— Não quero.

Arthur levou a mão à testa e suspirou. Ele sabia que sua esposa era gentil, adorável e encantadora, mas nunca imaginou que um dia chegaria ao ponto de ter que disputar a atenção dela com uma criança pequena.

— Seja obediente! Vá dormir com a vovó! — Se não fosse seu próprio sobrinho, ele teria vontade de colocar o garoto para fora do quarto.

— Não! Eu quero dormir com a titia! — Bento se encolheu ainda mais nos braços de Alice, com a postura de quem não sairia dali por nada.

Alice ria tanto que sua barriga chegou a doer. Ela acariciou a cabecinha de Bento.

— Deixe o Bento dormir aqui, qual é o problema? Não é?

Arthur sentou-se ao lado, com uma expressão de total descontentamento.

A noite avançou e Bento, exausto de tanto brincar, logo caiu em um sono profundo. Arthur levantou-se, carregou-o até o sofá ao lado e deitou-se finalmente ao lado de Alice. Ela soltou uma risadinha baixa.

— Não acredito... você está com ciúmes de uma criança tão pequena? O que faremos quando tivermos nossos próprios filhos?

Arthur desviou o olhar, ainda levemente emburrado.

— Quando tivermos filhos, eles dormirão no quarto de hóspedes. De qualquer forma, não dormirão no nosso quarto. — Ele beijou suavemente a bochecha de Alice e a envolveu em seus braços. — Durma, querida.

No dia seguinte, Valentina foi ao banco e transferiu a maior parte dos bens em nome de Marcos. O que não pôde ser transferido, ela usou para comprar seguros de vida para o filho; o importante era não deixar nada para aquele traidor. Ela já havia contratado um advogado e entrado oficialmente com o pedido de divórcio, munida de provas robustas da traição.

Quando Marcos e Leticia voltaram da viagem, ele encontrou seu escritório completamente vazio. Até o olhar dos funcionários para ele não era mais de respeito. Ao chegar em casa, percebeu que, além de suas coisas, todos os pertences de Valentina e Bento haviam sumido. E, minutos depois, recebeu a citação judicial do divórcio. Marcos empalideceu e desabou no chão. O medo cresceu em seu peito, e ele correu desesperadamente para a empresa.

No Grupo Lin, Leticia acabara de chegar e encontrou todos os seus pertences jogados na calçada. O olhar de todos ao redor era de puro desprezo. Ela tentava perguntar o que estava acontecendo, mas ninguém respondia; tratavam-na como se fosse invisível. Furiosa, ela foi direto ao gerente do departamento.

— Gerente, por que minhas coisas estão lá fora? Que direito vocês têm de fazer isso?

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O gerente olhou para ela com desdém.

— Você está demitida. Foi uma ordem direta da Dona Valentina.

— Valentina? Que direito ela tem de me demitir? Ela não manda nesta empresa!

O gerente soltou um riso frio.

— Acho que esses dias de folga derreteram seu cérebro. Agora o Grupo Lin é responsabilidade total da Dona Valentina. Você ainda acha que ela não tem direito de te demitir?

— O quê? A empresa está sob a responsabilidade dela? Impossível!

O gerente, sem paciência, empurrou-a para fora da sala. Leticia, com o rosto vermelho de vergonha e raiva, invadiu o escritório de Valentina.

— Dona Valentina! Por que a senhora me demitiu?

Valentina a examinou com um olhar gélido.

— Por quê? Você ainda pergunta por quê? Acho que não preciso mencionar o que houve entre você e o Marcos. Vejo que você gostou muito de ser amante. Já avisei seus pais; eles estão mortos de vergonha da sua conduta e querem cortar relações com você. Ah, e fique atenta às notificações, pois vou processar você judicialmente.

— Me processar? Com que base? Eu e o Marcos nos amamos de verdade!

Valentina lembrou-a friamente:

— Cada centavo que você gastou com o Marcos é patrimônio comum do casal. Você ainda acha que não tenho o direito de te processar?

Leticia tremia de ódio. Já que fora descoberta, resolveu chutar o balde. Ela encarou Valentina com uma expressão distorcida.

— A senhora não sabe que, no amor, não existe amante? A pessoa que não é amada é que é a verdadeira intrusa. Não acha que está perdendo tempo presa a um homem que não a ama?

Valentina sentiu náuseas com aquelas palavras. Um sorriso gélido surgiu em seus lábios.

— Fique tranquila, eu não faço questão de um lixo desses. Vou te dar ele de presente; afinal, um homem cafajeste e uma mulher vulgar formam o par perfeito. Mas eu adoraria saber... se ele ficar sem um centavo, na miséria absoluta, com esse jeito inútil dele, por quanto tempo você ainda vai amá-lo?

Leticia estacou, como se tivesse levado uma paulada na cabeça.

— Explique isso direito! O que quer dizer com "sem um centavo"? Onde você enfiou o dinheiro dele?

Leticia estava com Marcos para desfrutar de uma vida de luxo. Se ele estivesse falido, seus planos estariam arruinados. Valentina olhou para ela como se olhasse para uma idiota.

— Não esqueça que eu e o Marcos temos um filho. E, como ele me traiu, tenho o direito legal de fazer com que ele saia deste casamento sem nada.

A expressão de Leticia congelou. Nesse momento, Marcos entrou na sala. Ele parecia transtornado, sem nada da elegância de antes. Ao vê-lo, Leticia o agarrou como se fosse uma tábua de salvação.

— Marcos! Que bom que você chegou. É verdade o que ela disse? Você vai ficar sem nada?

Marcos tentou empurrá-la, mas ela o segurava com força, em um estado de quase loucura.

— Me responde, Marcos!!

Marcos explodiu e desferiu um tapa violento no rosto dela.

— Cala a boca! Se eu cheguei a esse ponto, a culpa é sua, sua vadia! Saia de perto de mim!

Leticia levou a mão ao rosto, em choque. Aquele era o homem que jurava amá-la, que ontem lhe dizia palavras doces e hoje a agredia sem piedade. Valentina observava a cena de braços cruzados, como quem assiste a uma peça de teatro.

Marcos caiu de joelhos diante de Valentina, esbofeteando a si mesmo. Só agora o arrependimento o atingia de verdade.

— Querida, eu errei! Por favor, me dê mais uma chance! Eu não posso viver sem você, não posso perder o Bento!

Valentina olhou para Marcos, e em seus olhos só havia decepção. Após um longo silêncio, ela falou friamente:

— Você ainda tem coragem de mencionar seu filho? Para o Bento, ter um pai como você é uma vergonha eterna. Se você ainda quiser manter um mínimo de dignidade, assine o divórcio agora. De hoje em diante, o Bento não tem mais nenhuma relação com você.

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