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《A Sobrevivente Imortal: Jogando no Modo Deus》Capítulo 72: O Jardim de Infância do Movimento Perpétuo

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Capítulo 72: O Jardim de Infância do Movimento Perpétuo

— Pai, mãe, este é um brinquedo de uma criança de outro mundo. Ele também perdeu os pais e é mais infeliz do que eu; até a alma dele ficou presa e não conseguia sair. Eu tive um surto de misericórdia e o ajudei a se libertar.

Alice disse com um sorriso radiante: — Se vocês o encontrarem, lembrem-se de cuidar dele por mim. Ele se chama Pequeno Bao, tem sete anos e adora doces.

Assim que terminou de falar, o vento gelado parou subitamente.

Madeirinha disse chocado: — Mestra, a lápide parece estar brilhando.

Alice baixou a cabeça para verificar. Não era ilusão. Sobre os nomes gravados na pedra, emanava uma suave luz dourada. A luz durou três segundos inteiros antes de desaparecer. Alice permaneceu imóvel e disse em voz baixa:

— Pai, mãe, eu estou bem.

— Vocês me ensinaram desde pequena a seguir as regras, a ser bondosa e a agir conforme a consciência. Eu segui, só que o meu jeito de seguir é um pouco torto. Também me esforço para ser bondosa, embora as entidades dos cenários talvez não concordem. Quanto à minha consciência... ela me xinga todo dia, é um saco.

Sua voz estava rouca, e os cantos de sua boca se elevaram lentamente.

— Fiquem tranquilos, eu não vou morrer. Eu tenho o

【Corpo Imortal】

, posso viver por muito, muito tempo. Mas, às vezes, não entendo para que serve viver tanto.

Madeirinha não disse nada; apenas encostou seu pequeno rosto de madeira no pescoço de Alice para confortá-la.

Ao deixarem o cemitério, o céu continuava cinzento, sem sinais de chuva. Antes de partir, Alice fez questão de olhar para trás uma última vez. As lápides cinzas e brancas estavam alinhadas silenciosamente; ao lado do túmulo de seus pais, erguia-se um pinheiro que ela plantara aos doze anos. Hoje, a árvore estava mais alta que uma pessoa.

— Madeirinha.

— Hum?

— Eu sou muito louca no dia a dia?

— Acho que sim — respondeu o boneco com um tom de incerteza.

— Eu sou irritante?

Madeirinha hesitou por um momento: — As entidades dos cenários acham você insuportável, mas eu acho que está tudo bem.

— Por quê?

— Porque, embora a mestra seja louca, você não é má — disse Madeirinha seriamente. — Você salvou o Ah Qing, a viúva Liu, o açougueiro Zhang... você diz que é por "diversão" ou por ser "interessante", mas na verdade... na verdade, você só não quer que eles também percam o lar deles.

Alice ergueu a mão e afagou a cabeça pelada do Madeirinha, soltando um riso de alívio: — Vamos, hora de ir para casa.

— Mestra, o que vamos comer no jantar?

— Não sei, peça um delivery.

— O que eu peço não é gostoso...

— Então faça você mesmo.

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— Eu sou uma escultura de madeira! Não sei cozinhar!

— Então não escolha muito.

As vozes da dupla foram se distanciando. O cemitério recuperou sua atmosfera silenciosa. Na lápide, o gargalo da garrafa de aguardente ainda estava úmido e o cigarro já havia se transformado em cinzas, sopradas suavemente pelo vento. E o pequeno tigre de pano desbotado jazia silencioso diante da pedra; com um olho pendendo por um fio, ele parecia estar sorrindo.

No dia seguinte, Alice sentou-se na cama. Olhou para o lado do travesseiro; Madeirinha ainda dormia, com seu corpo rígido de madeira encolhido em uma bola. Ao abrir a gaveta do criado-mudo, Alice percebeu que o clipe de papel que deixara ali havia desaparecido misteriosamente.

— ...

Ela levantou-se às pressas para vasculhar a mochila. Nada. Procurou nos bolsos das roupas. Ainda nada. Alice sentou-se na beira da cama com um olhar complexo e, de repente, riu.

— Pai, mãe — gritou ela para o quarto vazio. — Roubaram minhas coisas e nem para dar um "oi".

Três dias depois, Alice viajou para uma cidade vizinha a turismo. Ocasionalmente, ouvia as pessoas ao redor comentando sobre parentes que morreram nos cenários, e via muitos chorando baixo. Apesar disso, nada afetava o bom humor de Alice em sua viagem. Infelizmente, no meio do passeio, ela recebeu inoportunamente um convite para um novo cenário.

Madeirinha, que estava se divertindo muito com ela, ficou instantaneamente desanimado ao ver o convite.

— Mestra, o que fazemos? Podemos recusar? — Ele não queria entrar em um cenário e encarar entidades implacáveis de novo. Mas Alice balançou a cabeça:

— Não dá para recusar. Ontem à noite, o sistema revogou meu direito de recusa. Mesmo que eu diga não, serei transportada à força.

Três minutos antes do transporte, Alice estava cozinhando sua segunda tigela de macarrão instantâneo. A anterior tinha virado uma pasta e ela não conseguiu comer. Desta vez, ela esperava conseguir terminar.

— Mestra, o tema deste cenário é "Contos de Fadas" — disse Madeirinha, encarando a panelinha borbulhante.

— Hum.

— Será que vai ter Chapeuzinho Vermelho ou Branca de Neve?

— Possível.

— Teremos que lutar contra um dragão?

Alice deu uma garfada no macarrão: — 80% dos dragões de contos de fadas são avarentos, 19% são românticos incuráveis e o 1% restante são antissociais que parecem lagartixas. Não tem graça.

— Então o que tem graça? — perguntou Madeirinha.

Alice mastigou e engoliu: — Divertido é quando as regras são escritas sem frestas, mas cada uma delas tem uma porta dos fundos.

Antes de terminar, o bracelete preto vibrou, avisando a entrada iminente.

【Nome do Cenário: Jardim de Infância do Movimento Perpétuo】

【Número de Jogadores: 8】

【Tempo Limite: 6 horas】

Alice largou os hashis e suspirou. De novo não conseguiu comer. Por que era tão difícil terminar uma tigela de macarrão em paz?

【Transporte Concluído】

Alice abriu os olhos. No gramado, havia brinquedos espalhados: blocos, bolas, cavalinhos de balanço. Ao olhar para frente, viu um castelo cor de bala ao longe, com fumaça colorida saindo da chaminé. O ar cheirava a creme e geleia doce.

— Uau! — Madeirinha exclamou. — Que lindo!

Ao redor, os outros jogadores começaram a surgir. Todos tinham a aparência de crianças de sete ou oito anos, vestindo uniformes escolares de cores diferentes. Os números em seus peitos iam de 01 a 08. Um garotinho de cabelo raspado olhou para as próprias calças curtas e ficou vermelho de raiva:

— Eu tenho trinta e três anos, porra!!! — Agora era uma criança. Que droga era aquela?

Uma garotinha de rabo de cavalo ao lado observou o ambiente com calma: — A configuração do cenário é assim, pare de gritar.

Alice percebeu que suas mãos também haviam encolhido. Seus dedos eram curtos e as unhas estavam perfeitamente limpas. Em sua camisa branca, havia um distintivo que dizia:

【Criança Comportada · Alice】

【Turma: Pré-escolar B】

【Número: 07】

Alice tocou a borda do distintivo. O metal era frio; se conseguisse arrancá-lo, daria uma ótima ferramenta para arrombar trancas. Ela tentou puxar, mas não saiu. Uma luz vermelha brilhou no distintivo e uma voz infantil e doce ecoou:

— Alice, tentar quebrar o distintivo não é coisa de criança comportada~ Perdeu uma florzinha vermelha~

Em seguida, um painel virtual surgiu diante dela:

【Ranking de Pontos do Jardim de Infância】

【Alice: Flores Vermelhas 9/10】

【Nota: Inicial 10, perdeu 1, restam 9. Se as flores chegarem a zero, você terá uma "conversa com o diretor".】

— Conversa sobre o quê? — perguntou Alice.

A voz doce ignorou a pergunta e continuou: — Esforce-se para juntar florzinhas. Com 20 flores, você ganha a "Medalha de Boa Criança"~

Alice piscou. Ela estava começando a gostar daquele cenário.

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